quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mônica e Cebolinha cresceram


Sabe aquela mistura de sentimentos porque a gente passa quando vê que nossos filhos estão mais altos, já não têm a mesma voz? Dá um orgulho danado mas, admitamos, um pouco de nostalgia também.
Acaba de me acontecer agora que vejo Mônica e Cebolinha crescidos. Ela tão lindinha, ele uma graça. Aahhh tá certo, tá certo. São gibis apenas. Mas todas nós somos as mães da turma inteira. Tenho imenso carinho pelos personagens de Maurício de Souza. Todos eles povoaram a infância de meus filhos; Algumas vezes jantaram lá em casa. Sim, claro invisíveis para mim, mas bem recebidos como se verdadeiros fossem já que presentes na imaginação de Suzi e Marcelo 3 e 2 anos respectivamente.
Bem, fiquei emocionada em ver a capa do livrinho com o primeiro beijo da Mônica. Mas que deu uma saudadezinha deu sim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

10 mais do L.E


Em dezembro, o blog vai divulgar os 10 melhores livros que circularam na comunidade Livro Errante em 2008 - Nossos integrantes estão escolhendo os livros de que mais gostaram. E você leitor de fora da comunidade? Leu muito este ano? não muito? mesmo assim, de algum livro você deve ter gostado muito, qual foi? Deixe aqui sua opinião. Agradecemos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saramago em São Paulo

Único prêmio Nobel de Literatura da língua portuguesa, José Saramago, 86, disse que não precisou ler a obra de Paulo Coelho para ficar mais sereno. A afirmação foi nesta terça-feira em São Paulo.
"Não precisei ler o Paulo Coelho. Uma boa doença vale por toda obra do Paulo Coelho", disse em tom de brincadeira.
Dayanne Mikevis /Folha Online
José Saramago ironizou aqueles que buscam serenidade pela obra de Paulo Coelho em SP
A serenidade veio após o período em que ficou muito doente e que o obrigou a interromper o livro que veio lançar no Brasil, "A Viagem do Elefante".
Totalmente recuperado, Saramago está em São Paulo também para promover a exposição "A Consistência dos Sonhos", que também tem uma versão em livro, uma cronobiografia assinada por Fernando Gómez Aguilera.
Saramago ainda participa de sabatina da Folha na próxima sexta-feira (28), no teatro Folha (av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo). As inscrições para o evento estão encerradas.
Sobre o novo livro, Saramago afirmou que o inusitado é a dosagem de humor que colocou na obra. Ele também afirmou que fez uma certa "garimpagem" espontânea de vocabulário ao usar espontaneamente palavras de sua adolescência e infância.
"Usei palavras que tinham ficado enterradas no passado, somos compostos de sedimentos lingüísticos", afirmou o escritor português.
"A Viagem do Elefante" tem lançamento pela Companhia das Letras e custa R$ 42. A exposição será inaugurada na próxima sexta-feira no Instituto Tomie Ohtake (av. Faria Lima, 201, Pinheiros, tel. 0/xx/11/2245-1900), em São Paulo, e permanece até 15 de fevereiro de 2009.
(Folha de São Paulo)

Ileará (nossa casa)

Biblioteca muda vida de moradores de morro de Porto Alegre
O local enche o morro de histórias e fantasias e ensina palavras que não combinam com abandono e violência. A rima é outra.


Conheça um projeto simples, que nasceu no alto de um morro de Porto Alegre e que transformou a vida de muita gente. Os moradores desse pedacinho de Brasil começaram a sonhar.

Ao lado da cruz que deu nome à comunidade, a casinha colorida enche o morro de histórias e fantasias, ensina palavras que não combinam com abandono, violência e drogas, problemas de uma das áreas mais vulneráveis de Porto Alegre. No local, a rima é outra. Assim como se espera de uma geração de meninas e meninos, eles brincam, participam de rodas e se familiarizam com autores. A biblioteca se chama ileará, nome que significa ‘nossa casa’, em dialeto africano. São três mil livros,cem visitantes por dia e uma grande ambição. O sonho é fazer com que a biblioteca envolva mais pessoas da comunidade. Por isso, todos os dias, é comum nas ruas do morro, um vai-e-vem. Para conquistar novos leitores, são usadas malas cheias de livros. O sistema de frete itinerante transforma ruas e becos em uma rede de literatura. Joana recebe, todas as semanas,uma das malas. É livro para ela, para o neto e para os filhos. “A gente aprende um pouco da vida também. Vai ensinando”, afirma a senhora. Há também surpresas na biblioteca. Na subida do morro, uma visita especial. O imortal Moacyr Scliar, da Academia Brasileira de Letras. O encontro deixa os leitores curiosos, e o autor encantado. Scliar que também é médico sabe que doses de literatura põem fazer milagres. “O livro é uma vacina contra falta de cultura e contra a insensibilidade. Ao trazer o livro para as pessoas, nós estamos ajudando essas pessoas a viverem melhor”, diz o escritor.


http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL874665-16020,00-BIBLIOTECA+MUDA+VIDA+DE+MORADORES+DE+MORRO+DE+PORTO+ALEGRE.html

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pausa para descanso...



A comunidade Livro Errante começa a desacelerar para voltar cheia de energia em 2009. Até o dia 20 de janeiro não faz nenhuma oferta de livros nem abre qualquer grupo novo.
Saideira obrigatória formado desde julho com os livros abaixo, inicia dia 1 de dezembro e tem final previsto para ofinal de feverreiro.

Ninguém Escreve Ao Coronel- GarciaMárquez
A Cidade E Os Cachorros:M.V Llosa
Feliz Ano Novo:Rubem Fonseca
O Americano Tranqüilo:- Grahan Greene
Nunca Te Vi Sempre Te Amei:Helene Hanff
O Homem que Comprou o Rio:- Aguinaldo Silva
O Repouso do Guerreiro -Christiane Rochefort
O Túnel: Ernesto Sábato
Seguindo a Correnteza: Agatha Christie
O Analista de Bagé:L.F.Veríssimo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dia do Cordelista -



Sobre Jota Borges o mais conhecido cordelista do Nordeste:

Xilogravurista e poeta de Cordel, José Francisco Borges (o Jota Borges) nasceu em Bezerros, em 1935.
Freqüentou apenas o curso primário e, em 1956, começou a vender folhetos (de outros autores) nas feiras-livres do interior pernambucano. Gostou daquele tipo de literatura e passou a imitar os poetas, tendo seu primeiro folheto contado a disputa de dois vaqueiros por uma donzela.
Depois, passaria a fazer, também, as xilogravuras para ilustrar as capas dos folhetos.
Considerado um dos melhores gravadores populares do Nordeste brasileiro, já expôs seus trabalhos em países como USA, Suíça, Alemanha, Venezuela e México. Em 1970, escreveu o texto "A Feira" para um show e um disco do Quinteto Violado.
Em 1994, lecionou gravura, como convidado, na Universidade do Novo México. É autor de dezenas de xilogravuras que ilustram o livro "As Palavras Andantes", do escritor uruguaio Eduardo Galeano, publicado em 1994.
Foi, ainda, agricultor, carpinteiro, pedreiro e pintor de parede. Em 1975, produziu xilogravuras para a abertura da novela "Roque Santeiro",de Dias Gomes, que a TV Globo não exibiu porque foi censurada.
Apesar da fama, em 1997 enfrentava dificuldades financeiras para sobreviver, trabalhando num pequeno atelier em sua cidade, onde imprime seus folhetos em duas centenárias impressoras tipográficas.
Principais obras: "O Exemplo da Mulher que Vendeu o Cabelo e foi para o Inferno" (1967); "Domiciana e Rosete" (1968), entre outros.

domingo, 16 de novembro de 2008

Paulina Chiziane e Mia Couto - as vozes de Moçambique



África com amor e raiva

Dois grandes autores, Mia Couto e Paulina Chiziane, que tinham 20 anos quando foi conquistada a independência de Moçambique, analisam a situação atual do país.

A figura de uma mulher negra, de impenetráveis olhos azuis, dominou a quarta edição da Festa Literária de Porto de Galinhas (Fliporto), dedicada este ano à cultura africana e encerrada no último domingo no balneário pernambucano. Discreta, tentava circular sem ser notada, mas os jornalistas não lhe davam trégua. Afinal, trata-se da primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, Paulina Chiziane, nascida há 53 anos em Manjacaze, na província de Gaza, criada no subúrbio de Maputo e com um livro publicado aqui, em 2004, pela Companhia das Letras, Niketche - Uma História de Poligamia.Ao lado do escritor Mia Couto, também entrevistado nesta edição do Cultura, Paulina representa o que há de melhor na literatura africana hoje. Ambos, de fato, se complementam e têm opiniões convergentes sobre a estagnação da cultura moçambicana por força de uma crise de identidade que levou africanos a virar agentes da sua colonização. Há, segundo Mia Couto, um certo racismo, ou uma certa hierarquia eurocêntrica que faz os escritores africanos serem colocados à sombra, impedindo que o resto do mundo saiba o que se passa no continente, assumido por seus intelectuais com um sentimento confuso de amor e raiva.Tanto em Paulina Chiziane como em Mia Couto nota-se certo desânimo pelos rumos que tomou a história de Moçambique desde a declaração de sua independência, em 1975. O escritor considera que o país perdeu sua capacidade de resistência e que nem a língua nem a cultura portuguesa ajudaram a criar uma identidade para os moçambicanos, que se voltam cada vez mais , negros e brancos, para as tradições e os mitos arcaicos. A África não se questiona mais, "perdeu o sentido crítico de se avaliar", diz Mia Couto, seguindo em coro por Paulina Chiziane, assustada com a retromania que empurra Moçambique de volta ao passado.Ambos, Mia Couto e Paulina, tinham 20 anos quando Moçambique se tornou independente. Havia, então, a esperança de uma verdadeira revolução que livrasse o país do atraso e do tacão colonialista. Algo mudou, de fato, e hoje a democracia garante direitos fundamentais como a liberdade de culto - reprimida até pelos revolucionários liderados pelo socialista Samora Machel, que viam as religiões africanas como sinal de obscurantismo. De qualquer modo, nem Mia nem Paulina imaginam suas vidas fora de Moçambique. Estão presos ao país como abelhas numa colméia, condenados a agir não só como escritores - Mia desenvolve estudos de impacto ambiental e Paulina colabora com organizações não-governamentais em projetos de promoção social da mulher, além de ter trabalhado para a Cruz Vermelha durante a guerra civil."Ainda há muito a fazer numa sociedade que reprime as mulheres", diz Paulina, que acabou de lançar, pela editora Caminho, O Alegre Canto da Perdiz, justamente a história de uma mulher negra dividida entre dois mundos, o africano e europeu, por conta de uma paixão que lhe daria um filho mulato "para aliviar o negro de sua pele como quem alivia as roupas de luto". Essa corrida ansiosa atrás do caucasiano é também explicada pela discriminação que a mulher negra sofre em sociedades patriarcais de Moçambique, mais concentradas na província da qual Paulina é oriunda. Lá, uma mulher, além de lavar e cozinhar, deve servir o marido de joelhos e largar tudo o que está fazendo quando este a chama."Reconheço que meus temas não são fáceis, pois trago para a literatura assuntos incômodos, como as conseqüências da poligamia e a prática da feitiçaria na África." Como os africanos conseguem gerir essa dualidade, de cultivar mitos arcaicos e coexistir com o mundo laico, globalizado? "Esse é justamente o tema de meu livro O Sétimo Juramento, em que conto como os africanos, brancos e negros, em momentos de desgraça, recorrem não aos santos cristãos cultuados pelos padres portugueses, mas a entidades de cultos ancestrais pagãos." No livro, o protagonista, David, é um guerrilheiro que, após a declaração de independência, vira diretor de uma fábrica, recorrendo à magia negra para resolver seus problemas.Nos livros de Paulina, nada é o que parece ser. Em Niketche, um oficial de polícia vive à margem da lei, mantendo relações com outras quatro mulheres além da sua, Rami, que, após 20 anos de casamento, descobre ser o marido polígamo. A escritora nega ter a narrativa uma proposta moralizante por pintar o policial, Tony, como pai ausente e marido negligente. Paulina diz que não é feminista. Apenas retratou o que vê em suas andanças por Moçambique: homens espancando mulheres e abandonando filhos à própria sorte. "Com a disseminação da doutrina islâmica, a poligamia cresceu no norte do país e trouxe em sua esteira conflitos com a cultura portuguesa, monogâmica, e as sociedades secretas de feitiçaria, já combatidas pelos revolucionários, que queimavam objetos de culto." E o que pedem essas pessoas aos orixás? "Coisas básicas, como pão, paz e chuva."Falar do futuro de crianças dessa nova raça de pais incógnitos, "que terão de fuçar a sua identidade nas raízes da História", observa, não é uma tarefa fácil. "A guerra acabou, passou o momento épico da revolução e cresceu a criminalidade, o desemprego e a fome" , diz, comentando a emergência de uma elite desinformada e irresponsável em Moçambique. É possível entender o desânimo de Paulina, que viu seu país destruído durante a guerra civil e acompanhou a tragédia cotidiana de seres tão magros "que não se distinguia entre eles homens e mulheres". Ela sobreviveu para contar a história, escapando por pouco de voar pelos ares, como outra mulher com quem conversava, mutilada por uma mina terrestre. Por tudo isso, ela estranhou o clima de festa da Fliporto, que reuniu este ano 161 escritores. "Para mim, é uma coisa nova um ambiente em que se fala de cultura de forma tão agradável."

De: Antônio Gonçalves Filho No Estadão 15/11/08

Saideira 2008


O último grupo de Livro Errante de 2008 vai ser com os 10 livros a seguir:

a)Ninguém Escreve ao Coronel - García Márques
b) A Cidade dos Cachorros - Vargas Llossa
c) Feliz Ano Novo -Rubem Fonseca
d) Nunca Te Vi Sempre Te Amei -Helene Hanff
e) O Homem Que Comprou o Rio - Aguinaldo Silva
f)O Repouso do Guerreiro -Christiane Rochefort
g)OTúnel - Ernesto Sábato
h)Seguindo A Correnteza -Agatha Christie
i) O Analista de Bajé - L.F Varíssimo
j)O Americano Tranquilo - Graham Greene

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Escritores gatos - concorda com o blog?

Le Clézio - escritor francês
Ondjki - escritor angolano

Atik Hahimi - escritor afegão

José Eduardo Agualusa - escritor angolano

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Atiq Rahimi - vamos conhecer?


PARIS - O franco-afegão Atiq Rahimi, de 46 anos, sagra-se vencedor do Goncourt 2008, o mais importante prêmio literário em lingua francesa. Syngué Sabour - Pierre de Patience ('Pedra de Paciência' - tradução livre) é o primeiro livro escrito em francês pelo escritor e cineasta Atiq Rahimi. No restaurante Drouant de Paris também foramanunciados outros vencedores:O autor tem dupla nacionalidade francesa e afegã.

Sobre o autor:
Nascido no Afeganistão em 1962, filho de um juiz e político e membro de uma família "liberal e ocidentalizada", Rahimi estudou na escola franco-afegã de Cabul. Sua posição privilegiada na sociedade local, porém, não resistiu aos 40 anos de guerras pelos quais o país atravessa. Depois de se exilar na Índia, no Paquistão e na França, o jovem retornou a seu país em 1980, quando trabalhou na mineração. A experiência lhe rendeu seu primeiro livro, Terre et Cendres, escrito em persa, o qual adaptou ao cinema, recebendo o prêmio Regard d’Avenir no Festival de Cannes, em 2004.

Rahimi lançou na França, ainda em persa, duas outras obras: Les Mille Maisons Du Rêve Et de La Terreur, de 2002, e Le Retour Imaginaire, de 2005. Syngué Sabour, em 2008, faz o escritor retornar ao tema da guerra e dos dramas humanos por ela despertados. O romance narra a história de uma esposa que se dedica a cuidar de seu marido, um ex-soldado em estado vegetativo em razão de um ferimento a bala. "A língua materna é aquela na qual aprendemos as proibições e os tabus", disse à revista Nouvel Observateur, ao explicar por que decidiu escrever em francês.
(Fonte: Estadão)
Editados no Brasil:
As Mil Casas do Sonho e do Terror - R$30,00
Terra e Cinzas um Conto Afegão - R$22,00

Paulina Chiziane, chave de ouro moçambicana fecha Fliporto



FLIPORTO 2008

Paulina Chiziane, cujo único livro publicado no Brasil é Niketche, uma história de poligamia torna-se maior celebridade na Fliporto. O sorrisão largo e simpatia contagiante da moçambicana atraem e levam o leitor a uma pessoa serena que quer falar de sua cultura.

Lí, Niketche (Cia das Letras) e Balada de Amor ao Vento (Editorial Caminho) em ambos fiquei surpresa com a poligamia, do uso de feitiços e da condição de inferioridade da mulher. De tudo isso ela falou quando confessou preferências em sua literatura;
“Falo de crenças e de regras que as pessoas acabam acreditando e que causam sofrimento. Sou muito interessada nas vítimas do feitiço. Todos nós somos enfeitiçados e também fazemos os outros sofrerem”,“Os homens criam as tradições e as regras e esquecem que um dia foram eles mesmo que inventaram. Quando vamos entender que os feitiços e tradições não são naturais?”
Referindo-se a Niketche:“Esse livro é também compreendido por pessoas de países que têm cultura de monogamia. Algumas mulheres européias lêem o livro e dizem ‘meu marido fez algo parecido comigo’”. “Não existe fidelidade, nem masculina nem feminina. Fidelidade é ilusão. As mulheres também são infiéis, mas são bem mais discretas. Os homens são descarados”, diferencia.
“As lutas pela libertação do país acabaram, mas ainda existe uma batalha sendo travada dentro de casa. É o marido que maltrata a mulher e a mulher que maltrata a criança. A relação de poder do colonizador com o colonizado permanece.
Referindo-se à condição de inferioridade da mulher:“Quando um menino nasce, a cerimônia de nascimento é realizada dentro de casa. Quando uma menina nasce, tudo é feito do lado de fora, porque a mulher nasce para ir embora. Ela não pertence à família original, sua função é passar adiante com o casamento”, explicou.
Balada de Amor ao Vento pode ser encomendado, já que não tem edição no Brasil.
Paulina Chiziane escancara uma cultura que oprime as mulheres e por conseqüência atrasa o país. Mas nós, leitoras brasileiras, não devemos ler seus livros como quem está sabendo de algo em terras distantes. Devemos, antes, ler nos encontrando exatamente nas mesmas condições. Com uma diferença apenas: fazemos de conta que nada daquilo existe aqui. O que é pior.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fliporto - programação de Sexta-feira dia 7


Sala 1
9h – Lusografias : Literatura Lusófona Pós-ColonialPalestra : Patrick Chabal(King’s College de Londres-Pres. da AEGIS :Grupo África-Europa de Estudos Interd. Ciências Humanas e Sociais)Apresentação : Ângela Dionísio (Brasil/Coord.Pós-Grad.Letras/Ufpe)
Sala 2:
9h – Lusografias : Literatura Brasileira em PortugalPalestra : Arnaldo Saraiva(Centro de Estudos Brasileiros da Universidade do Porto)Apresentação : José Rodrigues de Paiva (Brasil/Assoc.Est.Port.J.Emerenciano/Ufpe)
Sala 3:
9h – Lusografias : A demanda pós-colonial das literaturas africanasJosé Flávio Pessoa de Barros (Brasil-Univ.Cândido Mendes)Roberto Pontes(Brasil-UFC)Rita Chaves (Brasil-USP)Vera Maquea (Brasil-Unemat)Apresentação : César Giusti (Brasil/Ufpe)

Sala 1:
10h – Lusografias : A Cor da Cultura : Intercâmbios Afro-latinosPalestra : Zulu Araújo (Pres.Fundação Cultural Palmares)
Lúcia Araújo (Canal Futura) e Marisa Vassimon (Canal Futura)Apresentação : Virgínia Leal (Brasil/Diretora Cac/Ufpe); Lançamento do Observatório Afro-Latino

Sala 2
10h - Lusografias : Sobre o Acordo OrtográficoPalestra : Domício Proença Filho(ABL)Apresentação : Maria José Luna (Brasil/UFPE)
Sala 3:

10h - Lusografias : uma trajetóriaAlexandre Maia (Brasil - Ufpe)Francisco Soares (Angola - Univ.Benguela)Lucila Nogueira(Brasil-Ufpe)Luis Cezerillo(Moçambique-Uem)Apresentação : José Rodrigues de Paiva(Brasil/Ufpe)

Sala 1:
11h - Lusografias : Lobo Antunes e a ficção portuguesa pós-colonialPalestra : Ana Paula Arnaut (Universidade de Coimbra-Portugal)Apresentação : Lucila Nogueira (Brasil/Ufpe/Curadora Literária Fliporto)Lançamento de livros de Patrick Chabal e Ana Paula Arnaut
Sala 2:
11h – Lusografias : O Acordo Ortográfico e a Editora Língua GeralJosé Eduardo Agualusa (Angola)Apresentação : Nelly Carvalho (Brasil/UFPE)Lançamento de livro de José Eduardo Agualusa (Angola)Lançamento da Revista A Terceira Margem (Porto)Lançamento de livro Domício Proença Filho(Brasil)Lançamento de livros da Editora Língua Geral(África,Brasil,Portugal
Sala 3:
11h - Lusografias : Pernambuco Falando para o MundoEdições Pernambucanas
Gilda Santos (UFPE - Editora Universitária) conversa com Leda Alves (CEPE)
80 ANOS DE GILVAN LEMOS
Depoimento: Lucilo Varejão Neto
Muito Além da Palavra:
Luzilá Gonçalves Ferreira

Lançamento de livros de Gilvan Lemos e Luzilá Gonçalves Ferreira.

Lançamento de livros da CEPE e da Editora Universitária

Sala 1 -
15h – Literatura MoçambicanaLuiz Carlos Patraquim conversa com Paulina ChizianeLeitura de Poesia por Luís Cezerilo e Marcelino SantosApresentadores : Perón Rios e Johnny Martins (Brasil/Ufpe)

Sala 2:
15h - Literatura de São Tomé e PríncipePalestra : Margarida Paredes (Portugal/Universidade De Lisboa)Apresentação : Wilma Martins Mendonça(Ufpb) e Anamélia Maciel (Ufpe)Leitura : Manuel Teles Neto-Malé Madeçu (São Tomé e Príncipe)Apresentação : Olímpio Bonald (APL)e André Cervinskis (UFPB)
Sala 3:
15h - Literatura da Guiné EquatorialPalestra : Benita Sampedro Viscaya (Galiza/Hofstra Univ.NY)Apresentação : Alberto Poza(Espanha/Brasil/Ufpe)

Sala 1
16h- Literatura AngolanaOndjaki conversa com Agualusa e PepetelaLeitura de poesia por Francisco Soares e Amélia DalombaApresentadores : Pietro Graza e Lepê Correia (Brasil/Ufpe)
Sala 2:
16h – Literatura de Cabo VerdePalestra : José Manuel Esteves (Portugal/Univ.Paris-Ouest La Défense)Apresentação : Gilda Santos (UFRJ-Real Gabinete Português de Leitura do Rio)Leitura de ficção : Samuel Gonçalves (Cabo Verde)Apresentação : Alexandre Santos (Brasil/Pres.ALANE)

Sala 3:
16h – Recordando os 110 anos da morte do poeta afro-descendente Cruz e SousaPalestra : Ângelo MonteiroApresentação : Waldênio Porto (Brasil/Pres. Academia Pernambucana de Letras)

Sala 1:
17h - Poesia das AméricasQuincy Troupe(EUA), Rei Berroa(Rep.Dom) e Thiago de Mello (Brasil)Lançamento de livros
Sala 2:
17h – Literatura da Guiné BissauPalestra : Moema Parente Augel (Brasil/Alemanha/Univ.Bielefeld)Apresentação : Roberto Pontes (Brasil/UFC)Leitura de Poesia : Tony Tcheca (Guiné Bissau)Apresentação : Vital Corrêa (Brasil/UBE)Lançamento do livro “O desafio do escombro”,de Moema Parente Augel.e “Guiné sabura que dói “ de Tony Tcheca(Guiné Bissau)Apresentação : Magnum Stalone, Flávia França e alunos de Letras(Ufpe)da Guiné BissauLançamento de livro de José Manuel Esteves(Portugal/Univ.Paris Ouest La Défense)Lançamento de livro de Manuel Teles Neto (São Tomé e Príncipe)Lançamento de livro de Samuel Gonçalves (Cabo Verde
Sala 3:
17h - África de todos nósJosé Jorge de Carvalho (São Paulo/USP)Roberto Emerson Câmara Benjamin (Pernambuco/UFRPE)Roberto Motta(Pernambuco/UFPE)Yeda Pessoa de Castro (Bahia/UFBA)Coordenação :Valteir Silva (Pernambuco/NEBA-UFPE


E nos espaços especiais:

EM SALA ESPECIAL
18h - Exibição do filme Cruz e Sousa, o poeta do desterro(Sylvio Back)18h30 - Mostra dos filmes africanos vencedores do Festival de Tarifa(Apoio Instituto Cervantes)Apresentação : Juan Ignacio Jurado Centurión (Espanha/Brasil/Ufpe)

EM SALA ESPECIAL
18h - Poema/instalação de Wellington de Melo
19h - Poesia e Pintura por Pedro Buarque

NA PRAÇA DAS PISCINAS NATURAIS
18h – RODA DE POESIA FLIPORTIANA
Marcelino dos Santos/Luís Carlos Patraquim/Luís Cezerilo(Moçambique); Tony Tcheca(Guiné Bissau); Manuel Teles Neto(São Tomé e Príncipe); Amélia Dalomba/Francisco Soares(Angola); Quincy Troupe(EUA); Fernando Nieto Cadena(Equador); Francisco Fernandez (Nicarágua); Nelson Simon(Cuba); Rei Berroa(República Dominicana); Vicente Gómez Montero(México); Waldo Leyva(Cuba); Affonso Romano de Santanna (Brasil). Apresentação: Antonio Campos e Lucila Nogueira (Brasil)

19h - Grupo MOVIPOESIA

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Livro de graça em banco de feira: Lagoa dos Gatos - PE


No dia 11 de outubro, na feira livre de Lagoa dos Gatos, município do Agreste pernambucano com cerca de 16 mil habitantes, havia uma barraca diferente. Não vendia frutas ou legumes, nem carnes ou peças de vestuário. Na verdade, não estava ali para vender, mas para emprestar. Porque o que oferecia não tinha preço: o prazer da leitura. Com cerca de 200 livros, a psicóloga recifense Patrícia Vasconcellos, junto com sua família, aproveitou o dia de maior movimento na cidade numa iniciativa generosa e inédita começou a emprestar livros. A cidade que só dispõe de uma biblioteca que fecha nos fins de semana, não tem livraria nem banca de revista.
As pessoas foram chegando aos poucos, meio desconfiadas, perguntando se tinham que pagar algo para levar os livros. Quando descobriam que podiam levar quantos quisessem e de graça, ficavam surpresas. “Anotamos apenas os títulos das obras e o nome das pessoas que pegavam. Algumas achavam que precisavam apresentar algum documento e se surpreendiam com a facilidade de pegar os livros e com a confiança que tínhamos nelas”, lembra Roberto.
Não demorou muito para a barraca ficar lotada. Apareceram de idosos a crianças, de feirantes a professoras interessadas em trabalhar com os livros em sala de aula. “Algumas mães vieram devolver, com medo de que os filhos rasgassem o livro, mas nós insistíamos que levassem, que esse primeiro contato com a leitura era essencial e que se houvesse algum dano não tinha problema”, conta Patrícia. Um dos episódios mais interessantes foi de um menino da barraca em frente, que lia ali mesmo na feira e, no final do dia, leu cerca de 20 livros. “Quando a gente se deu conta, estavam ele, a irmã e o pai, cada um com um livro, lendo juntos no meio do burburinho”, lembra Gabriela.
Com o compromisso de voltar no dia 15 de novembro, a família agora luta para arrecadar mais livros. Eles estão ansiosos para ver se as pessoas vão procurá-los, para devolver seus livros e pegar outros. Talvez chamar outras pessoas, que não pegaram da primeira vez. Mas, para tanto, eles precisam oferecer mais livros, para que o acervo não fique limitado. Até porque já estão estudando a possibilidade de levar o projeto para outros municípios, como Jurema, Panelas e Cachoeirinha. Como se trata de uma iniciativa pessoal, eles esperam agora mais doações de pessoas ou editoras. Quem se interessar em ajudar ou saber mais detalhes sobre a iniciativa pode enviar um e-mail para caleidoscopiocdh@gmail.com.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Começou: Fliporto 2008


Feira Literária Internacional de Porto de Galinhas

17h - Palavra do curador geral Antonio Campos

Apresentação grupo Mestre Salustiano
Recital de Marcelino Santos (Moçambique), Quincy Troupe (EUA) , Rei Berroa (Rep.Dom.) e Thiago de Mello (Brasil)

AULA ESPETÁCULO DE ARIANO SUASSUNA

Recital Negras Vozes

Lançamento dos livros Legado : Fliporto 2007, Daguerreótipos de Marcus Accioly, O Amor não tem Bons Sentimentos, de Raimundo Carrero e Solano Trindade, poeta do povo

Coquetel de confraternização

terça-feira, 4 de novembro de 2008

53ª Feira do Livro de Porto Alegre


Pernambuco em Porto Alegre, convida os gauchos para a Bienal de Pernambuco em 2009

Feira do Livro de Porto Alegre foi oficialmente aberta por João Carneiro, presidente da câmara do livro do RS no Teatro Sancho Pança, no Armazém B do Cais do Porto.
Pernambuco, o estado homenageado nessa edição da Feira, foi representado pelo escritor Ariano Suassuna, secretárioo estadual de cultura.
A Colômbia foi o país destaque e também se fez representar no evento.
Suassuna, em seu discurso, insistiu para que o Rio Grande do Sul seja o Estado homenageado na Bienal do Livro no Estado nordestino, em 2009. A governadora Yeda Crusius e o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro receberam das mãos de um dos organizadores da Bienal, Rogério Robalinho, o convite oficial para a participação gaúcha. Yeda confirmou:
— Levaremos uma caravana para o Recife.O evento vai até 16 de novembro. As bancas vão funcionar das 13h às 21h na Praça da Alfândega. Na área infantil e juvenil, as barracas estarão abertas das 9h30min até as 21h.

domingo, 2 de novembro de 2008

Feira Literária Internacional de Porto de Galinhas - 2008

Sobre o evento:
Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas - Fliporto 2008
06 a 09 de novembro de 2008
Hotel Armação – Praia de Porto de Galinhas – Município de Ipojuca - PE
http://www.fliporto.net


sábado, 1 de novembro de 2008

Ler só faz bem.


Afogados da Ingazeira - Pernambuco - é destaque em leitura


O município de Afogados da Ingazeira, no Sertão, é um dos finalistas do Prêmio Vivaleitura 2008, na categoria escola pública ou privada, promovido pela Fundação Santillana. Desde o ano passado, quando foi iniciado o Programa Municipal de Incentivo à Leitura, alunos e professores das escolas mantidas pela prefeitura têm convivido com histórias, contos e livros. A iniciativa já rendeu frutos: cinco de sete escolas que foram avaliadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Ministério da Educação, tiveram melhorias nos indicadores educacionais.
“Além de democratizar o acesso às bibliotecas, investimos na formação dos professores para que atuem como mediadores de leitura”, explica a secretária de Educação, Rejane Barbosa. Das 40 escolas da rede municipal, dez dispõem de biblioteca. “Nas demais, criamos salas de leitura, mas a meta é criar, futuramente, uma biblioteca em cada colégio.” A Secretaria de Educação vai ganhar uma biblioteca. O espaço está pronto e o acervo já chegou. “Logo vai começar a funcionar”, observa. Parceria com duas editoras possibilitou a aquisição de livros.
A idéia é que o programa se transforme em lei. A Procuradoria Jurídica do município está com o texto do projeto de lei, que até o fim do ano deve ser encaminhado para a Câmara de Vereadores. “Se virar lei, o programa passa a ser uma iniciativa governamental, independentemente de quem estiver no poder”, enfatiza Rejane.
Criado para estimular e reconhecer as melhores experiências relacionadas à leitura, o Prêmio Vivaleitura é a maior premiação individual para despertar o interesse pela leitura na população e o único do gênero a ter uma duração garantida de 10 anos (2006 a 2016).
(Do Jornal do Commércio - 01/11/2008 Recife)

Prêmio Jabuti para livro infantil



O prêmio Jabuti, em sua 50ª edição este ano,elegeu como livro do ano na categoria ficção a obra "O Menino que Vendia Palavras" do escritor Ignácio de Loyola Brandão, publicado pela editora Objetiva.
O escritor dedicou o livro premiado a duas professoras que participaram de sua vida escolar em Araraquara, a quem ele disse dever episódios que inspiraram o livro.
O também premiado Laurentino Gomes, por 1808, categoria não-ficção, repetiu Ignácio e Loyola e dedicou a premiação aos professores e pesquisadores.

Serviço:

O Menino Que Vendia Palavras -Ignácio de Loyola Brandão
R$28,90