terça-feira, 25 de junho de 2013

Ode à Maria Emília

Dizem que sogra não presta!
Que são o diabo em figura de gente!
A que eu tive não era como estas
era sim, de outra vertente,
Uma figura incomum, gente bem diferente.

Era sensível e inteligente,
E tinha uma calma que apressava a gente.
Parecia ter ciência de tudo
Estava além do comum desse mundo
Era um rio profundo e perene.

Quando a conheci, o seu cabela já estava
prateado,
Mas ainda estava forte e segura,
E embora branda, resoluta,
Para as tormentas dessa vida parecia
impermeável!

Era Maria, como muitas,
Vinha de uma terra seca que no verão esturricava
Mas a secura daquela terra
Pelo seu coração na passava
Era um poço de imensa ternura, que a todos,
Acudia e ajudava.

Não nego! Tive muita sorte!
Pois a Emília que virou minha sogra
Era mais que uma mulher de verdade
Era um anjo ativo sem qualquer vaidade
Um ser que espalhava ternura e felicidade
E quando partiu
Deixou um olor de muita saudade.
Parece até que virou uma estrela,
De raro esplendor e terna beleza,
E como na vida,
Reluziu com doçura e tenacidade,
Hoje brilha intensamente
Pelos eflúvios da eternidade! 

Na imagem, o autor: prof.Antonio Francisco S. Filho e sua sogra: Maria Emília.