terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Canção dos Romances Perdidos, Mário Quintana

Oh! silêncio das salas de espera
Onde esses pobres guarda-chuvas lentamente
                                                                  escorrem...


O silêncio das salas de espera
E aquela última estrela...


Aquela última estrela
E, na parede, esses quadrados lívidos,
De onde fugiram os retratos...


De onde fugiram todos os retratos...


E esta minha ternura,
Meu Deus,
Oh! toda esta minha ternura inútil, desaproveitada!...

(Mário Quintana, seleção Fausto Cunha. Ed.Global, São Paulo 2006)