domingo, 8 de janeiro de 2012

A Carta, Mário Quintana

Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem
                                                               seria...
Eu tenho um medo
Horrível
A essas marés montantes do passado,
Com suas quilhas afundadas,com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros
                                                              e gáveas...
Ai de mim,
Ai de ti, ó velho mar profundo,
eu sempre venho à tona de todos os naufrágios!