quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia Nacional do Escritor


O Dia Nacional do Escritor foi instituído no dia 25 de julho de 1960, definido por Decreto Governamental, após o sucesso absoluto do 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado por iniciativa de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores, até então.

O Brasil tem muito escritor bom e alguns que são bons e ainda não ficaram famosos. Sou boa leitora, mas não consegui ler tudo/todos que eu gostaria por isso vou citar apenas um livro dos meus prediletos.
 
Cora Coralina: conheci através de minha mãe que me falou, encantada, de seu poema O Milho. Conhecendo, passei a admirar sua literatura e sentir nela a pessoa de minha avó.  Recomendo: Vintém de Cobre, Meias confissões de Aninha. Ainda quero ler: Meu livro de cordel.
Carlos Drummond de Andrade: o que falar de um patrimônio? recentemente lí, ou melhor, degustei Sentimento do Mundo. Nesse livro, Drummond mostra-se múltiplo.Irônico, profundo, simples, filosófico, erótico e lírico. Drummond me encanta.
 
Ainda quero ler: Dossiê Drummond, de Geneton Moraes Neto. Sim.
Graciliano Ramos: Lí quase tudo desse autor, numa biblioteca popular do Recife. Fã de carteirinha, me impressiona sua capacidade de concisão e crítica. Vidas Secas, seu livro mais conhecido, não é meu predileto mas é o que mais me impressiona: seus capítulos foram escritos originalmente como contos independentes, depois é que, organizados, resultaram no romance tal como conhecemos. Meu predileto: São Bernardo.              Ainda quero ler: Angústia. 






Mário Quintana: do gaucho conheço pouco, só que adorei todo esse pouco. Vê e coloca poesia em tudo.  Ainda quero ler:alguma antologia do autor.




Rubem Braga: maior cronista do país, escrevia diariamente. Acredito que sem ele a crônica não tivesse a visibilidade que tem. Qualquer que seja a linha que se procure: poética, de costumes, crítica, social, sensual encontra-se em crônica de Rubem Braga. Recomendo: 200 Crônicas Escolhidas


Érico Veríssimo: em criança, vi na minha casa um livro chamado: A Volta do Gato Preto. Tinha uns 8 anos, não fazia ideia do que se tratava nem de quem era. Brincar na rua era mais interessante do que procurar saber a respeito, mesmo que batesse curiosidade sobre esse gato.  Adolescente, frequentando biblioteca pública descobri o mistério e lí o livro. Minha mãe recomendou que lesse também o Gato Preto em Campo de Neve e me falou de Música ao Longe. Foi o suficiente. Lí vários livros de Érico. Todos muito bons. Em 2006 comprei um exemplar de Incidente Em Antares: totalmente diferente dos demais, é o único realismo fantástico brasileiro que eu conheço. Sugiro a leitura desse autor e recomendo especialmente a trilogia: O Tempo e o Vento (O Arquipélago, O Retrato, O Continente

João Cabral de Melo Neto: outro autor adepto da concisão. O poema Morte e Vida Severina, por si já demonstra o talento do autor.  Viu a cidade do Recife com olhar especial. Tive oportunidade de conhecer o leito do  Rio Capibaride seco a ponto de poder atravessá-lo caminhando, era o Cão Sem Plumas. Recentemente me foi sugerida a leitura de um seu poema:   Jogos Frutais.  Passei alguns dias pensando no poema. Recomendo: Morte e Vida Severina (livro e peça teatral)    






Fernando Sabino: foi dos primeiros autores que dei a meus filhos quando deixaram a fase literatura infantil. Divertido e sentimental, Fernando Sabino, pra mim, foi quem além de Rubem Braga, melhor escreveu crônicas. Não tenho um livro predileto, mas vou recomendar: A Companheira de Viagem e O Gato Sou Eu



Outros autores e livros poderiam estar aqui, mas me bateu sono. Fica para a próxima. Boa noite a todos.