segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Rio da Minha Aldeia - Tom Jobim e Fernando Pessoa


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O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.http://som13.com.br/antonio-carlos-jobim/albums/perfil-vol2/o-rio-da-minha-aldeia

3 comentários:

Tania disse...

essa dupla nos deixa em alfa !!!!

Amanda disse...

Adoro esse texto dele... acho que fala muito mais do simplesmente um rio.

Regina disse...

Sem dúvida.
O blog vai trazer Fernado Pessoa nas próximas quintas-feiras a partir de amanhã. Um heterônimo de cada vez. Se quiser sugerir algo é só dar o título. Obrigada pela visita, abraço.