segunda-feira, 18 de julho de 2016

Segunda-feira poética: Quando Chove, Frederico Barbosa




Em São Paulo, quando                        
chove,
chovem carros.
                        
Tudo para:
pontes, viadutos, Marginais.

E a água retoma
seu curso original:
Anhangabaú, Sumaré, Pacaembu.
                        
Ruas onde eram rios,
ex-rios, caminhos de rato, canais.
Rios sobre ruas,
Avenida do Estado, Via Dutra, Radial.

Em São Paulo, quando
chove,
chovem apocalipses

de quintal.

Imagem: Nelson Antoini www.noticias.r7.com