quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Livros infantis nada convencionais...



Livros infantis pouco convencionais estão causando debate na Suécia, desafiando os conceitos tradicionais de família e os papéis normalmente atribuídos a meninos e meninas.Nos livros de duas editoras suecas, meninos usam sandálias cor-de-rosa, meninas querem ser bombeiros e cientistas quando crescerem, e papai não é necessariamente quem sai para trabalhar enquanto a mamãe fica em casa cuidando do jantar. "Nosso objetivo é dar às crianças a liberdade de criar sua própria identidade, sem padrões pré-concebidos e sem preconceitos de sexo, raça e sexualidade", disse à BBC Brasil a escritora Karin Salmson, co-fundadora da editora Vilda. No livro Magic, Cilla&Baby, de Eva Lundgren, por exemplo, o menino Kasper é ruim de bola e o garoto Olle gosta de maquiagem, enquanto a menina Inger é famosa por seus gols de placa no hóquei e a amiga Ellinor passa os dias tocando guitarra elétrica. Em Sandaler (Sandálias), o personagem Imannuel é um menino que adora seus sapatos cor-de-rosa. Nestas novas coleções infantis, as crianças também podem ter dois pais ou duas mães - casais do mesmo sexo aparecem em vários livros -, ou ser filhos de mães solteiras.
E você, o que acha deste tipo de literatura infantil? As editoras suecas estão certas de tentar mostrar conceitos mais liberais de família e identidade às crianças? Ou deveriam se ater aos modelos mais tradicionais em seus livros infantis?

5 comentários:

  1. A literatura é criada a partir da vida. Por isso, quando algo surge no mundo literário, sua base já está sendo constituída na sociedade.

    Acho que é o momento de misturar os papéis, sim; melhor ainda, de destruir os papéis.

    Meu medo é que ao focar preconceitos, estes acabem sendo reforçados ou mesmo compondo caricaturas. As idéias, depois de lançadas, tornam-se públicas, criam reflexos difíceis de controlar (positivos e negativos) e mesmo recebem usos posteriores que nem sempre foram o propósito inicial.

    É um caminho delicado, mas que precisa ser percorrido. E talvez esteja mais do que na hora. Vamos levar alguns choques, cometer muitos erros, exagerar aqui, acertar ali. No fim, um passo é dado e o mundo caminha mais um pouco. Isso é bom.

    Não li os livros, vivo em uma sociedade diferente da sueca, por isso fica difícil opinar, mas considero a tentativa válida.

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  2. É preciso repensar a cada dia o que está posto na sociedade, mas em resumo, é válida.
    Não posso opiniar com muita propriedade, pois nossa sociedade é diferente do padrão sueco.

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  3. Não sou contra o novo. Mas acho que Literatura Infantil deva visar mais a recreação.

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  4. Concordo com Márcia. A literatura, assim como toda forma de arte, reflete os comportamentos e idéias da sociedade. E isto muda o tempo todo. Acho que já está mais no que na hora da literatura infantil incorporar os novos padroes familiares e o nova postura das mulheres no mercado de trabalho, etc. Tudo isto deve ser mostrado de uma forma natural, lúdica e bonita. Afinal, a vida é assim. E como disse Lucila, livro infantil é para educar, mas educar brincando.

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  5. O conceito de infância tem sido relativo ao tempo histórico e se forma de acordo com o período a que está inserido.

    A emancipação da infância na sociedade contemporânea é nítida, podendo ocorrer um retrocesso , caso haja a erotização precoce tão estimulada.

    Cabe nos perguntarmos se os parâmetros que estamos fornecendo a estas crianças permitirá a construção de uma sociedade mais justa, feliz, harmoniosa.

    Pesquisas já mostram que os produtos adultos (batom, cremes) tem sido consumidos mais pelo público infantil com cada vez menos idade. Refletir tais parâmetros é salutar haja visto questionarmos a quem interessa esta emancipação infantil.

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