quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Comunidade LivroErrante

Comunidade LivroErrante: comunidade do Orkut com número  reduzido de participantes que se destina unicamente à leitura e comentário de livros.

Formação dos grupos:  
*Qualquer integrante pode formar um  grupo. Para isso  determina como  quer fazer: em torno  de um autor, estilo, título, etc. estabelece número de integrantes, prazo(se houver) para leitura, roteiro  dos livros etc
*Só há empréstimo    por  grupos?
 Não. existem os "errantes livres".  Qualquer integrante, a qualquer momento, pode disponibilizar um ou mais livros que ficarão  circulando por todo o tempo  em  que surgirem interessados.
*Tem mais? 
Tem. Individualmente e sem  data pre estabelecida, deixamos  em qualquer lugar público livros para que sejam  encontrados, lidos e  novamente deixados em  lugares públicos.
Para fazer parte da comunidade Livroerrante tem  que haver indicação de algum membro com  boa participação.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=28956097

terça-feira, 29 de setembro de 2009

51º Prêmio Jabuti - 2009


Poesia: Dois em Um - Alice Ruiz
Ed. Iluminuras

ANDAR

ANDOR

ARDOR
AR D'OURO
PRETO

há muito para subir em Ouro Preto

mesmo que o tempo tarde
andar devagar, bem devagar
escalar ruas
passo a passo
olhar para o chão
enquanto as montanhas
impassíveis
disputam nosso olhar
é no passar
que se põe o ardor
acima e abaixo
aos pés, ao céu
rochas para caminhar
mar de rochas
montanhas de pedra


há muito para descer em Ouro Preto
o frio das alturas
impregnado desse spleen
que não se explica
e a cada passo
uma lição de paciência
e a cada olhar
uma lição de silêncio
e a cada casa, porta, beiral
uma lição de história
que aqui perdura
dura, dura rocha
pedra sobre pedra
tudo que aqui se passou
também ficou
e fica em nosso passo
nessa rua
a ressoar
que a história
é a pré-história
de nós mesmos

51º Prêmio Jabuti - 2009

Romance :

Manual da Paixão  Solitária - Moacyr Scliar
Cia das letras
Retomando o ambiente e a temática de "A mulher que escreveu a Bíblia", Moacyr Scliar lança um novo romance que reconta de forma inesperada um relato do Antigo Testamento. Num congresso de estudos bíblicos, um famoso professor e sua rival evocam, em momentos diferentes, duas figuras singulares: o jovem Shelá e a mulher por quem ele está apaixonado,Tamar. Os dois vão narrar, de pontos de vista distintos, uma intriga passional que mostra quatro homens e uma mulher às voltas com costumes ancestrais que até hoje governam boa parte da população de nosso mundo e que são fonte de conflitos e tragédias. O primeiro filho de Judá, Er, casa-se com Tamar.Como não a engravida, é castigado por Deus com a morte. De acordo com a tradição, compete ao segundo filho, Onan, assumir o papel do falecido; Onan se recusa a cumprir sua missão por considerá-la humilhante, optando por derramar seu sêmen sobre a terra para que a esposa não conceba herdeiros — e Deus também o pune com a morte. Resta


Shelá, que o pai não quer entregar a Tamar por temer que o rapaz tenha o mesmo destino dos irmãos. Desqualificada e privada de filhos, Tamar recorre a um ardil que se tornaria lendário e que, recontado aqui na chave do humor, torna-se inesquecível. Grande narrador, Scliar conta histórias que têm o dom do encantamento e do humor, e que lhe permitem explorar os aspectos tragicômicos de uma trama insólita como a de Manual da paixão solitária. Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre em 1937. É autor de oitenta livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil. Suas obras foram publicadas em mais de vinte países, com grande repercussão crítica. Recebeu numerosos prêmios, como o Jabuti (1988 e 1993), o APCA (1989) e o Casa de las Americas (1989). É colaborador em vários órgãos da imprensa no país e no exterior, além de médico e membro da Academia Brasileira de Letras.

R$39,50 - Saraiva

domingo, 27 de setembro de 2009

Valença RJ a cidade da leitura - junte-se a essa idéia

Empresários de Valença participam de projeto de biblioteca de livre acesso.
Tatiana Mattos  - Estado do Rio
26/09/2009 10:15

Valença vem mobilizando a população a participar do projeto "Livro sem fronteiras". Por meio da iniciativa, a população local poderá pegar livros em uma biblioteca localizada na praça. Não haverá qualquer tipo de cadastro ou controle. A proposta é que os moradores tenham consciência e criem a dinâmica de troca e manutenção das obras.

Alternativa de marketing

A ideia começou como uma alternativa de marketing de um empresário da cidade, Fernando Monção, que, para testar a visibilidade do cardápio de sua loja, colocou uma mensagem com letras pequenas na última página do menu. Os dizeres pediam que as pessoas participassem da doação de livros que sua empresa estava promovendo. "Se as pessoas lessem aquela mensagem é porque haviam lido o cardápio inteiro". Fernando não tinha planos para os livros, inicialmente, mas as doações foram tantas que ele passou a pesquisar ideias de tornar as publicações úteis para a população.

Fernando, então, entrou em contato com Regina Porto Valença, que já tinha uma proposta de "livro errante", em que as publicações são deixadas em locais públicos para livre acesso dos interessados. Entretanto, em conversa com o arquiteto Germano Brito, ele percebeu que seria inviável deixar as 400 obras que, então, não teriam qualquer proteção contra mudanças climáticas. Foi assim que o projeto arquitetônico da biblioteca surgiu e, a partir daí, as doações cresceram ainda mais.

Acervo atual

Atualmente, o projeto conta com 5.800 obras, que serão todas encadernadas de forma padrão, terão textos explicativos e levarão as marcas dos patrocinadores. Segundo Fernando Monção, que incentivou os moradores de Valença a registrarem o município como "a cidade da leitura", a ideia tem três regras básicas. "Primeiramente, o projeto é de todos. Segundo, não se pode vender nada dentro do local. Por último, a agenda de enventos culturais organizados pelos envolvidos no projeto será organizada, para evitar acúmulo de atividades em um mesmo dia", explicou.

(destaques feitos  pelo blog)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Livro onde menos se espera

"Se um Viajante numa Noite de Inverno", romance de Italo Calvino (1923-1985), é talvez o mais bem-sucedido esforço de valorização do leitor em uma obra literária.

Deixado nesta tarde no térreo do Ed. Centro sul, Boa Viagem, Recife




Arnaldo Jabor apresenta uma nova coletânea de crônicas em que temas públicos misturam-se ao universo de nossas fixações interiores. Política, sexualidade, miséria, arte, memória, medo ? ao usar o cotidiano como matéria-prima de seus textos, Jabor associa fato e ficção, revelando paixões e taras que talvez preferíssemos ocultar.
Livro: Pornopolítica deixado na tarde de hoje no prmeiro andar do Ed.Centro sul, Boa Viagem, Recife


Bacamarte, Pólvora e Povo de Olímpio Bonald Neto, foi deixado hoje, como pode ser visto, sobre um carro estacionado na frente do escritório de uma grande cadeia de supermercado na zona oeste da cidade do Recife.


Esperamos que  quem  encontrar algum  desses livros faça  como nós e deixe novamente em algum  lugar público quando terminar de ler.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Bienal de Pernambuco - 2009 - Presenças


Pedro Juan Gutierrez - Cuba - Trilogia Suja de Havana (Cia das letras - 1999)
Tayri Joanes - USA - O Inenarrável (
Alberto Fuguet - Chile -  Baixo Astral (Record 2001)
Frederico Andahazi - Argentina - O Anatomista (LP&M )
Itala Vivian - Itália - Caça às Bruxas na América Puritana
Salim Miguel - Libano - Nur  na Escuridão (Record)
Xico Sá - Brasil - CE - Modos de Macho e Modinhas de Fêmea (Record)
Marcelino Freire - Brasil - Balé Ralé (Ateliê Editorial)
Luis Augusto Fisher - Brasil - RS
Geneton Moraes Neto - Brasil - PE - Hitler/Stalin: o pacto maldito (Record 1990)
Fernando Gabeira - Brasil - RJ
Marçal Aquino - Brasil - SP -
Leonardo Marona - Brasil
Sacolinha - ativista cultural e integrante da Cooperita
Frederico Barbosa - Brasil - PE -Louco no Oco sem Beiras - Anatomia da Depressão.(Ateliê 2001)
Paulo Scott - Brasil - RS - Voláteis (Ed.Objetiva 2005)
Alberto Mussa - Brasil - RJ -Meu destino é ser onça - (Record, 2009)
Eglê Malheiro -Brasil - SC



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ana Maria Machado

Ocupante da cadeira de número 1 da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria  Machado já vendeu 18 milhões de exemplares de seus livros e arrebatou inúmeros prêmios literários nacionais e internacionais. É um dos nomes mais conhecidos da literatura nacional tendo dedicado seus 40 anos como escritora, quase sempre à literatura infantil.


Também comemorando 40 décadas como escritora esteve na Bienal do Livro do Rio a não menos celebrada Ruth Rocha, também ícone da literatura infantil.

Ana Maria, comenta: que as vendas de livros infantis superam em muito a de livros adultos. Acrescentou também que a vida editorial, tempo de permanência nos catálogos das editoras, sendo reimpressos, ganhando novas capas e ilustrações, também é maior que a de livros para adultos. E isso é um grande feito, visto que a literatura infantil tem muito menos espaço na imprensa. Mostra a independência e vigor dos livros para criança.

Ana Maria Machado, disse ainda, em entrevista ao G1, que o Brasil conhece seus autores de literatura infantil, mesmo que os formadores de opinião não conheçam.

A escritora não concorda com quem supõe o livro como um perdedor para outras formas de comunicação tão utilizadas por crianças e jovens, tais como MSN, videogame, TV a cabo. Ana Maria Machado  lembra que já houve brincadeira na rua, quintal com árvore e cachorro, e que tudo era atrativo. Acrescenta que o mundo é atraente para todos, crianças e adultos e o livro faz parte desse mundo de atrações. Acredita que possa acontecer do livro perder a disputa, sendo que, acontecendo, a literatura adulta perderia primeiro.

A escritora disse achar válidas iniciativas como as da Floresta de Livros da Bienal do Rio e do Museu da Língua Portuguesa em SP que usam áudio, vídeo e computação para atrair o público infantil, vez que as histórias podem ser contadas de várias formas.

domingo, 20 de setembro de 2009

Saideira 2009

A comunidade Livro Errante já  procura pelo  formato de último  grupo  do ano.  Os livros do Saideira 2009, começam a  circular em  dezembro.  O grupo  encerra as atividades do ano, depois de formado nenhum  livro mais é oferecido e as atividades de oferta e procura só  voltam em  fevereiro.
Os integrantes , no momento,  querem  saber como vão  ser feitas as ofertas deste saideira e, por enquanto, três opções  estão sendo discutidas:
a) circularão  os  10 melhores livros  do ano (eleitos anteriormente)
b) cada um  oferece algum autor de seu próprio estado
c) cada integrante oferece seu livro preferido..

sábado, 19 de setembro de 2009

Memória de Minhas Putas Triste - o filme

Depois de Crônica de Uma Morte Anunciada (1991 – dir.Francesco Rosi), Ninguém Escreve ao Coronel (1999 – dir. Arturo Ripstein) e O Amor Nos Tempos do Cólera ( 2008 – dir. Mike Newell) chegou a vez de Memória de Minhas Putas Triste. Numa coprodução internacional (México, Espanha e Dinamarca) o dinamarquês Henning Carlson dirigirá o ator mexicano Damián Alcázar. O filme baseado na obra de Gabriel García Márquz vai ser rodado na cidade de Puebla, México. 
                                                                    

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Educação, pedra e caminho

Educação, pedra e caminho

Luiz Otavio Cavalcanti
Avanços na educação brasileira começaram há 15 anos com o Fundef. Foram continuados pelo ministro Haddad no governo Lula (Fundeb, Enem) incentivando frequência escolar e aplicando mecanismos de avaliação. Mas o governo continua errando na opção preferencial pelos adultos e não pelas crianças. Explico.
Investimos tanto em educação (4,4% do PIB) quanto Coreia do Sul e mais do que Japão (3,5%). No entanto, a desproporção está no menor gasto em educação básica do que no ensino superior. Gasto público por aluno no ensino básico em países desenvolvidos é de 20% da renda per capita. No Brasil, é de 13%. Gasto público por aluno no ensino superior, aqui, é de 90% da renda per capita. Na Coreia é de 9,3%.

No momento em que investimos mais em ensino superior do que em ensino básico praticamos duas injustiças com crianças e adolescentes pobres: uma, não conseguimos retirá-los da rua dando-lhes escola e eles correm risco de terminar na delinquência. E, duas, garantimos ensino gratuito a faixas da classe média que poderiam pagar suas mensalidades.

Estudo de Samuel Pessoa (FGV) mostra que 30% a 50% da desigualdade, no Brasil, são causadas pela menor escolaridade. Por sua vez, a Pnad (IBGE) mais recente registra que as principais razões de baixo aproveitamento estão também nos próprios alunos e não só nas escolas. Entre essas razões: pouco interesse do aluno, baixa concentração do estudante, precária organização familiar. Essa informação acentua a importância, por exemplo, da função social (não) exercida por emissoras de televisão. Cujos programas têm quase nada de instrutivo e/ou construtivo.

Confirmando esse quadro, a posição média de estudantes brasileiros de ensino médio no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, 2006) é acabrunhante. Entre 57 países, o conhecimento do aluno brasileiro (de 15 anos) fica em 54º lugar em matemática (coreanos do Sul em 4º). Em ciências, estudante brasileiro fica em 52º lugar (estonianos em 5º). E em leitura, estudante brasileiro fica em 49º lugar (poloneses em 9º).

Seminário promovido pela Fundação Lemann trouxe a São Paulo o professor Martin Carnoy (Stanford). Em seu estudo, ele compara os sistemas educacionais brasileiro, cubano e chileno. Enxerga as seguintes vantagens no modelo cubano: opção preferencial pelo ensino básico (pelas crianças), forte supervisão sobre desempenho de professores em sala de aula, cursos de aperfeiçoamento de docentes, permanência de seis horas dos alunos em classe.

Outro seminário, da Fundação Itaú Social, revelou dados relevantes sobre a reforma do ensino básico em Nova Iorque. Um dos elementos estratégicos dessa experiência foi a redução de elos burocráticos entre administração superior do setor e gestores das escolas. Além dessa proximidade, estabeleceu-se sistema de cobrança e recompensa de professores em função do desempenho escolar. A propósito, em Pernambuco, a distância administrativa entre secretário de Educação e professores da rede escolar ocupa quatro níveis gerenciais.

Publicado no Jornal do Commércio em 17/09/09
Luiz Otavio Cavalcanti é diretor da Faculdade Santa Maria

Poesia matuta: Jessier Quirino

Lua de Tapioca

Jessier Quirino

Quando a lua se faz de tapioca

Com a goma e o coco a me banhar

Sinto meu coração corcovear

Por estar no abandono abandonado

E sozinho que nem boi de arado

Me avermelho que é ver flor de quipá

E se algum alegreiro me jogar

Tanto assim de alegria, eu arrenego

Porque fico que nem olho de cego

Que só serve somente pra chorar.

É a lua acendendo a lamparina

E meu facho de luz a se apagar

Com as bochecha chorada a se chorar

Taliquá mamão verde catucado

Mas porém, sinto meu peito caiado

Quando vejo de longe o riso teu

Igualmente a um morrido que viveu

Peço que teu socorro não demore

E que só minha fala te sonore

E que dentro de ti só more eu.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Noite na Biblioteca, uma boa ideia.

Passando a Noite em Uma Biblioteca em Portugal
Imagem:Luciana Cristovam
Na cidade de Seixal, há 30 Km de Lisboa as bibliotecárias Susana Filipe, Karla Gomes e a funcionária da biblioteca municipal Maria Elizabete Ferreira; organizaram uma noite encantada para 20 meninos e meninas da cidade. O grupo foi informalmente recebido por elas e orientado a fazer os crachás uns dos outros o que proporcionou que se conhecessem. Já nesse momento a menina Beatriz de 8 anos disse a Diogo, de 11 que seu escritor predileto é José Jorge Letria, poeta português, e acrescentou: “ Sabe por quê? Porque ele me faz sentir bem.”
Começou o programa Noite na Biblioteca:


Identificadas as crianças ficaram livres para, como numa caça ao tesouro, seguir pistas para procurar respostas para questões previamente dadas. Um desafio para saber como é organizada e como funciona uma biblioteca.

Terminada a tarefa o grupo vestiu seus pijamas e armou seus sacos de dormir, chegou a hora da contação de histórias o que ficou a cargo de Susana. A bibliotecária leu: O Incrível Rapaz Que Comia Livros, de Oliver Jeffers (austrália), a pedido contou mais uma: A Grande Questão, de Wolf Erlbruch... e as crianças dormiram.

Dia seguinte, domingo, as crianças organizaram-se para o café da manhã e o fim do programa. Quando foi contada a terceira história: O Pavão do Abre-e-Fecha, de nossa conhecida Ana Maria Machado.


Eu mesma gostei da idéia. Do Brasil, parabenizo Susana, Maria Elisabete e Felipa pela iniciativa na Biblioteca Municipal de Seixal.

Serviço:
José Jorge Letria ( citado por Beatriz):
Os animais fantásticos - 2008 - R$40,00 (em português)
O Canteiro  dos Livros - 2007- R$19,99 (em português)
O Livro  que falava com o  vento e outros contos - 2007 - R$24,90 (em português)

O Incrível rapaz que comia livros -Jeffers Oliver Ed.Antígona R$66,31 (em português lusitano)
A Grande questão - Wolf Elbruch Ed.Cosac Naify-2006 - R$35,00
O Pavão do abre-e-fecha - Ana Maria Machado - Ed.Ática -1999

terça-feira, 15 de setembro de 2009

E pelo jornal O Estadão? ninguém fala?








Acabo de ver no Estadão  que o Nobel de literatura de 1998, o escritor português José Saramago aderiu a um abaixo-assinado em  favor da  liberdade de imprensa...  
Vamos começar do  começo:
No dia 24 de agosto, o primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi entrou  com processo contra o  diário: La Repubblica por causa da publicação de vários artigos sobre sua vida privada, que considerou  difamação, e pelas 10 perguntas feitas ao presidente do Conselho  sobre suas supostas relações com uma jovesm, com prostitutas, uso de aviões oficiais etc etc - por essa gravíssima publicação  do La Repubblica  jornal do  grupo: L'Espresso, Berlusconi  pede ressarcimento no valor de quase 3 milhões de reais.  Nada de mais. Os ofendidos, com ou  sem  razão sempre reagem, em se tratando  de políticos muito mais  sem do que com razão...
Mas  sigamos  com a notícia veiculada no Estadão:
Três advogados tiveram a iniciativa e, mais que tudo, coragem de insurgirem-se contra a injustiça e invocar a liberdade de imprensa através do abaixo assinado  que  já tem 350.000 assinaturas e contou  com a adesão do  escritor israelense Amós Oz, do  filósofo  francês Bernard Henry-Levy, do  diretor de cinema franncês Claude Lanzmann, além  de, como já falei José Saramago.
Você aí que  está lendo deve ter concordado  com as celebridades citadas e pensado até em também assinar, se na Itália morasse ou  se oportunidade tivesse. Palmas pra você.
E eu  cá comigo penso: o Estadão  está há mais de 45 dias sob censura. Um dos maiores e melhores jornais do país  foi  calado por causa de um  filho de José Sarney ...
Alguém, ou você que continua lendo, ouviu falar em algum manifesto  em  favor do jornal?  Alguma celebridade, fez algum pronunciamento?  alguma daquelas pessoas que aplaudiu o  fim da necessidade do  diploma para jornalista posto que isso vinha da época da ditadura e teria sido criado  justamente para calar a imprensa?   Nada, não é?  Ninguém abre a boca.
Corrijam-me  se estiver errada; quero  ter o prazer  de me desculpar e colocar aqui algum manifesto, algum  pronunciamento em  favor  do Estadão.

P.S: Estadão está hoje (16 de setembro) há 48 dias sob censura

Que Não Me Roubem os Sonhos - Luciene Freitas

Que Não  Me Roubem os Sonhos
 
Minha queixa
Não pouparam meu coração.
Perfurado ele repete,
O choro que já foi chorado.
Sente o que já foi sentido.
Magoado,
Tenta escrever uma nova história
Com as mesmas palavras.
Luta
Debatem-se os sentidos.
Mãos ao peito, espreito.
Um tremor, um frio,
Incansável busca.
Verdadeira luta
Para preencher um vazio.
No Balanço
Crianças voam,
Entoam
Cantigas.
E a vida,
Impulsionada,
Segue adiante.
Congelo o momento e
Tenho, do tempo, comigo
O instante.

José da Natividade Saldanha (1776-1832)

Soneto 16



(De José da Natividade Saldanha, 1776-1832)

Aquela que na flor da primavera
Ontem perpétua ser nos prometia,
Hoje, quando mais bela parecia
Ao golpe sucumbiu da Parca fera.
Sua alma, já vingando a azul esfera,
Vai o nume buscar, que veste o dia,
E do corpo, que é terra, a terra fria
Apesar dos amantes se apodera.
Que ilusa vives, néscia formosura,
Pensando eternizar-se loucamente
Se Nize bela vês na sepultura!
Não se evade ao cutelo um só vivente,
Corta co'o mesmo gume a Parca dura
O mísero pastor, o rei potente.


(In Poesias oferecidas aos amantes do Brasil, Lisboa 1822)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Literatura de baixo-ajuda...

Você já leu  um livro de baixo-ajuda?

35 Segredos para Chegar a Lugar Nenhum, organizado pela escritora Ivana Arruda Leite, que leva a apropriadíssimo subtítulo de Literatura de Baixo-Ajuda, é uma oportunidade de gargalhar com três dezenas e meia de textos curtos que vão do sarcasmo ao lirismo, sempre na expectativa de que o leitor desopile seu fígado por meio do humor negro, esse inimigo mortal do sentimentalismo. Entre os autores estão os mais consagrados nomes da literatura brasileira contemporânea: Adrienne Myrtes, Alexandre Barbosa de Souza, Ana Elisa Ribeiro, Ana Paula Maia, André Laurentino, André Sant?Anna, Andréa del Fuego, Antonia Pellegrino, Antonio Prata, Beatriz Bracher, Cíntia Moscovich, Claudio Daniel, Fernando Bonassi, Índigo, Ivana Arruda Leite, João Filho, Jorge Pieiro, José Luiz Martins, José Roberto Torero, Livia Garcia-Rosa, Lúcia Carvalho, Luiz Paulo Faccioli, Marcelino Freire, Marcelo Carneiro da Cunha, Marcelo Moutinho, Maria José Silveira, Mário Bortolotto, Nelson de Oliveira, Reinaldo Moraes, Rodrigo Lacerda, Rogério Augusto, Santiago Nazarian, Sérgio Fantini, Sheila Leirner e Xico Sá.
A irreverência já tem início no prefácio, supostamente um texto de Machado de Assis psicografado por Desdêmona de Antioquia. E as orelhas são assinadas pelo escritor ? este em carne e osso ? Joca Reiner Terreon que garante que o humor é a palavra-chave. "O sábio doutor Freud diagnosticou o humor como 'a vingança do princípio do prazer contra o princípio da realidade'", escreve. "Aproveite então para se medicar com este receita e vingue-se: rindo, você certamente chegará a algum lugar."

Rodrigo Lacerda - Prêmio Jabuti

Rodrigo Lacerda, 40, que escreveu o romance "O fazedor de velhos" (Cosac Naify) para explicar o desejo em se descobrir e tentar sensibilizar a filha sobre a velhice.

O Fazedor de Velhos já recebeu o Prêmio de Melhor Livro Juvenil da biblioteca Nacional, de Melhor Livro Juvenil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e concorre como finalista do 51º Prêmio Jabuti.

Obras de Rodrigo Lacerda
O Fazedor de Velhos (Casac Naify) R$39,00

Outra Vida ( Alfaguara) R$35,51

Palmeiras Selvagens (Cosac Naify) R$57,85

Vista do Rio ( Casac Naify) R$45,00

A Dinâmica das Larvas (Nova Fronteira) R$29,00

O Mistério  do Leão Rampante e As Confissões de Farius Moore (Ateliê Editorial )R$62,00

Tripé (Ateliê Editorial ) R$ 37,00

Fábulas Para o Ano  2000  - com Gustavo Bolognani Martins (Ateliê Editorial) R$24,00

O Mistério do Leão Rampante (Ateliê Editorial ) R$22,00

Obs: preço praticados pela  Travessa de Livros (RJ)

Rodrigo Lacerda - entrevista à Folha on line

Folha Online - O livro foi escrito para sua filha, quando ela tinha 12 anos, ou seja, voltado para o público juvenil. Como explicar a adoção do conteúdo pelos leitores adultos?
Rodrigo Lacerda - Até me surpreendi com a resposta que o livro teve a medida que ele transcendeu o público alvo, que seria o juvenil dos 12 aos 18, conquistando muitos leitores adultos que falam dele com muito entusiasmo. Isso me deixa muito convencido de que essas barreiras entre juvenil e adulto são convenções inventadas. Por exemplo, li "Os Maias", de Eça de Queirós, aos 14 anos e ele não é um livro juvenil. Por outro lado, eu posso perfeitamente reler "Os dois trabalho de Hércules", de Monteiro Lobato, que é um dos meus livros preferidos e sentir prazer, embora seja um livro destinado ao público juvenil. O conteúdo com o objetivo de sensibilizar e o modo com que o livro trata o público juvenil, sem ditar regras, não usando um discurso artificial ou politicamente correto, facilita para diferenciar o cercado que delimitei para ele na origem.

Folha Online - No livro você mostra que a arte é um veículo de comunicação entre os homens. Qual sua preocupação em sensibilizar o leitor por meio das personagens?

Rodrigo Lacerda - O livro fala de temas importantes em todas as fases da vida, basicamente a crença de que as artes são veículos de comunicação entre os homens, que considero importante para nossa educação sentimental, como pessoas e cidadãos em todos os níveis. Acho que tem várias maneiras de amar a literatura. Uma delas é achar que a literatura é um espaço no qual você vai se aprimorar intelectualmente, traçar um painel da época que o autor escreveu ou da forma literária que ele desenvolveu. Essa é uma forma mais intelectualizada, que pra quem é profissional é difícil fugir dela um pouco, porque ficamos viciados nisso. Meu esforço quando escrevo é nunca me esquecer que a literatura é antes de qualquer coisa um canal de comunicação com o público. Para que eu possa tocar a emoção dos outros e estabelecer um tipo de contato humano que justifique a simples existência do livro, as personagens são o caminho mais certo, através das minhas fantasias e invenções.

Folha Online - O que o Lacerda tem da personagem Pedro, ou o Pedro tem do Lacerda? É uma autobiografia?

Rodrigo Lacerda - Poderia dizer que tem muitas coisas autobiográficas, assim como ele eu também fiz faculdade de história, os escritores que ele diz gostar são em grande parte os mesmos que gosto. Mas, poderia dizer também que a personagem da Mayumi tem coisas incomuns comigo. É um livro autobiográfico na maneira que a história é contada, na linguagem. Foi um livro que eu escrevi muito rápido, dois meses, escrevia me divertindo, improvisando, sem muitos planos, com uma linguagem muito pessoal, é daquele jeito que falo diariamente.

Folha Online - Em 1996, com sua primeira publicação, "O Mistério do Leão Rampante" (Ateliê Editorial), você ganhou o Prêmio Jabuti. Você considera que as premiações rotulam ou enquadram o escritor?Oa

Rodrigo Lacerda - Não, os efeitos do Jabuti do ponto de vista da percepção que os outros tem é positivo, porque o prêmio é muito conhecido no meio editorial, já que ao contrário da maioria dos concursos não apenas críticos ou autores votam. Livreiros e distribuidores votam também. Isso torna o livro conhecido junto as pessoas que são fundamentais para que ele circule. Não tive problema de ser rotulado, o que aconteceu no meu caso é que como ganhei o Jabuti no primeiro livro, aos 26 anos, o que pesou foi a responsabilidade. No meio editorial existe a maldição do segundo livro, que diz: se no primeiro livro o autor vai muito bem, no segundo ele tropeça. Se no primeiro você ganha o Jabuti, essa maldição fica pairando na sua cabeça ainda com mais força.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Correios ....

Nós da  comunidade Livro Errante fazemos trocas de livros para leitura ou  doação a algumas instituições.  Desde 2007 usamos os serviços dos Correios  porque precisamos enviar livros  de  e para cidades em  diversos pontos do  país.  Usamos o  sistema de envio por "impresso  registrado módico" que é a forma mais barata e garantida oferecida pelos Correios. Com relação  ao preço  cobrado não temos do  que reclamar, no entanto  com relação à garantia de entrega temos cada vez mais reclamações. Tem  acontecido cada vez mais frequentemente  casos de livros que não chegam  ao  destinatário, não voltam  ao remetente e a intituição  não  sabe o  que dizer a respeito;  acrescente-se os que estão postados há mais de 15 dias sem  sair do local de postagem; há envios que levam  mais de 30 dias.  As respostas às nossas reclamações são  sempre padronizadas.    Com relação a solução, não temos visto.  Lamentamos  o  fato  de não  podermos usar outra forma de enviar nossos livros. 
Em tempo, desde minha adolescência, lá se vão muito anos, ouço que o Brasil tem  um  dos melhores correios do mundo. Cresci  acreditando  nisso. Adulta, procurei a comprovação. Onde poderia encontrar o  ranking dos melhores serviços postais do  mundo?  Gostaria de continuar acreditando.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Centro Cultural de São Paulo

De amanhã,dia 10 até domingo o  dia  13 Na Primavera dos Livros o Centro cultural São Paulo o leitor terá  mais de 7.000 títulos a disposição, todos com  descontos  que variam  de 10% a 40%.
Cosac Naify, Panda Books, Perseu Abramo, Brinque-book, editora 34 e Estação das Letras e cores detre 56 expositores estarão  presentes à 34ª edição da feira reunirá 56 expositores. A Editora Livro  falante atenderá  quem  precisa de audio livros, ao passo  que a Editora Peirópolis em iniciativa recente, publicará livros na íntegra na internet.
A feira deve contar também  com  meses redondas, lançamentos e oficinas; Literatura e Mídias Digitais, na sexta-feira (11) às 13:30h  será o debate com a jornalista Rosana Hermann e do apresentador  de TV Marcelo Tas.
Primavera dos Livros
Centro Cultural São Paulo
R.Vergueiro 1000 liberdade, região central  SP
De 10 a 13 de setembro
Das  10 às 22h
Entrada gratuita

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Valença - RJ a cidade da leitura

LITERATURA                                                                                                                       

Biblioteca itinerante
Publicado em 30/08/2009, às 8h51
Bárbara Borges

Com o objetivo de testar o cardápio de seu delivery, ver se as pessoas o estavam lendo, que o cozinheiro e proprietário Fernando Monção iniciou, em um pequeno canto, uma campanha para doação de livros. Pelo grande sucesso do estabelecimento a ideia teve boa aceitação e a arrecadação começou a acontecer. Entusiasmado, Monção resolveu que faria uma biblioteca itinerante com o nome de "Livro Sem Fronteiras" e levou o projeto à frente. Passou a pesquisar sobre outros projetos paralelos na Internet e logo se deparou com o chamado "Livro Errante", sob o comando de Regina Porto, de Recife (PE). Tem a proposta de se "esquecer" um livro em um local público, para que outras pessoas possam lê-lo e posteriormente "esquecer" em outro local.
- Ela incentivou muito o "Livro Sem Fronteiras", não me deixou desanimar - conta. Auxiliado por um site de relacionamentos, a ideia foi sendo mais bem divulgada, e para lugares mais distantes dentro do país. A partir desse impulso, conseguiram montar um acervo inicial de quase 1,2 mil livros - hoje esse número passa de cinco mil.
O projeto começou a tomar grandes proporções a partir de uma conversa informal com o recém formado em arquitetura e urbanismo Germano Brito, que a partir de uma ideia despretensiosa se propôs a escolher e criar um local, destinado a se tornar abrigo para os livros.

- A intenção já era de ser na Praça 15 de Novembro no "Jardim de Baixo", e tinha pensado em alguma tenda com um baú. Quando cheguei tive logo a ideia de uma casa na árvore, algo misturada à natureza - explica Brito, acrescentando que precisava de algum projeto que não incomodasse a natureza, já que o Jardim é tombado pelo Patrimônio Histórico e de responsabilidade do Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), que vem avaliando cada ponto para liberar de vez a obra.
- Escolhi algo móvel, efêmero. Como se a biblioteca e os livros abraçassem a árvore, mas sem afetar na estrutura da planta - comenta.

A biblioteca tem previsão de ficar pronta por volta do mês de outubro, terá um acervo de cerca de 800 livros, sem qualquer organização, que serão encapados com a logo do projeto, "para legitimar o livro, lembrar que é do projeto", e que ficarão sob os cuidados da própria população. Conta no acervo também, cerca de 20 obras em braile cedidas pelo Instituto Benjamin Constant (IBC).

- Não vai ter ninguém lá tomando conta, cada um pega o livro que quiser e pode ficar com ele por tempo indeterminado, mas para isso precisamos contar com a educação de todos e de cada um - observam os idealizadores do projeto.

Centro de cultura

O projeto da biblioteca é todo em madeira tratada e de reflorestamento, "a poluição, inclusive a visual, é mínima", além de totalmente harmônico à natureza. Permite o acesso de cadeirantes, crianças e idosos. O usuário-leitor desfrutará de uma exuberante vista convidativa à contemplação quando ali se encontrar, poderá usufruir tanto dos 37m² do piso térreo quanto dos 25m² da cobertura, que será conectada verticalmente por meio de uma bela escada tipo Santos Dumont. A mesma cobertura também poderá ser usada para apresentações ou como mirante com sua majestosa vista para o jardim.

- Temos o desejo de que a biblioteca fique aberta 24 horas, mas como o Jardim fecha o horário de visitação será durante o funcionamento do local - explicam.

Há também outras propostas de transformar o Jardim em um centro de cultura, com oficinas em volta da biblioteca. E de criar outros pontos com outras bibliotecas.

É desejo reunir o "Livro Sem Fronteiras" a outros projetos e tornar de fato Valença como a Cidade da Leitura, e divulgar mais isso.

- Valença já é a Cidade da Leitura, só é preciso que todos fiquem sabendo. Por exemplo, a cidade é a única do mundo que tem um monumento à inteligência - lembra Fernando Monção.

O "Livro Sem Fronteiras" foi possibilitado pelas cerca de 80 empresas de diferentes ramos engajadas com o projeto, além da prefeitura, com a Secretaria de Educação, por meio da vice-prefeita Dilma Dantas, a madrinha do projeto, mais a Câmara Municipal e a instituição FAA.

Além dos conhecidos, a iniciativa despertou também a sensibilidade de entusiastas da cultura e de todos que ouviram sobre o projeto. "Todos se envolvem incondicionalmente e sem esperar nada em troca", ressaltam.

Cerca de 70% dos livros já arrecadados vieram de outras cidades e até estados. Para uma maior arrecadação na própria cidade de Valença foram abertos cinco pontos de coleta situados no maior mercado da cidade, na Catedral Diocesana, na Igreja Metodista, no Grupo Espírita Chico Xavier e no cinema.

Diário da Vale. (caderno Lazer  do jornal Cidade do Vale)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Escritor de apostila vai para academia de letras.

Não  deu  para ficar calada. Fernando  Collor de Melo  por bem  votado é o mais novo  Imortal da Academia Alagoana de Letras. Fui procurar algum livro  do ex-presidente, afinal o fato de nunca ter visto  ou lido  não era garantia de não existir.  Não  existe, claro. Fernando Collor jamais foi escritor. Julgando-me sem  vontade de dizer, agora oportunamente, o bordão   do presidente Lula: "nunca antes na história desse pais..."  terminei de ler a notícia e encontro a explicação salvadora:
"... o fato dos livros não serem vendidos em livrarias nem estarem disponíveis em bibliotecas não exclui uma candidatura. "Aqui não há política. Elegemos Collor porque ele é um cidadão culto e preparado. Colocamos um edital por 60 dias e ninguém mais se inscreveu. Ele pode contribuir muito com a nossa Academia. Como político, ele pode apoiar também a publicação de autores alagoanos em grandes editoras e em projetos nacionais, por exemplo", ressaltou a escritora Enaura Quixabeira, integrante da comissão  julgadora.
A que ponto chegamos??  Com 22 votos a favor e 8 em branco um ESCRITOR DE APOSTILAS é membro da Academia Alagoana de Letras.  Tenho  dó do antigo  dono da cadeira, morreria novamente... de vergonha.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Cortiço - Aluisio de Azevedo em quadrinhos.

Boa pedida para professores que estão sempre tentando levar o hábito da leitura a seus alunos
Editora Ática vai lançar o clássico de Aluisio de Azevedo O Cortiço em  HQ -
Quando? dia 3 de setembro
A que horas? das  18:30h às 21:30h
Onde? Livraria Cultura - Avenida Paulista  2073
O Cortiço em HQ tem  roteiro de: Ivan Jaf e arte de : Rodrigo  Rosa.