segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Segunda-feira poética: Ferreira Gullar

Um instante
Ferreira Gullar


Aqui me tenho

como não me conheço
nem me quis
sem começo
nem fim
*
aqui me tenho
sem mim
*
nada lembro
nem sei
*
à luz presente

sou apenas um bicho
transparente.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Flores para Moacyr

Não vou postar nada sobre Moacyr Scliar, recentemente falecido. Toda a imprensa vai fazer isso muito melhor que eu. Datas, obras, tudo pode ser encontrado a um clic da mão de qualquer pessoa.
Venho aqui apenas pra dizer de minha tristeza. Tinha enorme carinho pelo gaucho que conheci em crônicas da Folha de São Paulo e depois pelo livro O Texto, ou: A Vida emprestado por outro gaucho. Moacyr Scliar me passava a ideia de uma pessoa generosa e que gostava de procurar pelo começo das coisas. Parecia ter tomado para si, na vida, alguns procedimentos da medicina. O buscar dos porquês. Não nego que pode parecer infantil  mas além de gostar do escritor, gostava da pessoa pelo que me parecia ser o Moacyr.
Então escolhi flores para me despedir dele. Girassóis, minha flor predileta porque busca naturalmente a luz e, generosa, transmite beleza e energia.  Obrigada, carequinha.
Meus girassóis pra você.
Regina

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Crônicas da M.P.B:Noite dos mascarados


Noite dos Mascarados
Chico Buarque

Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão!
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão... Fui porta-estandarte, não sei mais dançar...
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval! Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
Deixa o dia raiar que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
Seja você quem for, seja o que Deus quiser

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Onde fica Pasárgada?

Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia onde hoje é Irã. Fica na província de Fars,próximo de Persépolis. Trata-se, na atualidade, de um sítio arqueológico tombado pela UNESCO em 2004. O rei, a quem Manuel Bandeira se refere no famoso poema era Ciro II. No tempo dele Pasárgada foi a primeira capital da Pérsia.Como a Pérsia era um reino muito vasto, além de Pasárgada havia outras capitais: Persépolis, Ecbátana, Susa ou Sardes.
Pasárgada ficou inacabada porque Ciro II morreu durante sua construção.Mesmo assim manteve-se  como capital do reino, até  que Dario, assumindo o poder, fez a mudança para Persépolis. O nome Pasárgada, tal como conhecemos hoje, vem  provavemente do grego.

Ruinas de Pasárgada


Tumba do Rei Ciro II



Mapa da Pérsia com destaque para Pasárgada e Persépolis
Mapa do Irã (antiga Pérsia) as ruínas ficam nas proximidades de Shiraz.

Horóscopo poético: peixes - Vinicius de Moraes

PEIXES (de 20 de fevereiro a 20 de março)



Mulher de Peixe... peixe é
Em águas paradas não dá pé
Porque deslisa como a enguia
Sempre que entra numa fria.
Na superfície é sinhazinha
E festiva como a sardinha
Mas quando fisga um namorado
Ele está frito, escabechado.
É uma mulher tão envolvente
Que na questão do Paraiso
Há quem suspeite seriamente
Que ela era a mulher e a serpente.
Seu Id: aparentar juízo
Seu Ego: a omissão, o orgulho
Sua pedra astral: a ametista
Seu bem: nunca ser BAGULHO ( a melhor!!!)
Sua cor: o amarelo brilhante
Seu fim: dar sempre na vista.

Natal, Menoti del Picchia


      Já o burburinho ruma para a manjedoura. A estrela –seria, este ano, aquele enigmático cometa com nome japonês? - fulge no céu.
Bate um pastor na porta da choça do compadre: - “Olá, Esdras! Acorda, camarada! Vamos para Belém!”
As ovelhas balam. Toda a terra é um advento. Até flores estranhas rebentam nos cálices e as corolas atônitas perscrutam na noite um milagre. Os lírios do vale já devassaram o mistério e murmuram com seus lábios imaculados:
      -Vai nascer Deus!
Aí está. Vai nascer Deus. “Fenômeno de rotina” – dirá um político despistando um repórter. “Nada demais, senhor jornalista. Todos os anos nasce Deus.” O repórter, apressado e superficial, registra a declaração numa caderneta e telefona para o redator de plantão. “O Doutor Chuvisco disse que não há novidade: o nascimento de Deus é um fenômeno de rotina”. O redator aceita a explicação bocejando e gosta da palavra “rotina” aplicada ao mistério do Natal, porque a palavra está na moda. E ninguém dá pela transcendência do prodígio.
     Meu vizinho, Felesbino de Freitas Trancoso, excelente pai de família, saiu cedo para a fila das castanhas. D. Ordália Lopes, que é sentimental e fidelíssima, mesmo porque pesa perto de seis arrobas, comprou uma gravata de seda italiana e uns suspensórios de matéria plástica para presentear o marido. Tenho uma sensível admiradora que me mandou um cromo – sempre fui louco por cromos! – representando o presepe.  Ali tudo é lindo: Jesus, tenro e sorridente, de cabelo cacheadinho e grandes olhos azuis abertos, como se um pimpolho que nasce, geralmente tão cheio de rugas e tão feio, pudesse ter aquele tamanho e aquela cabeleira de ouro... São José é um carpinteiro alinhado, de túnica que talvez tenha saído nesse instante da arca. Maria Santíssima é um amor.
     - No Natal do ano passado – diz me a D.Celestina – meu marido me deu uma geladeira. Fico pensando dentro da noite mágica: “ No Natal do ano passado...’”
Há perfumes no ar que vêm dos cedrinhos do Jardim América e, por causa das árvores de Natal, a gente liga o cheiro da resina ao Oriente místico, à chegada daquela divina mãe grávida, morta de canseira na sua marcha ao lado do velho e santo marido, até a cocheira que serviu de berço à salvação do mundo. A imaginação trabalha. Percebe que nos palácios distantes, acordados pelo fulgor da estrela, os reis poderosos preparam suas caravanas de mirra, ouro e incenso, para ver a criança estranha que uma vaca aquece com seu hálito e um burrinho manso humaniza com a bondade que irradia de seus olhos...
     -“Jornal da noite! “Jornal da noite!” – berra um garoto sobraçando os últimos vespertinos. Compro uma folha. Não preciso ler pois a manchete metralha meus olhos: “Dez mil árabes e cinco mil judeus em luta mortal na Palestina. Milhares de mortos e feridos...”
Os sinos de Natal bimbalham. “Glória a Deus na altura e paz na terra aos homens de boa vontade.”
     Nasceu um Deus! Este ano nasceu outra vez um Deus!
     E me ocorre, fulmínea, a interrogação trágica: - mas por que nasce um Deus todos os anos?
Um arrepio me percorre o corpo. O calendário salta-me à memória pontilhado de guerras,brigas,roubos,bombas atômicas,crises, econômicas, manobras políticas ditadas pela cobiça e ambição. No meio dessas memórias os sinos bimbalham. “Paz” “Paz” – brada Cristo, o Cristo que vem nascendo todos os 25 de dezembro há 1947 anos!
     Então, percebo a razão do Natal! Dada a cruel desmemória dos homens é preciso que todos os anos nasça um Deus!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Segunda-feira poética: Manuel Bandeira

 

  Vou-me Embora pra Pasárgada
 Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive


E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
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Provavelmente o mais conhecido poema de Manuel Bandeira, deixa-nos uma pergunta: onde, se é que existe, fica Pasárgada?  clique na imagem acima para saber a resposta.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia Nacional dos Quadrinhos - 30 de janeiro (5)

Ditadura militar e também os quadrinhos, todos, passam por censura. Mas é nessa época que brotam as tiras e charges. Elas recheiam as publicações literárias com humor sarcástico e críticas.  O Pasquim é o principal representante.
1967 é o ano de estreia de um estilo que causou estranheza. O mangá hoje tão conhecido começou pelas mãos de Minami Keizi, fundador da editora Edrel. Claudio Seto e Keizi eram os desenhistas do estilo mangá daquela época.
Nota: mangá no Japão, significa história em quadrinhos. Aqui é a forma japonesa de desenhar HQ


No início dos anos 70 era a vez do público infantil. Maurício de Souza é o grande responsável pela predominância dos quadrinhos infantil daquela década. A Turma da Mônica veio para ficar mesmo com a concorrência das revistinhas da Disney. A Editora Abril fez estudio especialmente para os desenhista desses quadrinhos e profissionalizou diversos deles.


Geraldão

Rê Bordosa

Radical Chic
 Anos 80... esta foi a época de Angeli,Laerte e Glauco. Juntos produziram Los três Amigos, que é um conjunto de aventuras. Individualmente produziram personagens ainda conhecidos:Rê bordosa,Geraldão, Overman e Piratas do Tietê.  Miguel Paiva também é dos anos 80 com Gatão de Meia Idade, Radical Chic. Também é o pai de Ed Mort em  tiras.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Segunda-feira poética: José Manuel Marroquín

No livro Viver Para Contar, Gabriel García Márquez cita o poeta colombiano: José Manuel Marroquín com um trecho de uma sua poesia surrealista:
Agora que os ladros caem, agora que os galos galam,
agora que alvando a toca as altas soam campana;
E os zurros burram e que os gorjeios pássaram,
e os assovios serenam e que os gruinhidos porqueiam,
e que a a aurorada rosa os extensos douros campa,
...perolando líquidas calhas tal qual eu lágrimo derramas,
e friando de tirito embora abraza almada,
venho suspirar meus lanços janelo de teus debaixos.


O poema original:

La Serenata
José Manuel Marroquín
Ahora que los ladros perran,
Ahora que los cantos gallan,
Ahora que, albando la toca,
Las altas suenas campanan,
Y que los rebuznos burran,
Y que los gorjeos pájaran,
Y que los silbos serenan,
Y que los gruños marranan,
Y que la aurorada rosa
Los extensos doros campa,
Perlando líquidas viertas
Cual yo lágrimo derramas,
Yo, friando de tirito,
Si bien el abrasa almada,
Vengo á suspirar mis lanzos
Ventano de tus debajas.
Tú en tanto duerma tranquiles
En tu camada regala,
Ingratándote así, burla,
De las amas del que te ansia.
Oh, ventánate á tu asoma,
Oh, persiane un poco la abra,
Y suspire los recibos
Que este pobre exhalo amanta.
Ven, endecha las escuchas
En que mi exhala se alma,
Y que un milicio de músicas
Me flauta con su acompaña.
En tinieblo de las medias
De esta madruga oscurada,
Ven y haz miradar tus brillas
A fin de angustiar mis calmas.
Esas tus arcas son cejos
Con que, flechando disparas,
Cupido pecha mi hiero
Y ante tus postras me planta;
Tus estrellos son dos ojas,
Tus rosos son unas labias,
Tus perles son como dientas,
Tu palme como una talla;
Tu cisno es como el de un cuelle,
Un garganto tu alabastra,
Tus tornos hechos á brazo,
Tu reinar como el de una anda.
Y por eso horo á estas vengas
A rejar junto á tus cantas
Y á suspirar mis exhalos
Ventano de tus debajas.
Así cantaba Calixto
A las ventanas de Carmen,
De Carmen, que, desdeñosa,
Ni aun se acuerda de olvidarle.
Es el galán susodicho
Mozo de tan buenas partes,
Que en el barrio no hay quien tenga
Tanto garbo y tal donaire;
Ninguno en amar le excede,
Ni en cantar le iguala nadie,
Ni en el tañer la vihuela
Hay quien le exceda ó le iguale.
Sin embargo, el ser Calixto
Mozo de tan buenas partes,
No ha sido parte á ablandar
El duro pecho de Carmen.
La aurora le encuentra siempre
Muerto de frío en la calle,
Al cielo dando sus quejas
Y sus suspiros al aire.
Allí improvisa á las veces
Tristes serenatas y ayes,
Que oyen tal vez los serenos
O que tal vez no oye nadie.
Yo salí esta madrugada
Mucho antes de que aclarase,
Para poder alcanzar
A misa de cinco, al Carmen,
Y junto á las rejas de ídem
Le encontré dale que dale,
Y oí los versos de que
Me he hecho editor responsable.
Mas, como era ya temprano
Y Calixto empezó tarde,
Estaba un poco más ronco
De lo que era razonable;
Además, como estaba ebrio
(Aunque en verdad, no se sabe
Si de puro amor ardiente,
O de aguardiente ó de brandi),
Echaba A perder el canto,
Que era una lástima grande,
Y trabucaba las sílabas,
Y las palabras y frases.
Empero, es cosa segura,
O á lo menos muy probable,
Que A no ser por la embriaguez
Y la ronquera del diantre,
Y lo malo de los versos,
Y el trastrueque de las frases,
La tal serenata hubiera
Estado buena en su clase.



Sobre o autor
Nascido em Yerbabuena, Bogotá -  Colômbia. 1827-1909. Escreveu maior parte de sua obra sob pseudônimos:
Gonzalo Ganzález de la Gonzalena; Pedro Pèrez de Perales e El Parlanchin Entremido
Foi presidente da Colombia de  3 de agosto até 3 de novembro de 1898  e de 31 de julho de 1900 a 7 de agosto de 1904.
Foi um dos fundadores da Academia Colombiana de Línguas,

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Crônicas da M.P.B: A Rita - Chico Buarque


A Rita

Chico Buarque

A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel


A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Academia Brasileira de Letras - 1º evento do ano

Academia Brasileira de Letras inaugurou em 24 de janeiro, às 19h, na Galeria Manuel Bandeira, a primeira exposição do ano de 2011, intitulada "Aquarelas do Rio". A exibição do artista J. David conta com 31 obras que mostram, sob sua ótica e traços, variadas belezas do Rio de Janeiro.
J.David expõe aquarelas tais como a fachada da Academia
Quem é J.David?
Nasceu em 1934, no Engenho Novo, Rio de Janeiro, recebeu seu primeiro prêmio em desenho, no ano de 1942, em concurso escolar sobre a Segunda Guerra Mundial. Em 1952, entrou como aprendiz de desenhista na Editora Brasil América, e, paralelamente pintando, expõe no Salão Nacional de Belas Artes, em 1963.Em 1966, começa a trabalhar como ilustrador publicitário e, em 1983, é premiado como Ilustrador Publicitário do ano pela Assossiação Brasileira de Propaganda (ABP).
Em 1998, já aposentado, viaja à Europa conhecendo os museus do Louvre, D’Orsay, Galeria Degli Uffizi, Academia de Florença, ateliers em Veneza, museu do Vaticano, museu do Prado, museu de Lisboa entre outros.

Petit Trianon - aquarela de J. David

Serviço:
Data: vai até o dia 25 de fevereiro.

Horário: 10h às 18h, de segunda a sexta-feira
Endereço da A.B.L: Av.Pres. Wilson 203 Castelo - RJ
Telefone da A.B.L: (21) 3974 2500
(Fonte: site da A.B.L)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dia Nacional dos Quadrinhos - 30 de janeiro (4)

Nosso conhecido cachorrinho Bidu primeiro de uma série crescente de personagens de Maurício de Souza, fez estreia em 1959. Em tirinhas, claro.

Entram os anos 60 e com eles, a primeira revista em quadrinhos com personagens brasileiros: A Turma do Pererê, de Ziraldo.


Da esq. para a direita: Fradins baixim e cumpridim
Zeferino(de chapéu), seguido do Bode Orelana e a Grauna





O cartunista Henfil publica, em tirinhas, seus personagens: Grauna e Fradins. Tiveram grande aceitação e censura política também, lógico.


Ainda nessa época, foram lançadas algumas revistas em quadrinhos nos gêneros:
Nome da revista/personagem:
Capitão 7
Gênero: super-heroi
Desenhada por: Julio Shimamoto,Jayme Cortez,Getulio Delphin e Juarez Odilon
Período de publicação: 1959 a 1964








  
Nome da revista/personagem
Aventuras do Anjo
Gênero: Policial
Desenhado por: Flávio Colin, considerado o maior desenhista brtasileiro; Originou o filme: Escorpião Escarlate
Período de publicação:(aguardo informação)





Nome da revista: Fidêncio,o Gaucho
Nome do personagem: Fidêncio
Gênero:Faroeste
Desenhada por:Julio Shimamoto
Período de publicação: 1963 a 1965