terça-feira, 15 de setembro de 2009

Que Não Me Roubem os Sonhos - Luciene Freitas

Que Não  Me Roubem os Sonhos
 
Minha queixa
Não pouparam meu coração.
Perfurado ele repete,
O choro que já foi chorado.
Sente o que já foi sentido.
Magoado,
Tenta escrever uma nova história
Com as mesmas palavras.
Luta
Debatem-se os sentidos.
Mãos ao peito, espreito.
Um tremor, um frio,
Incansável busca.
Verdadeira luta
Para preencher um vazio.
No Balanço
Crianças voam,
Entoam
Cantigas.
E a vida,
Impulsionada,
Segue adiante.
Congelo o momento e
Tenho, do tempo, comigo
O instante.