segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dos Grilhões do Orgulho Me Soltei, César Feitoza

Dos grilhões do orgulho me soltei
E refiz meu amor na humildade

O amor, muitas vezes, inocente
Perambula e margeia em vis veredas
Suas cabaças de mel ficam azedas
E azedam o coração da gente
O orgulho nos torna indiferente
Arrogância nos toma e vira lei
Contra a espada da empáfia então lutei
Pra tornar meu viver felicidade
Dos grilhões do orgulho me soltei
E refiz meu amor na humildade

O orgulho destrói e desagrega
Apodrece o melhor dos sentimentos
E nos faz esquecer os bons momentos
Envenena e a, si mesmo, ele renega
Pelo mar do rancor ele navega
Nesse mar de engano eu naveguei
E enganado pensava que era rei
Mas fui bobo da corte na verdade
Dos grilhões do orgulho me soltei
E refiz meu amor na humildade

Ser humilde não é ser alienado,
Baixar sempre a cabeça pro que vem
É pensar muito, muito mais além
Ter a serenidade do seu lado
Ser humilde é sentir-se magoado
E não guardar pra si como guardei
Arriscar um amor como arrisquei
Por tolice é uma inutilidade
Dos grilhões do orgulho me soltei
E refiz meu amor na humildade

A arrogância tem troco, tem seu preço
Como a lei da ação e reação
Angustia e aprisiona o coração
Revira a nossa vida pelo avesso
Hoje em dia a humildade é o que ofereço
Antes mágoa, rancor e vaidade
Em minha vida faltou sinceridade
Para não sofrer mais então mudei
Dos grilhões do orgulho me soltei
E refiz meu amor na humildade


Não se paga uma ofensa com outra ofensa
Nem se fere por se sentir ferido
Não se diz “eu te amo” ao pé do ouvido
E se grita “eu te odeio” numa sentença
Quem, como eu, não pensou e agora pensa?
Como é curta essa vida! Então irei
Ser feliz sendo humilde. E tentarei
Cultivar mais amor, serenidade
Dos grilhões do orgulho me soltei
E refiz meu amor na humildade