terça-feira, 10 de março de 2009

Declaração de amor...

Ao Livro Errante

Uma mera noite de um dia qualquer
O seu rito ordinário manteria
Se não assistisse ao Recife e uma mulher.

Minguou-se, pobre televisão,
Fosca diante da grandeza do brilho
Dos livros errantes soltos pelo coração.

Esposados com mãos desconhecidas,
Os livros não tinham páginas de cobranças,
Mas de esperanças dificilmente esquecidas.

Preste, então, descobri nas teias virtuais,
Por tão tocante que foste, atitude errante,
Um emaranhado seleto de vidas reais.

Paulatinamente fui enleado
Por cada errático escrevendo em minh´alma
Linhas indeléveis de seu livro alado.

E comecei versos simples a escrever,
Idéias claras, (tudo clareou, Clarice!),
E fui poetando, “aprendendo a viver”!

Assim, um céu sem limites
Passou a soletrar grãos à minha terra,
E percebi, queridos,que aqui ninguém erra,
E todos os livros,livres como passarinhos,
Batem suas asas sem descaminhos e erram...

Francisco Oliveira Neto (Frank)15.02.2009