quarta-feira, 1 de maio de 2013

Conversinha com Theo, Regina Porto






Theo, 
   Estou aqui na sua casa desde sábado. Gosto de vir para cá, embora  não goste exatamente de sua cidade. Sobre isso a gente conversa daqui mais adiante. Temos tempo. Encontrei, ainda no aeroporto,o Vô Murica e Vorinha,que é como provavelmente você vai chamar os pais de sua mãe tão logo passe  a fase de trocar o V pele B, do simpático bobô e bobó.             
          Viemos com alguma antecedência para auxiliar sua mãe em alguns afazeres, só não sei se estamos sendo eficientes porque o que mais fazemos é conversar.  Theozinho, você não faz ideia  do que  e do tanto que se conversa à beira da mesa de sua sala de jantar. Sem dúvida que você  sempre é um dos assuntos, mas  falamos das coisas mais malucas. Rimos muito, muito mesmo.                  
Tem sido ótimo, estou muito satisfeita de ter vindo. Ontem fomos com sua mãe, lá pros lados da Av.Paulista, lugar que me agrada muito.  Dentre outras coisas, sua mãe foi  enfeitar-se. Mudou um pouco os cabelos, ficou mais bonita. 
         Estou falando isso pra dizer  que seu pai deu um “dia de madame” pra ela. Foram eles que me contaram.  Gostei de saber  e ver com que carinho seus pais cuidam um do outro.  Fugindo à cultura nordestina, não  acho que homem possa tudo incluindo desleixar da mulher, por isso me satisfaz imensamente ver o quanto seu pai participa de sua casa, preocupa-se e valoriza sua mãe.  Você vai ficar feliz também.  Eles estão se cuidando pra si e pra você também.  Estamos certos de que você nasce ainda nesta semana e sua mãe apressou-se em enfeitar-se pra você. Ela nem sabe que seu nascimento, por si,  vai embelezá-la. 
       Ontem, ainda de manhã, fomos a uma feira livre aqui perto de sua casa. Saí encantada. Gosto desse tipo de comércio por causa do colorido e aroma das frutas. Sua mãe comprou flores  e enfeitou a casa.  Na noite passada jantamos tarde, depois que sua mãe chegou da aula de inglês, e, como sempre, ficamos todos conversando à mesa.  Enquanto seus pais e nós, os avós, provávamos uma grapefruit,  você se mexeu mesmo já não tendo mais muito espaço. Fomos deitar  já muito tarde, 3:20 da manhã de hoje. Somente agora sua mãe está tomando café da manhã.  Continuo achando que a comissão de avós vinda do Rio de Janeiro e do Recife,só tumultuou sua casa. Agora, que estamos contentes, estamos sim. 
       Você nem sabe, mas já me fez conhecer  pessoas  do bem e agradabilíssimas e está nos proporcionando momentos felizes.  Como disse  de forma assim meio misturada, enquanto você não chega, estou me divertindo e observando a primavera fora de época que você provocou. Bom, não?