quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Convite

           Hoje, excepcionalmente não vou falar em literatura. Vim convidar você, internauta, a conhecer algo que também pra mim é novidade: Design Thinking. Conheci o termo através de meu filho, que é designer. Como ele é, aliás, sempre foi, muito criativo procurei me inteirar a respeito e vi o potencial do Design Thinking. Não vim dar aula sobre o assunto, mas antes que você suponha que o assunto só interessa a designers, sugiro que leia o que diz Ligia Fascioni, que sabe mais do que eu.

       Mas vamos ao convite que interessa a estudantes e profissionais de design, administração, Marketing, empreendedorismo e todas as pessoas a quem a inovação possa interessar. E eu penso que deve interessar a todos. 



POMPÉIA JAM - São Paulo
Onde: R.Caraibas 1151, 1º andar - Perdizes  
Quando: 7,8,9 de março
Dá pra perder não. Vamos? Inscreva-se!  

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Marchinha De Carnaval (Politicamente Incorreta) - Eduardo Dussek e Preta...


Autores: João Roberto Kelly e Eduardo Dussek.
 
 
Eu sou gostosa, maliciosa
Não leve a mal
Politicamente incorreta
Sou a marchinha de carnaval
 
Eu sou gostosa, maliciosa
Não leve a mal
Politicamente incorreta
Sou a marchinha de carnaval
 
Eu sou do jeito que eu quiser,
Saio de homem ou saio de mulher
Sem essa de puxar o meu tapete
Sua censura que vá para o cacete!
 
Eu sou gostosa, maliciosa
Não leve a mal
Politicamente incorreta
Sou a marchinha de carnaval
 
Eu sou do jeito que eu quiser,
Saio de homem ou saio de mulher
Sem essa de puxar o meu tapete
Sua censura que vá para o cacete!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poema no saco de pão.

A Mágica do Pão
Recy Lopes Avancini 

Paz, amor, oração!
Olha só o que se encontra
Nas três letrinhas  do pão!
É só colocar o til
Soa como coração.

Paz da fome saciada
Amor pra quem o concedeu
Oração a que Jesus
Orou na última ceia e,
Junto o pão sagrado comeu

Pão também traz esperança
Quando alimenta uma criança.

Com pão se faz mágica
Veja bem, quando é pouco o que se tem
Mas, com criatividade
Ele vira novidade

Só nos resta agradecer
Àqueles que de madrugada
Enquanto nós descansamos
Já estão na sua jornada

Assim que o dia desponta
A fornada já está pronta
E toda sociedade
Sem nenhuma distinção
Por toda nossa nação

Com sentimentos verdadeiros
Mesmo que em pensamento
GRITA: muito obrigado padeiros.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Leis de Mendel? Não. Poesia.




"Vós letras, vós tipos, frutos de minha pesquisa, 
Vós sois a pedra fundamental
Sobre a qual estabelecerei e erigirei
Meu templo para todo o sempre.
Como o mestre desejou, vós dissipareis
A força obscura da superstição
Que hoje oprime o mundo.
Os trabalhos dos maiores dentre os homens,
Que agora, de uso para alguns, apenas,
Desintegram-se no nada,
À luz trarei e preservareis
Pois em muitas cabeças, imersas ainda
Na dormência, vossa força despertará
As grandes, as claras forças da mente.
Em suma, vossa chegada não poderá deixar
De criar uma vida nova, uma vida melhor.
Possa a força do destino conceder-me
O supremo êxtase da alegria terrena,
A meta máxima do êxtase terreno,
Que é o de ver, quando da tumba me erguer,
Minha arte florescendo em paz,
Entre os que vierem depois de mim."




(Tradução do poema escrito por Mendel
quando era ainda um escolar)


in BAKER & ALLEN (Estudo da Biologia)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Livros Que Estão Nas Telas de Cinema

 



 Nos cinemas de todo o país  alguns filmes baseados em livros, tanto nacionais quanto estrangeiros. Algumas boas pedidas são:  A Arte de Produzir Efeito Sem Causa, de Lourenço Mutarelli.

Sinopse:


Depois de largar o emprego e a mulher por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo na casa do pai. Sem dinheiro nem perspectivas, seus dias se dividem entre o velho sofá da sala transformado em cama, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem e atraente inquilina do pai, Bruna, que ambos espiam através de um furo no armário. A pasmaceira só é interrompida quando começam a chegar pelo correio pacotes anônimos com recortes de notícias velhas - uma delas sobre o episódio em que o escritor William Burroughs matou a mulher acidentalmente. Enquanto se entrega a reminiscências e persegue objetivos pequenos e imediatos - a próxima refeição, o resgate de uma dívida com o antigo chefe, o dinheiro para o próximo cigarro - Júnior começa a roer a corda que separa sanidade e loucura.(Liv. cultura)

No cinema passou a ser: Quando Eu Era Vivo, já em cartaz em cadeia nacional, conta com: Antônio Fagundes e a cantora Sandy Leah.



Sinopse:
Ao perceber que  Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio de uma cidade alemã, onde seriam adotados  por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A garota compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. (liv. Cultura)
O filme, recentemente chegado ao Brasil, tem no elenco: Geoffrey Rush,Emily Watson,Sofie Nélisse.

 

A Hora e a Vez de Augusto Matraga é parte da novela Sagarana, mas adquiriu edição independente e dela nasceram uma peça de teatro e uma versão para o cinema em 1965.
 

Sinopse:

Augusto Matraga é um fazendeiro violento e beberrão, que não respeita ninguém. Porém ocorre uma mudança na sua vida depois que sofre uma emboscada e é dado como morto. Tendo sido socorrido por um casal de negros velhos, consegue sobreviver. Quando se recupera, Augusto vai para longe com o casal e dedica sua vida ao trabalho, à penitência e à oração. Mas certo dia decide partir: “— Adeus, minha gente, que aqui é que mais não fico, porque a minha vez vai chegar, e eu tenho que estar por ela em outras partes!” Na viagem, reencontra o amigo cangaceiro Joãozinho Bem-Bem e seu bando, e toma uma atitude decisiva para seu destino.


A obra de Guimarães Rosa, ganhou nova versão para o cinema
protagonizada por: João Miguel no papel título e José Wilker, Chico Anísio e José Dumont.  Tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2014.













Divergente, de Verônica Roth

Sinopse:

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções - Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição - e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que poderá ter desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

O filme Divergente, com Robert Schwentse tem estreia programada para março de 2014.






Campeoníssimo em vendas John Green está com 4 livros na lista dos mais vendidos no Brasil. Quem iniciou essa fila de sucessos foi A Culpa é das Estrelas. É com esse livro que eu vou conhecer o autor. Aguardem comentários para breve.

Sinopse:

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

O filme com estreia brasileira prevista para agosto, é protagonizado por: Shailene Woodley e Ansel Elgort.

Enquanto aguarda, leia o livro pra comentar comigo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Soberania, Manoel de Barros



Quarta feira é dia de conto:










Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que 
tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo
do vento escorregava muito e eu não consegui 
pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso 
carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos 
deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado 
e disse que eu tivera um vareio da imaginação. 
Mas que esses vareios acabariam com os estudos. 
E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li 
alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio. 
E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria
das idéias e da razão pura. Especulei filósofos
e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande 
saber. Achei que os eruditos nas suas altas 
abstrações se esqueciam das coisas simples da 
terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo
— o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase: 
A imaginação é mais importante do que o saber. 
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei 
um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu 
olho começou a ver de novo as pobres coisas do 
chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E
meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam 
o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no 
corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas 
podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as
próprias asas. E vi que o homem não tem soberania 
nem pra ser um bentevi.



Ilustração: Martha Barros.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Escaleno, Stela do Patrocínio

Sujeito Escaleno


Olha quantos estão comigo
Estão sozinhos
Estão fingindo que estão sozinhos
Para poder estar comigo

Eu já fui operada várias vezes
Fiz várias operações
Sou toda operada
Operei o cérebro, principalmente
Eu pensei que ia acusar
Se eu tenho alguma coisa no cérebro

Não, acusou que eu tenho cérebro
Um aparelho que pensa bem pensado
Que pensa positivo
E que é ligado a outro que não pensa
Que não é capaz de pensar nada e nem trabalhar
Eles arrancaram o que está pensando
E o que está sem pensar
E foram examinar esse aparelho de pensar e não pensar
Ligados um ao outro na minha cabeça, no meu cérebro
Estudar fora da cabeça
Funcionar em cima da mesa
Eles estudando fora da minha cabeça
Eu já estou nesse ponto de estudo, de categoria

É dito: pelo chão você não pode ficar

Porque lugar da cabeça é na cabeça
Lugar de corpo é no corpo
Pelas paredes você também não pode
Pelas camas também você não vai poder ficar
Pelo espaço vazio você também não vai poder ficar
Porque lugar da cabeça é na cabeça
Lugar de corpo é no corpo
*
Eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo
Eu era ar, espaço vazio, tempo
E gazes puro, assim, ó, espaço vazio, ó
Eu não tinha formação
Não tinha formatura
Não tinha onde fazer cabeça
Fazer braço, fazer corpo
Fazer orelha, fazer nariz
Fazer céu da boca, fazer falatório

Fazer músculo, fazer dente
Eu não tinha onde fazer nada dessas coisas
Fazer cabeça, pensar em alguma coisa
Ser útil, inteligente, ser raciocínio
Não tinha onde tirar nada disso
Eu era espaço vazio puro


Esta poesia faz parte do livro “Reino dos bichos e dos animais é o meu nome”, organizado por Viviane Mosé, Azougue Editorial. Stela do Patrocínio foi interna do Centro de Psiquiatria Pedro II (RJ) de 1962 a 1966, quando foi transferida para a Colônia Juliano Moreira (RJ), onde faleceu em 1992, sem nunca mais ter saído do manicômio, sem parentes, sem ninguém próximo. Ela não escrevia, mas falava poesia e sabia disso, tanto que mudava a voz quando expressava poesia.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Livros Na Novela Amor à Vida

Chegou ao fim com uma das cenas finais mais bonitas que já vi, a novela das 21h da Rede Globo. Não vou falar da novela exatamente porque muitos já fizeram, também  não é o objetivo do blog. assisti à trama e a partir dos três meses finais comecei a ver que o merchandising das editoras ficou tão intenso que em alguns momentos parecia bem disparatado. Me detive a ver quais eram os livros que o departamento de marketing indicava através dos personagens.  Segue o que consegui ver ou ouvir de Dona Bernarda, da Paulinha,  do Félix...  acho que todos os personagens indicaram livro!


Um dos livros indicados na novela foi escrito por uma jovem de 21 anos, Rafaela (foto), portadora de comportamento semelhante ao autismo. 

Fios de Prata – Reconstruindo Sandman, de Raphael Dracon
Um Gol de Placa, de Pedro Bandeira
Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, adaptada por Arnaldo Niskier
Fome de Deus, de Frei Betto
Livro de Sonetos, algumas da principais composições poéticas de Vinicius de Moraes.
Fim, de Fernanda Torres
O Que Realmente Importa?, de Anderson Cavalcante
A Bíblia, um diário de leitura, de Luiz Paulo Horta
Fernando Pessoa antologia poética, organizado por Cleonice Berardinelli
Os miseráveis, de Victor Hugo.
Os Sete, de André Vianco
O Livro do Peregrino, de Carlos Nejar
O Inverno das Fadas, de Carolina Munhóz
Estórias da Mitologia, de Domício Proença Filho
Nu, de Botas, de Antônio Prata
Luisa, de Maria Adelaide Amaral
Fada do Arco Iris – Rafael deu a Linda
Sargento Getúlio-  João Ubaldo Ribeiro
Sabedoria Judaica – Arnaldo Niskier
Dom Quixote, Miguel de Cervantes
Antes do Baile Verde – Lygia Fagundes Teles
Dias de Inferno na Síria – Klester Cavalcanti
O Amor é Para os Fortes – Marcelo Cézar (pelo espírito de Marco Aurélio)
Meus Treze Dias com Che Guevara –Flávio Tavares 
Canteiros de Saturno – Ana Maria Machado
O Livro das Horas – Nélida Piñon
O Alquimista – Paulo coelho
Solidão no Fundo da Agulha, de Ignácio de Loyola Brandão
Fairy Rainbow, de Rafaela Poggi Zylbertstajn