segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dia Nacional dos Quadrinhos - 30 de janeiro (3)

Quando os jornais brasileiros, por influência americana,começaram a trazer seus suplementos juvenis os heróis foram definitivamente incorporados à nossa cultura. Em 1939 fo lançada a revista Gibi, que trazia os heróis. Com o tempo  a palavra Gibi, passou a ser sinônimo de revista em quadrinhos.
Edição de 1950- herói: Capitão Marvel
Por resistência dos editores, as novas revista em quadrinhos (novos gibis) tinham grande dificuldade em apresentar personagens próprios, brasileiros. Alguns desenhistas chegaram a fazer, sem receber o devido crédito, capas das revista Pato Donald. 
Duas grandes mudanças, para melhor, só vieram acontecer muitos anos depois. A primeira em 1952 quando a Editora Abril mudou as dimensões das revista do gênero. Os gibis ficaram menores que os editados nos USA. Tornou-se, então, o padrão brasileiro, este que conhecemos hoje nos revistas de Chico Bento, por exemplo.

Ainda nos anos 50 o desenhista Gutemberg Monteiro foi trabalhar ilustrando os quadrinhos de Tom e Jerry nos USA; Os quadrinhos passavam por muitas críticas mesmo nos Estados Unidos, por isso uma empresa brasileira foi contratada para desenhando matéria cultural, tentar mostrar o potencial educacional que poderia haver nas HQ.  Na ocasião foram feitas adaptações  de obras literárias, publicadas na revista Edição Maravilha.














Outros gêneros e autores foram lançados. Todos sem vida própria. Milton Ribeiro fez O Cangaceiro, inspirado no filme de mesmo nome. A revista Jerônimo, o herói do sertão com desenhos de Edmundo Rodrigues, foi baseada numa novela (1957) de rádio.

Além do gênero cangaceiro/faroeste houve o gênero erótico.
Este, já nos anos 60, tinha em Carlos Zéfiro seu principal representante. Suas chamadas cartilhas, eram conhecidas de todos os adolescentes e jovens da época.

(continua)

Leia também:
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_1932.html (4)
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_30.html     (2)
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de.html           (1)

Segunda-feira poética:Paulo Mendes Campos

Poema Didático
Estátua em praça de Belo Horizonte
Imagem de Gabriela Izair.
Paulo Mendes Campos


Não vou sofrer mais sobre as armações metálicas do mundo
Como o fiz outrora, quando ainda me perturbava a rosa.
Minhas rugas são prantos da véspera, caminhos esquecidos,
Minha imaginação apodreceu sobre os lodos do Orco.
No alto, à vista de todos, onde sem equilíbrio precipitei-me,
Clown de meus próprios fantasmas, sonhei-me,
Morto de meu próprio pensamento, destruí-me,
Pausa repentina, vocação de mentira, dispersei-me.
Quem sofreria agora sobre as armações metálicas do mundo,
Como o fiz outrora, espreitando a grande cruz sombria
Que se deita sobre a cidade, olhando a ferrovia, a fábrica,
E do outro lado da tarde o mundo enigmático dos quintais.
Quem, como eu outrora, andaria cheio de uma vontade infeliz,
Vazio de naturalidade, entre as ruas poentas do subúrbio
E montes cujas vertentes descem infalíveis ao porto de mar?


Meu instante agora é uma supressão de saudades. Instante
Parado e opaco. Difícil se me vai tornando transpor este rio
Que me confundiu outrora. Já deixei de amar os desencontros.
Cansei-me de ser visão: agora sei que sou real em um mundo real.
Então, desprezando o outrora, impedi que a rosa me perturbasse,
E não olhei a ferrovia – mas o homem que sangrou na ferrovia -
E não olhei a fábrica – mas o homem que se consumiu na fábrica -
E não olhei mais a estrela – mas o rosto que refletiu o seu fulgor.


Quem agora estará absorto? Quem agora estará morto?
0 mundo, companheiro, decerto não é um desenho
De metafísicas magníficas (como imaginei outrora)
Mas um desencontro de frustrações em combate.
Nele, como causa primeira, existe o corpo do homem
– cabeça, tronco, membros, aspirações a bem-estar–
E só depois consolações, jogos e amarguras do espírito.
Não é um vago hálito de inefável ansiedade poética
Ou vaga adivinhação de poderes ocultos, rosa
Que se sustentasse sem haste, imaginada, como o fiz outrora.
0 mundo nasceu das necessidades. 0 caos, ou o Senhor,
Não filtraria no escuro um homem inconseqüente,
Que apenas palpitasse ao sopro da imaginação. 0 homem
É um gesto que se faz ou não se faz. Seu absurdo
Se podemos admiti-lo – não se redimo em injustiça.
Doou-nos a terra um fruto. Força é reparti-lo
Entre os filhos da terra. Força – aos que o herdaram -
É fazer esse gesto, disputar esse fruto. Outrora,
Quando ainda me perturbava a flor e não o fruto,
Quando ainda sofria sobre as armações metálicas do mundo,
Acuado como um cão metafísico, eu gania para a eternidade,
Sem compreender que, pelo simples teorema do egoísmo,
A vida enganou a vida, o homem enganou o homem.
Por isso, agora, organizei meu sofrimento ao sofrimento
De todos: se multipliquei a minha dor,
Também multipliquei a minha esperança.




Sugestão de um grande amigo a quem agradeço com um beijo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Dia Nacional dos Quadrinhos - 30 de janeiro (2)


Cartuns, charges ou caricaturas, ainda no sec.XIX e sempre nas formas de sátiras políticas e sociais,abriram caminho para as HQ que conhecemos hoje. No início surgiram estabelecidos como "tiras" e estavam inseridos em trabalhos jornalísticos. Em 1837 na forma de charge circulou pela primeira vez um desenho de Manuel de Araujo Porto Alegre, que muitos anos depois criaria uma revista de humor político.

Primeira charge do Brasil -1837
Depois, Angelo Agostini criou Nhô Quim e Zé Caipora ambos em 1869, os dois primeiros personagens de HQ do Brasil, também eram introduzidos em publicações jornalisticas de gosto popular.
Somente no início do sec. XX é que surgiu no país uma revista propriamente dita de HQ. Era o ano de 1905 e a revista Tico Tico, cujo principal artista era  J.Carlos
Logotipo da revista - 1905


J. Carlos (1884-1950), é o reponsável pela concepção visual de Zé Carioca de Walt Disney. Porém é muito mais conhecido por seus trabalhos em quase todas as publicações da época e seus próprios personagens. Um dos ícones desta forma de linguagem no Brasil.
J. Carlos -
Imagem do blog universofantástico
(continua)

Leia também:
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_1932.html  (4)

http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_31.html      (3)
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de.html            (1

Dia Nacional dos Quadrinhos - 30 de janeiro ( 1)

-Mais um dia nacional?
-Sim. Por que não?  As HQ são, há décadas, sucesso garantido no país e no mundo inteiro.  
-E por que esta data foi escolhida?
Páginas d'As Aventuras de Nhô Quim -1869
-Porque 30 de janeiro foi o dia da publicação da primeira HQ no brasil . Isso a conteceu no dia 1869 com:“As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte” uma história, contada em nove páginas duplas e com todas as características de quadrinho. O personagem é um caipira.

Em 1895,  Richard Outcault publicou Yellow Kid. Por esse feito os americanos se consideram os criadores  das HQ, porém o gênero já existia em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, claro.
Vamos em frente.
-Quem escreveu/desenhou nossa primeira HQ As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte?
-Foi Angelo Agostini, italiano de Vercelli - Piemonti, ITA. Nascido em 1846 veio para São Paulo com 16 anos. Conseguiu cidadania brasileira em 1888 com 32 anos.
Em 2005 foi lançado um álbum com os principais trabalhos com quadrinho de Ângelo Agostini As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora: os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883, do jornalista e pesquisador Athos Eichler Cardoso, que organizou o livro e escreveu a introdução da obra. O designer Josias Wanzeller da Silva levou mais dois e meio para dar forma à obra.


Não encontrei o álbum nas tradicionais livrarias.
Em alguns poucos sebos o preço é de R$100,00

Fontes:
http://www.eca.usp.br/agaque/arteseq/arte_sequencial4.htm
http://www.esfolando.blogspot.com/
http://gibitecacom.blogspot.com/2008/01/dia-nacional-dos-quadrinhos.html



Leia também:
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_1932.html (4)
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_31.html     (3)
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sábado, 29 de janeiro de 2011

Crônicas da M.P.B:O caderno - Toquinho



O Caderno
Toquinho / Mutinho

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...







sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Estórias Mínimas:Mensagem de José Rezende Júnior

Microleitor@s
e Macroamig@s,


Eram uma vezes estorinhas miúdas farejadas no vento pelo cachorro Miguilim, que contava ao gato León, que digitava caractere por caractere andando sobre o teclado do MacBook do escritor -- este, então, só tinha o trabalho de traduzir para o humanês a linguagem secreta dos ventos, dos cães e dos gatos.
E o final feliz é que as estorinhas miúdas (140 caracteres, no máximo) escritas a duas mãos, oito patas e incontáveis rajadas de ventania viraram livro, e o livro se chama "estórias mínimas", e será lançado em Brasília na próxima quinta-feira (3 de fevereiro), no Café com Letras (203 Sul).
O lançamento começa às 19h30 e vai até o último leitor e a última leitora. E ainda tem uma atração especial: show de bolso (pra não dizer pocket show) com o cantor, compositor, escritor e grande figura Tino Freitas, interpretando canções que um dia foram poemas.
A festa promete. Miguilim e León mandaram dizer que não veem muita graça nessas baladas - tipo - humanas, mas o escritor já confirmou presença -- e ficou de levar o vento.


Então,
abraço pra quem é de abraço,
beijo pra quem é de beijo...


E inté!
José Rezende Jr.
http://www.joserezendejr.jor.br/
(jornalismo&literatura)
Estórias MínimasJosé Rezende Júnior
Ed.7 letras
R$29,00


Lançamento:
Quando? 03 fevereiro (quinta-feira)
A que horas? 19h
Onde? Livraria Café  Com Letras
CLS203 bl C s/n lj.19
Brasília DF
Atração especial: Tino Freitas.


História bonita(3): João, o teimoso que só queria medicina.

João Couto Teles, um exemplo de tenacidade e superação

Até que ponto você iria atrás do seu sonho? Para o estudante cearense João Couto Teles, de 28 anos, o céu é o limite. Seu sonho era igual ao de centenas de feras do estado: ver o nome no listão de aprovados para o concorrido curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mas a motivação do aluno, essa sim, estava acima da média. Ele lutou contra a família, contra a falta de dinheiro e contra si mesmo. A cada reprovação era preciso uma nova volta por cima. E olha que foram nove seguidas até que, neste ano, João finalmente pôde ver seu nome entre os aprovados, com a nota 7,53. Ao saber da notícia, de férias no Ceará, quase desmaiou nos braços da mãe.


Segundo cálculos feitos em cursinhos de pré-vestibular do Recife, um candidato de medicina pode levar até três anos para conquistar uma vaga. Tudo por causa da grande concorrência (foram 30 candidatos por vaga no último vestibular) e das altas notas de entrada do curso (a menor neste ano foi 7,4). O ´Doutor João Couto`, como está sendo chamado pelos amigos, não vê a hora de as aulas começarem. Ele passou na 2ª entrada e o ano letivo começará em agosto. ´Estou muito ansioso. Quero conhecer os laboratórios, os professores, os colegas. Não tenho palavras para dizer o quanto estou feliz`, comemora. No futuro, ele pretende seguir a carreira de neurologista.

João Couto Teles, aprovado no vestibular de medicina da UFPE após 9 tentativas seguidas. O vídeo mostra o momento em que seus colegas da Casa do Estudante do Nordeste raspam seu cabelo.

A história de persistência e final feliz tem um enredo digno de novela das 20h. João nasceu no município de Jardim, Sertão do Ceará, a 600 km do Recife. Filho de pais agricultores, aos 16 anos ele deixou sua cidade natal para estudar no Recife. Veio influenciado por um primo, que havia conseguido duas vagas na Casa do Estudante do Nordeste, instituição filantrópica sustentada pelos próprios jovens. O ano era 1999. A casa, no Derby, é o endereço do futuro médico até hoje.

Contrariando todos de sua família, João inscreveu-se para o curso de medicina. Era só o começo das ´chacotas` que ouviria pelos próximos 11 anos. ´Minha madrinha, que é médica, chegou a dizer que medicina era um curso que só os filhos dela podiam fazer, pois tinham recursos. Aquilo me magoou. Mas também serviu de motivação`, relembra, emocionado. Para se sustentar, recebia R$ 200 por mês dos pais.

Neste mesmo ano, 15 dias antes do vestibular, João sofre um acidente de trânsito e parte do rosto é atingida por estilhaços de vidro. Volta para se recuperar no Ceará. Adeus vestibular da UFPE. No ano seguinte, dois meses antes da prova, novos problemas de saúde: uma forte úlcera. Ele só voltaria a tentar uma vaga em medicina em 2002. Não passou. O ensino médio concluído no interior tinha suas falhas.


A ajuda
´Cheguei aqui sem saber de nada. Comecei a estudar do zero`, afirma. Sabendo disso, João bateu na porta dos principais cursinhos da cidade, pedindo bolsas de estudo. Foram muitos nãos. ´É muito humilhante. Você dizer que precisa estudar e ouvir que o conhecimento é para quem pode pagar`. Com força de vontade, conseguiu bolsa num dos cursinhos mais badalados da turma de saúde: Fernandinho e Cia, na Benfica. Em um ano, fazia isolada de biologia. Em outro, história.
Em seis anos de estudos e de vestibulares, concluiu que já tinha conhecimento suficiente para garantir a aprovação na UFPE. O problema é que, a partir daí, o nervosismo começou a atrapalhar João. Na hora da prova, dava o famoso ´branco`. Ele fez terapia durante um ano e se apegou à religião. Toda vez que passava pela imagem de Nossa Senhora de Fátima, no Quartel do Derby, pedia força para correr atrás do seu sonho. Durante todos esses anos, João fez o dever de casa. Sua rotina de estudos começava às 6h e só terminava às 23h. De domingo a domingo. Por causa disso, nunca trabalhou.


A dedicação é reconhecida pelos colegas da Casa do Estudante. ´Ele é exemplo de perseverança para todos nós`, disse Rafael Costa, estudante de serviço social da UFPE. Depois da aprovação no vestibular, João passou a ser um ´semi-deus`. Sua fama já alcançou diversas casas de estudante espalhadas no Recife. ´Provei que podia ser mais do que um agricultor `. O mérito de João não está apenas na aprovação heróica. Mas na capacidade de romper um ciclo social graças à educação.
 (Matéria de Mirella Marques para o Diário de Pernambuco 29/01/2011)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quarta-feira é dia de conto: Marçal Aquino

Fellini tentando um plano geral



Comprou um disco dos Beatles, colocou na vitrola e passou a tarde inteira ouvindo. Só parou às seis, para escutar a Ave-Maria nos alto-falantes da igreja. Naquela época, sua namorada ainda não fabricava bombas de encomenda para explodir livros-de-ponto. Ela usava cabelos compridos, esmalte vermelho nas unhas roídas e ensaiava Ionesco com um grupo de mímicos, num porão perto do centro. Naquele triste ano de 72, não chupou nenhuma manga, coisa que gostava muito de fazer. Na repartição onde trabalhava, um retrato do presidente mofava na parede por causa da umidade – o rosto se tornando verde e a farda ficando azul. Fumava cigarros sem filtro naquele tempo. Ah, aquele tempo: Brasil arme-se ou deixe-o. Um dia viu toda a família dançando aos pares no cabaré mais suspeito da cidade. Mas, tinha certeza, fora uma alucinação – afinal, sua mãe já havia morrido fazia mais de dez anos. Que é fogo ter irmã prostituta, é. O cara chega aqui no meio da tarde, fedendo a cachaça, um calor danado, e fica lá no quarto com a Sandra, que ele chama de Tânia, e só sai, sem camisa, pra perguntar se tenho um cigarro. Eu aqui na sala, olhando pro jornal, mas sem ler uma palavra. O pai está cego, na cama. E meio doido também. Uma madrugada dessas, ele acordou berrando: “Getúúúlio”. Só parou quando minha irmã foi até lá e recitou-lhe um legítimo Camões. Não se falavam desde a época do aborto. Coisa que não entendo é essa rapaziada de hoje: tem um cara lá no bar do tio que está tomando cerveja e jogando baralho faz umas duas horas e dizendo que ali não tem homem para ele. Acho que não tem mesmo. Eu vim embora porque detesto palhaçada. E esse tipo de coisa costuma acabar mal. Sábado besta, esse: as meninas de rabo-de-cavalo passam a caminho do clube, onde vão molhar seus corpos e tomar sol. Acendo um cigarro. Olho o retrato de casamento dos meus pais. É isso: uma ilha de cada lado no meio de um oceano nada pacífico. Saio e vou ver Isabel. Quem sabem, um dia desses, não dou um tiro num.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rio de Janeiro homenageia Rubem Braga

Em junho de 2010 a cidade do Rio  de Janeiro inaugurou mais nova atração turística: O Complexo Rubem Braga. O visual do Morro do Cantagalo. O complexo tem duas torres, elevadores, passarelas, mirante e quatro praças. Ele fará a ligação direta das comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho com a estação General Osório do metrô.
Rubem Braga, era de Cachoeiro de Itapemirim - ES mas viveu por muitas dácadas na Rua. Gal. Osório onde tinha uma cobertura com horta e pomar. Justíssima homenagem a cidade do Rio  de janeiro presta ao maior cronista do país.



http://viagem.uol.com.br/album/complexorubembraga_album.jhtm#fotoNav=1

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Isso é literatura?

Outro dia, dentro de um ônibus, ouvi a conversa de uns jovens. Entramos juntos e o que para eles havia começado antes, para mim aconteceu a partir do momento em que um deles criticava o  Léo por só ter  ido a uma palestra.
Falavam da Fliporto para onde eu fui e, como o rapaz, só assisti Xico Sá mediando conversa com cartunista, quadrinhistas e o público que gosta do gênero.
- Porra, Léo e isso é literatura?
Ufa! minha parada chegou antes que fosse defender o Léo.
Tenho  livro de Lailson e Samuca dois nomes respeitados e premiados. Mas,charge é literatura? cartum quadrinhos... são literatura?  e se não são qual o problema?
Léo, solidária, indico essas duas pérolas:

O Livro do Bom Humor
Lailson Holanda Cavalcanti
Cia Editora Nacional

 





Sem Palavras
Samuca
Fundarpe


Leia também:

http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_31.html     (3)
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de_30.html     (2)
http://livroerrante.blogspot.com/2011/01/dia-nacional-dos-quadrinhos-30-de.html           (1

Segunda-feira poética:Rubem Braga

Soneto
Rubem Braga

E quando nós saímos era a Lua,

Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.


E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.


Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.


Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse -
Era bem doce, perto das antigas.

(Rubem Braga – 1947)


Nota:


No dia 30 de junho de 2010 foi inaugurada a terceira saída da estação General Osório do Metrô em Ipanema, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. O novo acesso, que conta com duas torres com dois elevadores ligando a Rua Barão da Torre ao Morro do Cantagalo, recebeu o nome de Complexo Rubem Braga, em homenagem ao escritor que por anos morou na cobertura do prédio vizinho à estação.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Viva João Ubaldo Ribeiro

Hoje, dia 23 de janeiro o baiano João Ubaldo Ribeiro completou 70 anos.






João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (Itaparica, 23 de janeiro de 1941) é um escritor, jornalista, roteirista e professor. Membro da Academia Brasileira de Letras. É ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa. João Ubaldo Ribeiro teve algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema.

Algumas obras de João Ubaldo:



O Albatroz Azul - 2009
Setembro Não Tem Sentido - 1968
Sargento Getúlio - 1971
Vila Real - 1979
Viva o Povo Brasileiro - 1984
O Sorriso do Lagarto - 1989
O Feitiço da Ilha do Pavão - 1997
A Casa dos Budas Ditosos - 1999
Miséria e Grandeza do Amor de Benedita (primeiro livro virtual lançado no Brasil) - 2000
Diário do Farol - 2002
O Albatroz Azul - 2009

Faleceu hoje, dia 18 de julho 2014 aos 73 anos em sua casa no Rio de janeiro. 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Censura... e silêncio

Estadão está sob censura há 540 dias



O jornal paulista está sob censura há 540 dias  e estão calados até hoje todos aqueles que noutra época gritaram contra a censura à imprensa. Mentiam antes? creio que não. Creio é na conivência deles agora.

 

Horóscopo poético: Aquários 22 de janeiro a 21 de fevereiro

Aquario - Vinicius de Moraes
Se o que se quer é a boa esposa
A aquariana pousa.
Se o que se quer é uma outra coisa
A aquariana ousa.
Se o que se quer é muito amor
A aquariana
É a mulher macho sim senhor.
Porém não são possessivas
Nem procuram dominar
Ou são meigas e passivas
Ou botam para quebrar

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Livro Errante - a comunidade do orkut, procura novos participantes

A comunidade Livro Errante, pequena notável, como já falei aqui antes, está aberta a novos membros. Candidatos devem ser vorazes leitores, responsáveis e frequentadores do Orkut. Os três requisitos são absolutamente indispensáveis.
Leitor voraz: os membros atuais têm média de leitura anual muito alta, não vale a pena entrar na comunidade para destoar ou atrasar o grupo. Procuramos por bons participantes e consideramos assim, os que dentre outras  coisas, leem, pelo menos, 30 livros por ano. Informo que na comunidade Livro Errante tem leitores com 40,50 e 60 livros por ano.
Leitor responsável: o que zela pelo livro alheio, já que receberá e emprestará livros para leitura.
Leitor frequentador do Orkut: é necessário que o participante vá à comunidade pelo menos 1 vez por dia, porque é pelo Orkut que são feitas todas as trocas, informações de envio e recebimento, grupos de leitura, ofertas e pedidos de livros.

No momento temos diversos livros ainda passando de mão em mão, alguns oferecidos e outros já no último leitor prestes a voltarem para seus respectivos donos. 

Abaixo, os livros que estão com o último leitor:

Beleza e Tristeza - Yasunan Kawabata
Calor das Coisas (O) Nélida Piñon
Casa no Fim do Mundo (uma)- Micheal Cunningham
Código da vinci (O)-Dan Brown
Coração tão branco - Javier marias
Deus (O) das Pequenas Coisas -Arundhati Roy
Do Amor e Outros Demônios - García Márquez
Fera de Macabu, o Maior Erro da Justiça Brasileira - Carlos Manchi
Flexa de Ouro - Joseph Conrad
Hora(A) da estrela -Clarisse Lispector
Memórias de Uma Gueixa - Artur golden
Morte em Veneza - Thomas Mann
Pantaleón e as Visitadoras - Mario Vargas Llosa
Peixe (O) de Amarna- cícero Sandroni
Ponto de Impacto -Dan Brown
Senhora (A) da Savanas - Hilton Marques
Último(O) jurado - John Grishim

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quarta-feira é dia de conto:Tchekhov - Gricha


Gricha
     Gricha , rapazinho pequeno e rechonchudo, nascido há dois anos e oito meses atrás, passeia pelo bulevar com a sua ama. Tem uma capinha comprida forrada de algodão, um cachecol, um grande gorro com borla felpuda e galochas quentes. Tem muito calor, sente-se abafado e, ainda por cima, o desabrochado sol de Abril bate-lhe nos olhos e belisca-lhe as pálpebras.
    Toda a sua figurinha desajeitada, de andar tímido e inseguro, exprime uma perplexidade extrema.
    Até este dia, Gricha conhecia apenas o mundo quadrangular: num canto a sua cama, noutro a arca da ama-seca, no terceiro a cadeira, no quarto a lamparina. Olhando para debaixo da cama vê-se um boneco com um braço partido e um tambor e, atrás da arca da ama, coisas díspares: um carretel já sem linha, papelinhos, uma caixa sem tampa, um palhaço estragado. Neste mundo, além da ama e de Gricha, aparecem muitas vezes a mamã e a gata. A mamã parece-se com uma boneca, e a gata com a peliça do papá, só que a peliça não tem olhos nem rabo. Deste mundo a que chamam «o quarto da criança» há uma porta que dá para o espaço onde almoçam e tomam chá. Aqui, está a cadeira de Gricha com pernas compridas e um relógio de parede que existe para abanar o pêndulo e tocar. Da sala de jantar pode-se passar para outra onde há poltronas vermelhas. Aqui, no tapete, há uma nódoa e, até agora, ainda ameaçam Gricha com o dedo por causa dela. Pegada a esta sala há mais uma, onde não o deixam entrar e onde se entrevê o papá – uma personalidade extremamente enigmática! A ama e a mamã são compreensíveis: vestem o Gricha, dão-lhe de comer e deitam-no na cama; mas por que raio existe o papá, isso já não se sabe. Existe mais uma personalidade enigmática: a tia que ofereceu a Gricha o tambor. Aparece e desaparece. Desaparece para onde? Gricha espreitava muitas vezes para debaixo da cama, para trás da arca e para debaixo do divã, mas ela não estava lá...
    Ora, neste mundo novo onde o sol fere os olhos, há tantos papás, mamãs e tias que não se sabe para quem correr. Mas os mais estranhos e absurdos são os cavalos. Gricha olha para as suas patas andantes e não percebe nada. Olha para a ama para que esta lhe resolva o problema, mas a ama continua calada.
    De repente, ouve um bater de pés terrível... Marchando a compasso, avança contra ele pelo bulevar uma chusma de soldados com as caras vermelhas e os ramos do banho debaixo do braço. Gricha fica gelado de medo e olha interrogativamente para a ama: aquilo não será perigoso? A ama não foge nem chora, logo não há perigo. Gricha olha para a traseira da massa de soldados e põe-se também a marchar ao ritmo deles.
    Correm através do bulevar duas gatas grandes com os focinhos compridos, as línguas de fora e os rabos espetados para cima. Gricha acha que também tem de correr e corre atrás das gatas.
    – Alto! – grita-lhe a ama, agarrando-o com brusquidão pelo ombro. – Aonde pensas que vais? Quem te autorizou a fazeres traquinices?
     Sentada ao pé de uma pequena selha cheia de laranjas está uma ama qualquer. Gricha, ao passar por ela, tira uma laranja para si.
    – O que estás a fazer? – grita a sua acompanhante, dá-lhe uma palmada na mão e tira-lhe a laranja. – Parvo!
     Agora, Gricha apanharia do chão, com grande prazer, um bocado de vidro que vê a seus pés e que brilha como a lamparina; mas tem medo de que lhe voltem a bater na mão.
     – Os nossos respeitos! – ouve Gricha de repente, quase por cima do seu ouvido, dito numa voz alta e espessa e vê um homem alto com botões reluzentes.
    Para grande prazer de Gricha, o homem estende a mão para a ama, pára ao lado dela e começa a conversar. O brilho do sol, o barulho das carruagens, os cavalos, os botões reluzentes – tudo isso é tão impressionantemente novo para ele, e nada assustador, que a alma de Gricha se enche de alegria e Gricha começa a rir.
    – Vamos! Vamos! – grita para o homem dos botões reluzentes, puxando-lhe pela aba do casaco.
    – Vamos aonde? – pergunta o homem.
    – Vamos! – insiste Gricha.
    Gricha gostaria de lhes dizer que não seria mau levarem com eles também o papá, a mamã e a gata, mas a língua de Gricha nunca diz o que é preciso.
    Um pouco mais tarde, a ama desvia-se do bulevar e leva Gricha para um pátio grande onde ainda há neve. O homem dos botões reluzentes, atrás deles, também vai. Contornam com cuidado os charcos e os grandes bocados de neve dura, depois sobem uma escada suja e escura e entram num quarto. Aqui há muito fumo, cheira a carne assada e uma cozinheira está diante do fogão a fritar almôndegas. A cozinheira e a ama beijam-se e sentam-se no banco com o homem e começam a falar baixinho. Gricha, de tão agasalhado, sente um calor e um sufoco insuportáveis.
    «Por que será?», pensa ele, olhando em volta.
    Vê um tecto escuro, a tenaz – cavalinho com dois cornos –, o grande buraco negro do fogão a olhar para ele...
    – Maaamã! – chama ele.
    – Ai, ai, ai! – grita a ama. – Esperas!
    A cozinheira põe na mesa uma garrafa, dois cálices e um bolo. As duas mulheres e o homem dos botões reluzentes brindam e bebem várias vezes, e o homem ora abraça a ama, ora abraça a cozinheira. Depois, começam os três a cantar baixinho.
    Gricha estende a mão para o bolo, dão-lhe um bocadinho. Come e observa como a ama bebe... Também quer beber.
    – Dá! Ama, dá! – pede ele.
    A cozinheira deixa-o dar um gole do seu cálice. Gricha esbugalha os olhos, franze a cara. Tosse e depois abana muito as mãos. A cozinheira olha para ele e ri-se.
    De volta a casa. Gricha põe-se a contar à mamã, às paredes e à gata onde esteve e o que viu. Fala menos com a língua do que com a cara e as mãos. Mostra como brilhava o sol, como corriam os cavalos, como o fogão pavoroso olhava para ele e como a cozinheira bebia.
    À noite, não havia meio de adormecer. Os soldados com os ramos, as gatas grandes, os cavalos, o vidrinho, a selha com laranjas, os botões reluzentes amalgamavam-se num bloco e oprimiam-lhe a cabecinha. Dava voltas na cama, falava pelos cotovelos e, por fim, não aguentando mais tanta excitação, começou a chorar.
    – Tens febre! – diz a mamã, apalpando-lhe a testa. – O que poderia ser?
    – Fogão! – chora Gricha. – Vai-te embora, fogão!
    – Às tantas comeu de mais... – conclui a mamã.
    E Gricha, a extravasar das emoções da vida nova que há pouco experimentara, recebe da mãe uma colher de óleo de rícino.
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Anton PavlovichTchekhov ( Антон Чехов)
29/01/1860 (Taganrog) -15/07/1904 (Badenweiler)
Foi um importante escritor e dramaturgo russo, considerado um dos mestres do conto moderno. Era também médico, exercendo a Medicina durante o dia e frequentemente escrevendo à noite.
Obras mais conhecidas:
Contos e narrativas,
Um duelo,
A Estepe,
A Minha Vida,
A sala número seis,
Uma história sem importância
Entre as suas peças, destacam-se: A Gaivota, Tio Vânia, As três irmãs, O canto do cisne, Um trágico à força, Ivanov, etc.
Um de seus contos mais conhecidos é A Dama do Cachorrinho de 1899.
(Fonte: Wikipedia)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Segunda-feira poética:Alberto Caeiro

O Tejo É Mais Belo

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.


Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.


Alberto Caeiro (08-03-1914)
http://abiliovieira.blogspot.com/2009/07/ciclovia-do-tejo-cais-do-sodre-belem.html

sábado, 15 de janeiro de 2011

Crônicas da M.P.B:Engenheiros do Hawaii - Crônica


Crônica
Engenheiros do Havai

já não passa nenhum carro por aqui
já não passa nenhum filme na tv
você enrola outro cigarro por aí
e não dá bola pro que vai acontecer

mais um pouco e mais um século termina
mais um louco pede troco na esquina
tudo isso já faz parte da rotina
e a rotina já faz parte de você

você que tem idéias tão modernas
é o mesmo homem que vivia nas cavernas

todo mundo já tomou a coca-cola
a coca-cola já tomou conta da china
todo cara luta por uma menina
e a palestina luta pra sobreviver

a cidade, cada vez mais violenta
(tipo chicago nos anos quarenta)
e você, cada vez mais violento
no seu apartamento ninguém fala com você

você que tem idéias tão modernas
é o mesmo homem que vivia nas cavernas

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um pouco da Academia Brasileira de Letras

                          Quem são os 40 membros, os imortais, da Academia Brasileira de Letras


Cadeira nº 1- Luís Murat Afonso -Ana Maria Machado

Cadeira nº2 -Coelho Neto -Tarcísio Padilha


Cadeira  nº3 -Filinto de Almeida -Carlos Heitor Cony


Cadeira nº4 -Aluísio Azevedo -Carlos Nejar


Cadeira nº5 -Raimundo Correia -José Murilo de Carvalho

Cadeira nº6 -Teixeira de Melo - Cícero Sandroni

Cadeira nº7 -Valentim Magalhães-Nelson Pereira dos Santos

Cadeira nº 8 -Alberto de Oliveira - Cleonice Berardinelli


Cadeira nº 9 -Carlos Magalhães de Azeredo - Alberto da Costa e Silva


Cadeira nº 10 -Ruy Barbosa - Rosiska Darcy de Oliveira
Cadeira nº11 -Lúcio de Mendonça -Hélio Jaguaribe


Cadeira nº12 -Urbano Duarte -Alfredo Bosi


Cadeira nº13 -Visconde de Taunay -Sérgio Paulo Rouanet


Cadeira nº14 -Clóvis Beviláqua -Celso Lafer


Cadeira nº15 -Olavo Bilac- Marco Lucchesi


Cadeira nº16 -Araripe Júnior -Lygia Fagundes Telles


Cadeira nº17 -Sílvio Romero -Affonso Arinos de Mello Franco


Cadeira nº18 -José Veríssimo -Arnaldo Niskier


Cadeira nº19 -Alcindo Guanabara -Antonio Carlos Secchin


Cadeira nº20 -Salvador de Mendonça -Murilo Melo Filho


Cadeira nº21 -José do Patrocínio -Paulo Coelho


Cadeira nº22 -Medeiros e Albuquerque -( aguardando eleição)


Cadeira nº23 -Machado de Assis -Luiz Paulo Horta


Cadeira nº24 -Garcia Redondo - Geraldo Carneiro


Cadeira nº25 -Franklin Dória -Alberto Venâncio Filho


Cadeira nº26 -Guimarães Passos -;Marcos Vilaça


Cadeira nº27 -Joaquim Nabuco -Eduardo Portella


Cadeira nº28 -Inglês de Sousa -Domício Proença Filho


Cadeira nº29 -Artur Azevedo -Geraldo Holanda Cavalcanti


Cadeira nº30 -Pedro Rabelo -Nélida Piñon


Cadeira nº31 -Guimarães Júnior -Merval Pereira 


Cadeira nº32 -Carlos de Laet - Zuenir Ventura


Cadeira nº33 -Domício da Gama -Evanildo Cavalcante Bechara


Cadeira nº34 -Pereira da Silva -Evaldo Cabral de Mello


Cadeira nº35 -Rodrigo Otávio -Cândido Mendes


Cadeira nº36 -Afonso Celso - Fernando Henrique Cardoso


Cadeira nº37 -Silva Ramos -Ferreira Gullar


Cadeira nº38 -Graça Aranha -José Sarney


Cadeira nº39 -Oliveira Lima -Marco Maciel

Cadeira nº40 -Eduardo Prado - Edmar Bacha

Legenda:
Nome do fundador   -   Nome do atual ocupante.

 Para conhecer a história da criação e fundação da ABL, clique aqui.
Veja também:
http://livroerrante.blogspot.com/2010/11/abl-um-pouco-da-academia-brasileira-de.html
http://livroerrante.blogspot.com/2009/12/academia-brasileira-de-letras-novos.html