segunda-feira, 29 de junho de 2009

Histórias Agrestes, Graciliano Ramos VIP 10


Histórias Agrestes
Estão reunidos contos de inspiração folclórica de Histórias de Alexandre, trechos de Infância, Memórias do Cárcere e Vidas Secas. São pequenos flagrantes que revelam tipos e dramas humanos, trazendo um registro e um documento das idéias, vivências e angústias de Graciliano Ramos, um talentoso artesão da palavra. (organizado por Ricardo Ramos, filho do autor)


Este livro vai ser oferecido em julho no grupo VIP 10 da comunidade Livro Errante no Orkut.

Histórias Agrestes, Graciliano Ramos
Ed. ediouro,col.Prestígio
Número de páginas:172

Pai e Filho, Filho e Pai, Moacyr Scliar - VIP 10


Contos que Moacyr Scliar escreveu nos anos 90
Este livro vai ser oferecido em julho no grupo VIP 10 da comunidade Livro errante do Orkut.
Pai e Filho, Filho e Pai - Moacyr Scliar
Ed. Wook
Número de páginas: 100

O Emblema da Amizade - Jacques Bonnet - VIP 10


Paris, 1582. Um livreiro e toda sua família são assassinados. Na mesma rua do massacre mora o filósofo Giordano Bruno, que se envolve na investigação. Romance policial ambientado no final do Renascimento, 'O Emblema da Amizade' mistura ficção e realidade, suspense e erudição.

O Emblema da Amizade", romance escrito por Jacques Bonnet, se desenrola neste período. A publicação conta a história de um massacre em Paris - um livreiro e toda sua família são assassinados. A chacina ocorre em 1582, numa casa próxima ao hotel, onde mora o protagonista do título, Giordano Bruno.
Para tentar desvendar o crime e achar os culpados, Bruno, um filósofo de pensamento transgressor, inicia uma investigação. Seu raciocínio e intuição o transformam em um detetive privilegiado, capaz de pensar com rapidez e buscar sentido em cada um dos fatos.
A trama policial ambientada no final do Renascimento é também um romance histórico que, usando evocações sensoriais, mostra o período conturbado em que se passa a narrativa. Conflitos religiosos, guerras e genocídios deixam de ser plano de fundo para se apresentarem como um dos principais atrativos da história. (Folha de São Paulo)

O Emblema da Amizade - Jacques Bonnet

Ed. Publifolha

Número de páginas -144


Este livro vai ser oferecido em julho no grupo VIP 10 dda comunidade livro Errante no Orkut

sábado, 27 de junho de 2009

A Doçura do Mundo - Thrity Umrigar - VIP 10


Após perder seu marido, Tehmina Sethna está emocionalmente fragilizada. Por isso, ela decide aceitar o convite de seu filho, Sorab, para passar um tempo com ele em Ohio, nos Estados Unidos. Lá, Sorab, um homem de 38 anos que fugira da Índia para mudar de vida, se casou com Susan. Os dois tiveram um filho, Cavas, e vivem uma vida perfeita ao estilo americano. O que parecia ser um recomeço, porém, deixa Tehmina numa situação delicada. Sem conseguir se adaptar à cultura ocidental, Tehmina sofre com a rejeição de sua nora e se sente sozinha no mundo, mesmo quando Sorab a convida para morar com ele. Ela tem que escolher entre a nova vida e o retorno à cidade de Bombaim, que cada vez mais lhe desperta saudades. É aí que Tehmina, ao ajudar dois meninos que moram na casa ao lado e são maltratados e negligenciados pela mãe, rompe, sem querer, as barreiras entre as duas culturas.

Alternando as visões de Tehmina e de Sorab, A doçura do mundo é um romance rico, que celebra a família e a vida em comunidade. Neste novo livro, Thrity Umrigar prova mais uma vez por que é considerada uma das escritoras mais sensíveis da atualidade.

A Doçura do Mundo

Ed. Nova Fronteira
Número de páginas; 304

Este livro vai ser oferecido no grupo VIP 10, comunidade Livro Errante no Orkut em julho

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ciclo da Águas, Moacyr Scliar - VIP 10



Ester, seu pai Mohel - homem que faz a circuncisão entre os judeus -o enigmático Mêndele, o famigerado Leiser, o apaixonado Rafael, a fiel Morena,o larápio Gatinho. Uma pequena aldeia na Polônia, Paris, buenos Aires e, finalmente, Porto Alegre. O Ciclo das Águas se fecha como o destino. vidas de judeus errantes que vonvergem, ao final, com dua fé com sua história e mais nada. Na saga de Ester, a prostituta, perpassam as tragédias e as alegrias. Mulheres que eram trazidas da Europa sob vários pretextos para, na verdade, se prostituirem na América. A América; sonho dourado de uns, pesadelo de outros. Com impecável técnica literária Moacyr Scliar conduz o leitor por mundos longíquos,geralmente duros, cheios de surpresas, aventuras e desventuras. A fé na religião que se dissolve nas águas. Uma história que mostra a história do povo judaico e sua diáspora.

O ciclo das águas: ofertado no grupo VIP 10- na comunidade livro errante.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Julho traz novidades

No próximo mês a comunidade Livroerrante, vai trazer novo grupo de leitura:

VIP 10
Participantes: 10
Livros oferecidos:10
Acesso: por convite.
Vou chamar os melhores participantes da comunidade. Aqueles que não atrasam, informam recebimento, envio, mudança de endereço etc.

No primeiro grupo vão circular:

Pai e Filho, Filho e Pai - Moacyr Scliar
O Emblema da Amizade - Jacques Bonnet
As Noites e os Dias - Ronaldo Correia de Brito
A Louca da Casa - Rosa Montero
Ciclo das Águas - Moacyr Scliar
Leite Derramado - Chico Buarque
Histórias Agrestes - Graciliano Ramos
A Doçura do Mundo -Thrity Umrigar

segunda-feira, 22 de junho de 2009

As Noites E Os Dias, Ronaldo Correia de Brito - VIP 10



Somente ontem li o livro As Noites e Os Dias, de Ronaldo Correia de Brito. Usando estilo enxuto o autor consegue colocar um certo lirismo nos 12 contos sobre solidão, pobreza, morte, no ambiante inóspito e sem esperança do Nordeste seco. Apesar de terem um pano de fundo em comum cada conto tem valor por si e em momento algum o livro é monotono. As Noites e Os Dias é uma agradável surpresa.
As Noites e os Dias - Ed. Bargaço 1996
Faca - Ed. Cosac Naify 2003 - R$36,00 (Saraiva)
Livro dos Homens -Ed.Cosac Naify 2005- R$45,00 (Saraiva)
Galileia - Ed.Objetiva -Alfaguara 2008 - R$36,90 (Saraiva)

Este livro vai ser ofertado em julho no grupo VIP 10 na comunidade Livro errante.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Coração em Cinzas, Adeline Yen Mah - agradável surpresa.


ADELINE YEN MAH, autora sinoamericana me prendeu em coração em Cinzas, memórias de uma filha chinesa rejeitada.
Autobiografia de uma pessoa que passou toda a vida sendo rejeitada. Numa cultura absolutamente machista, na época da revolução de Mao, no estrangeiro, em relacionamentos afetivos doentios e desvantajosos, a obstinada necessidade de sobrevivência física e emocional levaram Adeline a superar-se de forma impressionante. A exposição dos absurdos porque passou nos leva também a conhecer ou rever parte de um história com que não temos muito contato. A madrasta e Adeline são duas mulheres de impressionante força. Com a primeira está todo o dinheiro da família e consequentemente todo o poder; em torno dela os jogos de falsidade, futrica e corrupção da propria família. Por outro lado, Adeline tem a força da obstinação. Sem conseguir jamais, desvencilhar-se da necessidade de sentir-se amada, cai emtoda sorte de trapaças armadas pelos demais. Consegue por fim, formada em medicina, morar nos USA e não mais depender financeiramente do pai. Um livro que faz pensar. Uma agradável surpresa.

- Adeline Yen Mah
280 páginas

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Trovoa - Maurício Pereira

Minha cabeça trovoa
sob meu peito te trovo
e me ajoelho
destino canções pros teus olhos vermelhos
flores vermelhas, vênus, bônus
tudo o que me for possível
ou menos(mais ou menos)me entrego, ofereço
reverencio a tua beleza
física também
mas não só
não só
graças a Deus você existe
acho que eu teria um troço
se você dissesse que não tem negócio
te ergo com as mãos
sorrio mal
mal sorrio
meus olhos fechados te acossam
fora de órbita
descabelada
diva
súbita…súbita…seja meiga, seja objetiva
seja faca na manteiga
pressinto como você chega
ligeira
vasculhando a minha tralha
bagunçando a minha cabeça
metralhando na quinquilharia
que carrego comigo(clipes, grampos, tônicos):toda a dureza incrível do meu coração
feita em pedaços…minha cabeça trovoa
sob teu peito eu encontroa calmaria e o silênciono portão da tua casa no bairro
famílias assistem tevê(eu não)às 8 da noite
eu fumo um marlboro na rua como todo mundo e como você
eu sei
quer dizer
eu acho que sei…eu acho que sei…vou sossegado e assobio
e é porque eu confio
em teu carinho
mesmo que ele venha num tapa
e caminho a pé pelas ruas da Lapa(logo cedo, vapor… acredita?)a fuligem me ofusca
a friagem me cutuca
nascer do sol visto da Vila Ipojucao aço fino da navalha me faz a barba
o aço frio do metrôo halo fino da tua presença
sozinha na padoca em Santa Cecíliano meio da tarde
soluça, quer dizer, relembra
batucando com as unhas coloridas
na borda de um copo de cerveja
resmunga quando vê
que ganha chicletes de troco
lebrando que um dia eu falei“sabe, você tá tão chique
meio freak, anos 70
fique
fica comigo
se você for embora eu vou virar mendigo
eu não sirvo pra nada
não vou ser teu amigo
fique
fica comigo…”minha cabeça trovoa
sob teu manto me entrego
ao desafio de te dar um beijo
entender o teu desejo
me atirar pros teus peitos
meu amor é imenso
maior do que penso
é denso
espessa nuvem de incenso de perfume intenso
e o simples ato de cheirar-te
me cheira a arte
me leva a Martea qualquer parte
a parte que ativa a química
química…ignora a mímica
e a educação física
só se abastece de mágica
explode uma garrafa térmica
por sobre as mesas de fórmica
de um salão de cerâmica
onde soem os cânticos
convicção monogâmica
deslocamento atômico
para um instante único
em que o poema mais lírico
se mostre a coisa mais lógica
e se abraçar com força descomunal
até que os braços queiram arrebentar
toda a defesa que hoje possa existir
e por acaso queira nos afastar
esse momento tão pequeno e gentil
e a beleza que ele pode abrigar
querida nunca mais se deixe esquecer
onde nasce e mora todo o amor
http://www.youtube.com/watch?v=2Wq2Dvx6jko

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Melhores livros infantis de 2008

AS MENINAS E O POETA - Manuel Bandeira
Ilustração:graça Lima Ed.Nova Fronteira R$32,90




ATÉ AS PRINCESAS SOLTAM PUM Ilan Brenman
Ilustração:Lonit Ziberman - Ed. Brinque-Book R$27,50





O QUE É QUE TEM O MEU CABELO Satoshi Kitamura
- Ed.Cia. das Letrinhas R$43,00




O GATO E O ESCURO Mia Couto -
Ilustração:Marilda Castanho - Ed.Cia das Letrinhas R$32,50






O LIVRO INCLINADO Peter Newell - Ed.CosacNaify R$35,00






ONDA Suzy Lee - Ed. CosacNaify R$35,00




SETE HISTÓRIAS PARA CONTAR Adriana Falcão
Ilustração:Ana Terra - Ed Salamandra - E$31,50






COMO COMEÇA? Silvana Tavano
Ilustração:Elma - Ed.Callis R$35,00




HISTÓRIAS À BRASILEIRA de Ana Maria Machado - Ilustração:Odilon Morais Ed.Cia da Letrinhas R$32,50

FOLHA de Stephen Michael King Ed. Brinque Book R$35,00

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cristóvão Tezza - pequena entrevista.


Uma conversa com Cristovão Tezza
entrevistado porAleph Ozuas,Daniel Serravale eSigval Schaitel Ciberarte:Vários escritores já estão desenvolvendo trabalhos na Internet - Stephen King, que lançou seu livro na rede, também João Ubaldo Ribeiro ou Mário Prata. Qual a sua relação e da sua produção como escritor com a Internet?Tezza:A Internet é um caminho. No Brasil a distribuição e venda do livro está na pré-história. As livrarias são um horror. Normalmente o livro é caríssimo, da editora ao consumidor tem um custo da distribuição e do atravessador. Quando você compra pela Internet, fica muito mais barato, você corta esse custo. É um espaço tanto para vender, para viabilizar o objeto livro (do que as livrarias tradicionais não estão dando conta), quanto como uma nova mídia. Até uma maneira assim de ficção científica, em que você encomenda o livro e ele é impresso especialmente para você. O livro é feito sob demanda, não existe mais estoque e barateia brutalmente o custo. Acho que em pouco tempo isto deve ser realidade. Então eu não tenho medo nenhum. Acho que a Internet vai reforçar o livro em vez de destruí-lo. Primeiro, porque multiplica os pontos de venda ao infinito. Hoje se tem muito mais opção de comprar livro, e muito mais rapidamente, uma bibliografia fantástica disponível. Eu sou um grande consumidor de livro. Compro na Amazon, Submarino, Cultura... Eu freqüentemente visito esses sites. É um multiplicador, um espaço fantástico.Ciberarte:Muitos tecnólogos dizem que o livro eletrônico irá substituir o livro impresso...Tezza:Aí tem muita fantasia. O que se imaginava que seria o mundo de hoje em 1950, calçadas rolantes e todo aquele imaginário, se vê que tudo deu para trás. Em compensação, hoje tem coisas muito mais fantásticas, a própria Internet, o computador. Não se previa isso. O que se previa era um mundo mecânico, não um digital, a sofisticação mecânica e não a digital. O livro, no mundo todo e principalmente no Brasil, ainda é um objeto de consumo restrito. Eu não consigo imaginar que vai todo mundo ter uma tabuletinha digital no bolso. É claro que vai ter livro eletrônico, mas serão formas que estarão sendo usadas paralelamente. O livro de bolso, de fácil transporte, pode conviver perfeitamente com ele. Mas eu não me vejo lendo nessas telas.Ciberarte:Em relação à sua narrativa percebe-se que há sempre um tom de mistério, algo de narrativa policial...Tezza:Tem. É uma narrativa que me atrai. Trabalhar com suspense. Num primeiro momento eu gostava muito de Agatha Christie, lia tudo do Conan Doyle, achava um barato aquilo. E depois, num segundo momento o (Georges) Simenon. Ele é fantástico, o melhor de todos.
Ciberarte:E onde aparece Florianópolis nos seus romances?Tezza:Indiretamente em três livros. "Ensaio da paixão" tem muita coisa de Florianópolis, mas não está expresso. A metade do "Aventuras provisórias" se passa em Florianópolis, na Lagoa da Conceição. E "O fantasma da infância" se passa em Florianópolis. Eu morei dois anos lá. Tenho uma relação forte com a cidade.
Ciberarte:

Você falou dos artistas do seu tempo de juventude e dos de hoje, que logo se preocupam em como entrar no mercado. Há uma grande diferença?
Tezza:A primeira pergunta que o pessoal que me escreve faz é "como é que faz para publicar um livro?" Com quatro poemas já está pensando em publicar um livro. É uma relação engraçada, bem mais pragmática. O artista perdeu toda a aura; aliás, já vinha perdendo desde o século passado, aquela figura do artista como o iluminado da sociedade. Ela tem sobrevida nos anos 60 porque vinculou com a idéia de transformação social. Teve importância fantástica no fim da guerra do Vietnã, todo o movimento hippie. Hoje não, perdeu a aura. A própria literatura tem que se perguntar "Mas alguém mais quer ler livro? Tem algum interesse?"
Ciberarte:Todo artista é um pouco louco?Tezza:Tem um aspecto meio monstruoso na atividade artística, porque num primeiro momento você acha que tem controle sobre essa atividade, mas escrevendo um livro, ao longo dos anos você vai sendo modificado pelo que escreve. Um romance, por exemplo, você leva dois anos para escrever, são muitas horas sozinho. Acho que nenhuma outra atividade deixa a pessoa tão sozinha quanto escrever um livro, porque em qualquer outra atividade você está vendo pessoas. Dando aula, por exemplo, você está o tempo todo vendo pessoas. O sujeito que escreve não, ele fica muito tempo sozinho. As horas que fica escrevendo são estatisticamente excessivas. E acho que por causa dessa perda de contato todo artista é meio anti-social. Ele vai ficando meio esquisito. E o próprio ato de escrever, trabalhar com a palavra, mexe com a questão da construção da consciência, com a articulação do mundo. Isso não é uma coisa que se faz impunemente. É como mexer com lixo tóxico sem máscara de proteção. Tudo isso vai mexendo com a tua cabeça. No final de dois anos em um livro de 200 páginas você já não é mais a mesma pessoa. Você é transformado pelo livro também, ele passa a lhe conduzir. Por isso há temas recorrentes. No próximo livro você vai aprofundar, vai se tornando uma estrada obsessiva. E essa solidão é algo pessoalmente transformador. Daí porque você não consegue mais parar, sem isso você não é mais ninguém. A questão é: vou parar de escrever e vou fazer o quê? Não sei fazer mais nada...

Escritor não tem tempo para escrever?

Ernest Hemingway escrevendo
Em 2007 fiquei bastante desapontada porque Marçal Aquino, convidado, não viria à Bienal Internacional do livro de Pernambuco. O escritor informou que estaria em outro evento. Naquela época me perguntava se todo escritor também gostava de ler e o que Marçal estaria lendo caso gostasse. Havia conversado com um autor que me afirmara gostar de escrever e não de ler embora achasse e recomendasse a leitura para todos independente da profissão. Uns dias depois da Bienal de 2007, vi Marçal Aquino em duas entrevistas e minha pergunta mudou para como é que dá tempo de escrever um livro, se escritores precisam aparecer tanto? Ainda mais livro com título tão longo como Eu Receberia as Piores Notícias De Seus Lindos Lábios?? Chateada por não ter a chance de conseguir dedicatória no meu exemplar, esqueci o fato.
Agora, próximo à Bienal deste ano, me deparo com matéria do Estadão (Ubiratan Brasil) dando conta de que escritores não têm tempo para? Para? Escrever! Uau.
Ubiratan Brasil, autor da matéria, conversou com Cristóvão Tezza. Ignácio de Loyola Brandão e Luis Fernando Veríssimo. Todos eles cumprindo compromisso em são José dos Campos, no 2º Festival da Mantiqueira. Se os três dedicam-se a divulgar a literatura participando de tantos eventos, como têm tempo para escrever? E no caso de Luis Fernando Veríssimo que também é musico? Seu próximo livro, um policial, Espiões está esperando pelo autor para fazer os capítulos finais. Luis Fernando diz que gostaria de tocar mais se pudesse.
Cristóvão Tezza, principalmente depois de ganhar vários prêmios com O Filho Eterno (Record), ficou cheio de compromissos que precisa conciliar com sua carreira de professor na UFPR.
Ignácio de Loyola Brandão dedica-se à biografia de dona Ruth Cardoso e quer escrever outro infanto-juvenil, mas também está viajando para eventos vários levando na bagagem o seu “O Menino Que Vendia Palavras, infantil vencedor do Jabuti de 2008, categoria ficção.
Nós, leitores, esperando por suas preciosidades e eles sem tempo para o que gostam e melhor sabem fazer. Pode?
Me desculpa Marçal Aquino. Ah, mas ainda vou conseguir a dedicatória que queria.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

2º Prêmio São Paulo de Literatura - 2009

Sábado passado foram anunciados os finalistas ao 2º Prêmio São Paulo de Literatura. Os vencedores serão conhecidos no dia 3 de agosto em cerimônia rrealizada no Museu da Língua Portuguesa - SP. a edição deste ano teve 217 concorrentes e os escolhidos foram:
Milton Hatoum
por: Órfãos do Eldorado (Cia das letras)
José Saramago - A Viagem do Elefante (Cia das Letras)
Carola Saavedra - Flores Azuis (Companhia das Letras);
João Gilberto Noll - Acenos e Afagos (Record);
Lívia Garcia-Roza -Milamor (Record);
Maria Esther Maciel - O Livro dos Nomes (Companhia das Letras);
Moacyr Scliar - Manual da Paixão Solitária (Companhia das Letras);
Ronaldo Correia de Brito - Galileia (Objetiva);
Silviano Santiago - Heranças (Rocco); e
Walther Moreira Santos - O Ciclista (Autêntica Editora).

Estrearam bem, tendo seus livros selecionados e concorrendo os seguintes escritores:
Altair Martins, "A Parede no Escuro" (Record);
Contardo Calligaris, "O Conto do Amor" (Companhia das Letras);
Estevão Azevedo, "Nunca o Nome do Menino" (Terceiro Nome);
Francisco Azevedo, "O Arroz De Palma" (Record);
Javier Arancibia Contreras, "Imóbile" (7 Letras);
Marcus Vinicius de Freitas, "Peixe Morto" (Autêntica Editora);
Maria Cecília Gomes dos Reis, "O Mundo Segundo Laura Ni" (Editora 34);
Rinaldo Fernandes, "Rita no Pomar" (7 Letras);
Sérgio Guimarães, "Zé, Mizé, Camarada André" (Record);
Vanessa Barbara e Emilio Fraia, "O Verão do Chibo" (Objetiva).