quarta-feira, 22 de abril de 2015

Provo, Sinto Em Silêncio, Joaquim Cardozo

Provo, sinto em silêncio

O gosto de tua presença,
O gosto da presença feliz o teu corpo inocente e querido.
Vejo que as ruas mãos formosas e mansas
Movem-se para mim num desejo incerto de carícia,
num gesto vago e litúrgico,
E ouço a tua voz chegando como uma reza,
Imersa em sombra, envolta em fumo, fragrante e leve.
Mulher! em meio deste perfume,
Incenso que vem de ti e das flores que trazes no seio,
Mudo como um Deus quero ser adorado.