sábado, 28 de março de 2009

Leite Derramado - Chico Buarque



Chegou hoje às livrarias o 4º romance de Chico Buarque : Leite Derramado


Com o Brasil nas mãos
Eulálio d'Assumpção, aristocrata arruinado de Copacabana e da “fazenda da minha feliz infância, lá na raiz da serra”, jaz na cama hospitalar da pobre enfermaria em que o internaram depois de uma fratura grave. Eulálio fez 100 anos. Fora de combate na vida, o espevitado ancião monodialoga em alguns capítulos com uma interlocutora nula e muda, uma moça, talvez uma enfermeira (talvez não), improvisada em depositária de suas extensas memórias vincadas a fogo pela incurável saudade de sua Matilde, antiga esposa para sempre amada, desaparecida de sua vida quando se achava na flor moreníssima dos seus 17 anos. Nunca vemos a suposta enfermeira que ouve e anota as histórias de Eulálio, mas, logo na primeira página, ele promete se casar com ela na tal fazenda da sua feliz infância.
Em outros capítulos, a interlocutora/ouvinte é a filha única de Eulálio, já octagenária. Outras vezes ainda esse jorro de lembranças de vida, embaralhando histórias de antepassados e descendentes, simplesmente escapa de sua cabeça sem destino certo, mas indo, de todo jeito, bater nos ouvidos afortunados do leitor desse encantador Leite derramado, quarto romance de Chico Buarque, que acaba de sair pela Companhia das Letras.

(do Jornal do Brasil -28/03/09)
Editora: Cia das Letras
Páginas: 200 páginas
Preço:R$36,00.

http://www.leitederramado.com.br/wordpress/

sábado, 21 de março de 2009

Audiolivros

Livros para ouvir (no trânsito, no celular...)

Comuns na Europa e na América do Norte, os audiolivros ainda não pegaram por aqui. Para tentar alavancar esse mercado, uma das pelo menos quatro editoras especializadas no filão em São Paulo acaba de inaugurar uma livraria destinada exclusivamente a comercializar os livros nesse formato: a Audiolivro, que fica na Rua Bom Sucesso, 247, no Tatuapé (0xx-11- 2098-3331). "No ano passado, mantivemos um quiosque no Shopping Metrô Santa Cruz, e foi uma experiência bem interessante. Então, resolvemos abrir nosso espaço", conta o proprietário, Marco Giroto. Antes disso, os livros lançados pela editora - que, fundada em 2007, acumula cerca de 80 títulos - poderiam ser adquiridos somente em outras livrarias ou via internet. Como, aliás, acontece com suas principais concorrentes na cidade: a Livro Falante, a Livrosonoro e a Universidade Falada. Nelas, há a opção de comprar em CD, com preços que variam de R$ 24,90 a R$ 30, ou fazer um download do arquivo de áudio, em formato MP3, de R$ 4 a R$ 18 - a Livrosonoro não oferece esta última opção. Boa parte dos títulos lançados não é produzida especialmente para o formato. Trata-se de uma nova versão de obras que se tornaram conhecidas em edição de papel. Pode-se ouvir clássicos como Iracema, de José de Alencar, e best sellers como O Monge e o Executivo, de James C. Hunter, e 1808, de Laurentino Gomes. A falta de tempo e o trânsito de São Paulo são os principais argumentos utilizados por quem já se rendeu à mania. "Moro em Interlagos, estudo na Vila Buarque e trabalho no Morumbi", conta a estudante de Biblioteconomia Angela Reis Silva, que em dezembro comprou Quando Nietzsche Chorou, de Irvin D. Yalom - o primeiro audiolivro de sua coleção, que já ultrapassa uma dezena. "Só para ir de casa à faculdade, gasto duas horas no ônibus. Vou ouvindo algum livro no meu (tocador de) MP3."Não são só os leitores que utilizam esse raciocínio, a propósito. Giroto, o dono da Audiolivro, era analista de sistemas quando decidiu abrir o negócio. De sua casa, na zona leste, à empresa, em Alphaville, gastava um total de três horas, entre ida e volta. "Todas as rádios tocavam as mesmas músicas. Fiquei indignado", lembra. Resolveu fazer livros em áudio. Situação parecida levou o médico dermatologista Claudio Wulkan a criar a Universidade Falada, em 2006. "Como sempre estou andando entre um consultório e outro, costumava ouvir audiolivros que trazia do exterior", conta ele. Sua editora já tem 250 títulos e mantém uma ação social disponibilizando seu acervo para a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Criada no ano passado, a Livrosonoro escolheu outro alvo para mirar: os jovens estudantes. "Estamos nos especializando nos títulos indicados para os vestibulares", explica um dos proprietários, Luiz Carlos Gioia. "O livro sonoro não substitui o impresso, mas é uma alternativa para quem tem dificuldade ou não gosta de ler. Há a facilidade de ouvi-lo no carro, no celular, no iPod... E o jovem não ?paga o mico? de ficar lendo perto de seus colegas." (Ao que parece, nas novas gerações há quem acredite que ler seja hábito vergonhoso.)Por falar em vestibular, a Livro Falante tem um interessante projeto de transformar em áudio a obra de Machado de Assis. Na voz do repórter do CQC - programa jornalístico-humorístico da Band - Rafael Cortez, já foram lançados Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Alienista. E está para sair Quincas Borba. Em MP3, Machado de Assis continua imortal.

Onde encontrar: Audiolivro: www.audiolivro.com.br; Livro Falante: www.livrofalante.com.br; Livrosonoro: www.livrosonoro.com; Universidade Falada:

Fonte: estadão

sábado, 14 de março de 2009

"Bibliotecas -jumentas" - Pernambuco


O projeto Livros andantes, que leva literatura a cidades do interior através de jumentos, chega a cidade de Amaraji, na Zona da Mata Sul, neste domingo. O animal carrega cerca de cem livros de autores pernambucanos e cordéis para estimular a leitura entre os moradores.
As chamadas "bibliotecas-jumentas" ainda passarão por dois distritos de Amaraji, Estivas e Mulungu. Durante as paradas, a população será convidada a ouvir histórias e a ver a dramatização de textos, ao ar livre. Ao final de três meses, os caçuás com livros serão doados à escolas de cada um dos povoados visitados, iniciando uma biblioteca comuntária.


JC on line - 14/03/09

terça-feira, 10 de março de 2009

Declaração de amor...

Ao Livro Errante

Uma mera noite de um dia qualquer
O seu rito ordinário manteria
Se não assistisse ao Recife e uma mulher.

Minguou-se, pobre televisão,
Fosca diante da grandeza do brilho
Dos livros errantes soltos pelo coração.

Esposados com mãos desconhecidas,
Os livros não tinham páginas de cobranças,
Mas de esperanças dificilmente esquecidas.

Preste, então, descobri nas teias virtuais,
Por tão tocante que foste, atitude errante,
Um emaranhado seleto de vidas reais.

Paulatinamente fui enleado
Por cada errático escrevendo em minh´alma
Linhas indeléveis de seu livro alado.

E comecei versos simples a escrever,
Idéias claras, (tudo clareou, Clarice!),
E fui poetando, “aprendendo a viver”!

Assim, um céu sem limites
Passou a soletrar grãos à minha terra,
E percebi, queridos,que aqui ninguém erra,
E todos os livros,livres como passarinhos,
Batem suas asas sem descaminhos e erram...

Francisco Oliveira Neto (Frank)15.02.2009

domingo, 8 de março de 2009

8 de março recusado


Ao contrarário do ano passado quando parabenizei as mulheres postando "Woman" bela música de John Lennon, por seu dia internacional, hoje me recuso a ficar presa a um dia. De saida porque o escolhido 8 de março foi justamente o de uma chacina. Por que ele? por que já começar ruim? Escolher algo mais feliz não significa negar o absurdo que foi o incêncio criminoso que matou aquela operárias. Não dá para esquecer aquele ocorrido como também não dá para deixar de ver tudo o que nos vem acontecendo de sórdido e absurdo desde então, em todos os lugares e em escala cada vez maior.

Mas, como disse antes, me recuso a ficar presa a um dia. Igualmente a tê-lo só para mim. Dia da mulher, por nossa índole acolhedora e plural, é também dia dos homens, do trabalho, da luta incessante, das crianças, do gostar do acolher, do dividir e sobretudo o dia da ternura. Para quem gosta deixo esse 8 de março: único, triste e comercial.

Eu sou a dona dos outros 364 dias. Quem quiser, sou coletiva como todas as mulheres, me acompanhe.

Um beijo a todos, mulheres e homens.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Birosca, o novo tópico para papear.


Novo tópico na comunidade Livroerrante, tem a filosofia dos bares: descontração. Na Birosca vamos apresentar os novatos, parabenizar aniversariantes. Ok ok, falar de futebol também.Pode chegar puxar sua cadeira e sentar...
Você que está frequentando a Birosca, já pensou em escrever? Que tal um conto pequeno mas, bem caprichadinho dedicado a essa verdadeira instituição: o bar?

Quem de nós nunca viu coisas interessantíssimas numa birosca de nossa cidade? e aquelas coisas que a gente diz e ouve em mesa de bar? e os garçons? patrimônios sociais/culturais e afetivos? e sua imaginação? vamos??? vaaaaaaaaaaaaamos!!!