Foi na estação das águas, ao repousar contra um tronco, que ela conheceu aquele boa constrictor. Era discreto, persuasivo e muito sedutor. Logo tornaram-se amantes. Todas as tardes, quando langor e achaques prendiam os hóspedes em seus quartos, ela ia encontrá-lo no canto mais sombrio do parque. E o mormaço, o beijo bífido, as espirais amorosas que mal permitiam respirar levava-na a delícias nunca pressentidas. A hora da partida forçou a constatação: já não podia abrir mão de prazer tão intenso. Enrolado o boa numa valise, viajou com ele até sua casa, e o instalou no banheiro. Ali ele poderia fugir para o terraço em caso de perigo, ou esquivar-se atrás da banheira. Ali poderiam se amar livre de riscos, sem observância de tempo, trancada a porta da curiosidade. Nunca antes tomara ela tanto banho. Queixava-se em voz alta de calor, sujeira, cansaço. E, controlando ...
Não cante vitória muito cedo, não Nem leve flores para a cova do inimigo Que as lágrimas dos jovens São fortes como um segredo Podem fazer renascer um mal antigo Não cante vitória muito cedo, não Nem leve flores para a cova do inimigo Que as lágrimas dos jovens São fortes como um segredo Podem fazer renascer um mal antigo, sim, sim Tudo poderia ter mudado, sim Pelo trabalho que fizemos, tu e eu Mas o dinheiro é cruel E um vento forte levou os amigos Para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos E nossa esperança de jovens não aconteceu E nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não Palavra e som são meus caminhos pra ser livre E eu sigo, sim Faço o destino com o suor de minha mão Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa E não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza Sempre é dia de ironia no meu coração Sempre é dia de ironia no meu coração Tenho falado a minha garota 'Meu bem, difícil é saber o que acontecerá' Mas eu agradeço ao tempo O inimigo eu já con...