segunda-feira, 27 de maio de 2013

Prêmio Camões para Moçambique

África lusitana, na pessoa do biólogo escritor Mia Couto, venceu a última edição do Prêmio Camões de literatura, o mais importante prêmio literário  de Portugal. Tenho  a satisfação de dizer que conheci Mia Couto, aqui bem pertinho na UFPE. Claro que fiquei encantada.



Mia Couto na UFPE - Imagem Diário de Pernambuco


 Recomendo  Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008), só pra começar.    Para quem nunca se interessou pela literatura Luso Africana, alerto que está perdendo muita coisa surpreendente. Além dos premiados acrescento Ondjaki, Paulina Chiziane, Valter Hugo Mãe e  José Eduardo Agualusa, todos imperdíveis.

 Vencedores do Prêmio Camões:

2012 – Dalton Trevisan (contista brasileiro)
2011- Manuel António Pina (poeta, cronista, dramaturgo e romancista português)
2010 – Ferreira Gullar (poeta brasileiro)
2009 – Armênio Vieira (escritor de Cabo Verde)
2008 – João Ubaldo Ribeiro (romancista brasileiro)
2007 – António Lobo Antunes (romancista português)
2006 – José Luandino Vieira (escritor angolano; recusou o Prêmio Camões) *
2005 – Lygia Fagundes Telles (romancista brasileira)
2004 – Agustina Bessa Luís (romancista portuguesa)
2003 – Rubem Fonseca (romancista brasileiro)
2002 – Maria Velho da Costa (romancista portuguesa)
2001 – Eugénio de Andrade (poeta português)
2000 – Autran Dourado (romancista brasileiro)
1999 – Sophia de Mello Breyner Andresen (poeta portuguesa)
1998 – Antonio Candido (crítico literário e ensaísta brasileiro)
1997 – Pepetela (romancista angolano)
1996 – Eduardo Lourenço (crítico literário e ensaísta português)
1995 – José Saramago (romancista português)
1994 – Jorge Amado (romancista brasileiro)
1993 – Rachel de Queiroz (romancista brasileira)
1992 – Vergílio Ferreira (romancista português)
1991 – José Craveirinha (poeta moçambicano)
1990 – João Cabral de Melo Neto (poeta brasileiro)
1989 – Miguel Torga (poeta e romancista português)


Ah, esqueci de dizer: Mia Couto é correspondente da Academia Brasileira de Letras na África.  Palmas pra ele.


*Em 2006 Luandino recusou o prémio alegando, segundo um comunicado de imprensa, «motivos íntimos e pessoais». Entrevistas posteriores, sobretudo ao Jornal de Letras, esclareceram que o autor não aceitara o prémio por se considerar um escritor morto e, como tal, entendia que o mesmo deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir. Ainda assim publicou dois novos livros em 2006.

Fontes: Estadão,wikipedia,Liv.Saraiva.