segunda-feira, 31 de março de 2008

Eu Conto Um Conto Por Semana - 10


No Verão Passado
Maria Olímpia

Foi no verão, no verão passado. Que verão, que passado, eu nem sei, não acabou. Passou. O tempo é confuso, existem momentos que parecem ser, aqui e agora, existem aqueles que nunca foram. Talvez delírio, talvez sonho, mas era verão, isso eu sei. Quando paro e penso e paro e penso continuamente, o pensamento indo e vindo como as ondas do mar, o tic e o tac do relógio, quando penso uma corrente elétrica me percorre inteirinha, da ponta dos dedos dos pés a ponta dos cabelos, mas não sei se é vice e versa ou versa e vice nem sei se a ordem dos fatores tem alguma importância. É um vai e vem gostoso que arrepia e levanta os pelos dourados dos meus braços vazios, tão frios. Corrente que se vale de uma saudade viva, respingos do sangue do coração em chagas. A lembrança é tão forte que nem parece lembrança, se confunde. Se me localizo no tempo, firmo os pés no chão, distante das areias da praia e espalho em cima da cama, nas paredes do quarto, da sala, cozinha, em cima da pia, no vaso, no teto, maçaneta da porta, dezenas, centenas, todos os calendários em que marquei os dias de sua ausência física com tinta vermelha, com sangue, com as cerejas esmigalhadas que não comemos juntos, uma cruz, um xis, a morte diária, que morro por estar sem você, mas vivo outra vez, na memória, lembrança no sorriso de olhos fechados, minhas mãos modulando o espaço de seu corpo, o vazio, seu cheiro em cada cheiro, o ressonas de gato no eco de mim mesma.

Foi no verão9. O mar jogava suas ondas na praia com volúpia, um jeito que só de olhar dava vontade de enroscar-me toda, rolando na areia branca de que praia desaparecida. Meus passos, passo a passo, procuravam você e bem antes de mim, de meus olhos, olfato, bem antes de tudo me conduziram, suas costas nuas, parei ridiculamente extasiada gente às costas nuas de um homem parado olhando o fogo que o mar engolia e me explodia. Havia uma brisa com gosto de sal e cheiro de peixe que sinto ainda e fazem parte do meu desejo. E eu que trazia a mão cheia de anéis de prata, conchas rosadas e pedras brilhantes, de cada um me desfiz, um a um atirando-as em seu dorso nu. Você nem se mexeu mas senti o tremor de seu corpo estremecendo e o meu também. Quando parei você se virou, seu rosto, seus olhos de gato siamês, suas mãos, seus passos tranqüilos, sem pressa, você e o cheiro de vinho que nós não bebemos, mas nos embriagou. Nossas mãos como velhas conhecidas nos levaram pelo caminho do mar em direção ao amor. E nem falamos, eu que falo como,uma cacatua e nem cantamos, que o mundo todo cantava e nossos sentidos se comunicavam, os olhos afogados nos olhos, os passos seguindo sozinhos com a pressa sem pressa de quem sabe aonde vai e conhece o caminho.

Havia uma pedra e era tão alto o nosso leito de rochas, tão alto, mas perto do mar que ciumento se lançava inteiro para nos alcançar, os respingos salgando nossos pés, nossas pernas e coxas, a caverna e o penhasco, o cume do monte, subindo, subindo, subindo, indo e vindo, ofegante. Seu braço, travesseiro macio para minha nuca, nossas mãos na louca aventura do reconhecimento, caminhos trilhados e jamais esquecidos, florestas e vales, montanhas, planícies, picos e grutas profundas. Você e eu, Adão e Eva no Éden perdido em busca do fruto proibido que achamos e devoramos com fome de muitos verões, tanto quanto havia existido, tantos quanto houvesse havido, além da vida e da morte, do tempo e do espaço, imanência e transcendência. Quando a serpente tentadora se enroscou em meu corpo e eu gritei mais alto que o grito, tão alto que o mar parou e as ondas se cristalizaram reverenciando nossos corpos estendidos na rocha úmida. E depois do cansaço voamos, as asas molhadas livres do mundo mas prisioneiras da magia do momento de amor. E a água viu nosso renascimento, uma vez, duas vezes, tantas quantas morremos, tantas quanto foi preciso para sermos uns só, intocáveis para sempre.

Em algum lugar, naquele momento, foi escrito e marcado ficou, para sempre gravado que seríamos eternamente acorrentados um ao outro, m pelo outro, embora os sinais de nossos dentes e as trilhas rasgadas por nossas unhas fossem aos poucos desaparecendo como o sal engolido pelo mar, as lágrimas absorvidas pela pele, os rastros na areia desfeitos pelo vento.

E depois a folha de parreira a nos cobrir outra vez, nossos passos seguiram caminhos opostos de não mais se encontrarem.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sexta poética - 3


Querem Me Vender Um Sítio Em Piraí
Ladyce West

Querem me vender um sítio em Piraí:
" Excelente oportunidade, verdadeira bagatela,
Uma banalidade para terra e alojamento
De boa utilidade. Não é esparrela, nem barbaridade,
Herdade igual a esta, eu mesmo, nunca vi!”
Diz-me o corretor, mostrando-me o croqui,
As fotos, os papéis, o que achou preciso,
Para me convencer a visitar e, quem sabe, comprar
Uma pequena porção, uma quota,
Uma ação, do meu próprio paraíso.

Não sou avessa a uma casa de campo.
Muito pelo contrário. Eu também gostaria
De lá guardar meus amigos e livros.
Mas não me venham com casas modernas,
De madeira ou tijolos, com piscina olímpica
,
Churrasqueira e sauna que me cozinhe os miolos.
Campo de futebol, de vôlei e salão de festas.
Porteira fechada com gado leiteiro e pomar de kiwi.
"E já vem com caseiro, cozinheiro e faxineiro!
Que mais a senhora pode querer por aqui?"
Quem pensa que sou? Que quero um clube,
Uma casa de festas, taverna, hospedaria?
"A senhora é perspicaz! Já que tocou no assunto...
Com pouco investimento transformaria este sítio
Num pequeno hotel, num motel, num lugar hospitaleiro
Que poderia ainda lhe dar muito dinheiro!"
Genuíno e autêntico, pensei, mas um grande abacaxi.
Meu canto de repouso tem que ser verdadeiro,
Não pode ser estalagem que abrigue forasteiros,
Desordeiros, estrangeiros como qualquer pardieiro.

A minha
casa de campo, meu lugar de reclusão,
Tem que ser de estuque, caiado, sem ostentação,
Com telhas vermelhas e pintura descascada.
Não será um sobrado, mas de um andar só,
Com partes muradas pedindo reparos,
Portão de madeira com dobradiça a chiar,
Escondida de todos, lá no cafundó.
Buganvílias deitadas por cima do muro,
Coqueiros num canto e fruto maduro
Das
árvores frutíferas que plantarei no futuro.
O caminho, prefiro ao gosto francês,
De cascalho fininho, de terra e areia.
Diversos cantinhos também pras galinhas,
Duas vacas leiteiras e um gato maltês
Que toque piano e fale português.
Quero um refúgio encantado, bem tropical,
Com o carinho e o gosto da terra natal:
Com oitis, juritis, bem-te-vis, colibris,
Lambaris e caquis, jabutis, sapotis.
Não deixando faltar, certamente, os sacis.

Por que, então, teria voltado pr’aqui?
Teria ficado em qualquer lugar por aí,
Onde não há sambaquis, quatis ou zumbis.
Meu motivo, no entanto, comprometedor,
Não foi racional, só emocional:
Foi querer me cercar do calor tropical
Que só os que o deixam lhe dão valor.

Afinal,
Não há nada melhor que amor com calor.

domingo, 23 de março de 2008

Eu recebi um livro errante


A idéia de um livro para ser achado e passado à frente depois de lido, foi levada à uma escola particular da Região Metropolitana do Recife, quando a assessora de literatura - Maria Amélia - da Escola Polichinelo viu o Livro Errante na VI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco de 2007. Desde então, funcionários, professores e crianças encontram livros “perdidos” que levam para casa e devolvem perdendo novamente...
O Senhor Samuel Gomes da Silva, é funcionário e fala a esse respeito:


S.G:Trabalho aqui na Escola Polichinelo. A leitura aqui é muito estimulada pela Assessoria Literária, entre alunos e professores. Mas posso dizer que li muito pouco em minha vida até ser implantado aqui na Escola, o Movimento Livro Errante. Daí por diante, não tenho parado de ler. Quando não levo um livro para casa, a mão fica “coçando”
L.E: Onde encontrou aí na Escola Polichinelo, o primeiro livro que o senhor leu?
S.G:
Numa casinha do Parque "Entre Amigos" (na própria escola onde trabalho - Polichinelo).
L.E: A essa altura, lembra quantos livro já leu? De qual gostou mais?
S.G: Li 9 livros. Gostei mais de "Asas, Pra Que Te Quero?"e da "Da Cor da Pele" - ambos de Paulo Caldas.

L.E: O senhor sabia que ia receber algum livro pelo correio?
S.G Não. Foi uma grande surpresa.
L.E: Depois que o senhor começou a ler mais alguém na sua casa também está lendo?
S.E:
Ainda não. Mas, eu conto o resumo dos livros que leio à minha esposa.
L.E: O que vai fazer com o livro "O Cortiço" depois que terminar de ler?
S.E:
Vou passar para outro funcionário que gosta muito de ler.
O Sr. Samuel, acrescentou: " A leitura faz a gente viajar e deixa a pessoa mais ligada no mundo e nas emoções"

sábado, 22 de março de 2008

Livro Errante onde menos se espera


Onde você estava no dia 19/03 - quarta feira? No Museu da República no Rio de Janeiro? Eu também.

Sei que não me viu, mas
se você esteve mesmo no Museu da República, RJ pode ter encontrado "Estorvo" de Chico Buarque. Quem sabe, você que saía da sala de aula não encontrou "Lolita" de V.Nobokov esperando por sua curiosidade ... eu deixei lá. E se você deu sorte pode ter encontrado o livro "A Estrada da Noite" de Joe Hell .
Eu também deixei "Melancia" de Marian Keys. Se você encontrou algum desses livros ou então A Filha do Canibal de escritora Rosa Montero, faça contato com este blog.

Não viu? Fique atento. Existe um livro errante onde menos se espera.
C.R

sexta-feira, 21 de março de 2008

Sexta poética - 2

Desejo
Márcia Regina Schwertner

Tua busca é domínio
é espaço
no meu corpo
bate o frio
bate a miragem
no sentir
de tua mão
Minha busca é liberdade
gelo em chama
sutil mormaço
nesse frio
nessa viagem
pelo traço da tua mão.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Gustavo, de Salvador, encontrou um Livro Errante


Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
oi Regina e Gustavo
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Soube que você quer falar comigo?
L.E diz:
Oi, quero sim
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
estou aqui
L.E diz:
vc me disse que encontrou o livro no estacionamento do Shopping Iguatemi,* não foi?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
sim
L.E diz:
Onde exatamente?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
"O Vingador"**

Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Na escada onde desce pra dentro do shopping
L.E diz:
ah! já conhecia o Livro Errante?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
não
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
primeira vez
L.E diz:
uau! o que imaginou? que alguém tinha perdido?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
sim
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
fiquei olhando pros lados,procurando,fiquei alguns minutos esperando
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
ai resolvi abrir pra ver se tinha algum nome
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Ah estava colado na capa interna o que era aquela livro, e o endereço da comunidade
L.E diz:
Aí vc pensou: "tem muito doido nesse mundo"?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
hehehehe
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Não. achei a idéia massa
L.E diz:
Quando terminar de ler, vai deixá-lo novamente em lugar público?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Sim
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Já tenho lugar certo, ele vai fazer uma viagenzinha
L.E diz:
Nada mal. alguns meus foram para o interior de PE e outros estados.
L.E diz:
Vc entrou para a comunidade não foi?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Sim
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
E também já sei que deixou o livro lá
L.E diz:
É. mal informei que vc tinha encontrado ela postou: “foi o meu!”
L.E diz:
Sabe que vc é a primeira pessoa, em 2 anos, que nos dá retorno?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
????????
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
imagine
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
2 anos !!!!
L.E diz:
pois é.
L.E diz:
Me diz, vc entrou em algum grupo na comunidade?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Como?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
No livro só tinha a comunidade "LIVRO ERRANTE"
L.E diz:
Sim. agora vc faz parte da comunidade. Nela, tem um bocado de grupo que formamos para trocar livros.

Guga Ferreira
= 24 Horas ON-LINE diz:
PROCUREI A QUE TINHA O SITE QUE TAMBEM ESTA NO LIVRO
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Ainda não entrei
L.E diz:
Sempre que abro um grupo novo, chamo os novatos inicialmente. Vc pode ir também em "errante livre" lá vc póde oferecer um livro e ou pedir emprestado algum.
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
hum ok
L.E diz:
A comunidade é pequena, mas muito dinâmica. Passe por ela com freqüência, vc vai gostar.
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Faz uns 5 anos que não sei o que e ler um livro exceto livros técnicos
L.E diz:
sério???
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Se não fosse vocês sei não!!!
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Eu sou técnico de informatica
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Minha vida é em cima do teclado
L.E diz:
uau, mas dê uma folguinha pro seu espírito... Recomece.
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Mas já estou no 3 capitulo do livro
L.E diz:
Então, nos acompanhe. Somos todos viciados.
L.E diz:
Ainda este mês abro grupo só com livros em espanhol e outro pequeno exclusivamente para novatos.
L.E diz:
Para finalizar, pq estou te tomando tempo. Quero por esse diálogo no blog, vc autoriza?
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Sim
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Qualquer coisa estou aqui
L.E diz:
Beleza, Gustavo era isso o que eu queria. Muito obrigado, e bom dia.
Guga Ferreira = 24 Horas ON-LINE diz:
Bom dia e até mais

* - Shopping Iguatemi: Av.Tancredo Neves 148, caminho das árvores -Salvador BA

** - "O Vingador" - Frederik Forsyth - Ed Record

Letrinhas Paraibanas - carta aos doadores

É com enorme satisfação que te escrevo. Espero que esta carta ao chegar até você a encontre bem.
Já recebi alguns livros e estou lhe enviando o nome dos livros e os das pessoas que mandaram.
Espero e peço a Deus, que ele continue a iluminar a todos em todos os momentos de suas vidas, para que possam continuar a ajudar outras pessoas, assim como estão ajudando a mim e à escola na qual leciono.
Estamos muito agradecidos, confesso que não tenho palavras para te agradecer, mas entrego tudo nas mãos de "Deus" nosso pai e ele com certeza saberá recompensar.
Quanto às fotos lhe enviarei ainda esta semana.
Um forte abraço e muitas felicidades.
Maria Eliene

(relação dos livros divulgada no tópico)

sábado, 15 de março de 2008

Você daria esse conto/livro a uma criança?


O Gato de Botas -
Charles Perrault
Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula era muito trabalhador.Quando o moleiro morreu, só deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse: __Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno. Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto. Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe: __Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso. __Coelho?! - exclamou o rei.__ Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Diga ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos. No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás. Durante um tempo, o gato continuou a levar ao palácio outros presente, todos dizia ser da parte do Marquês de Carabás. Um dia o gato convidou seu amo para tomar um banho no rio. Ao chegarem ao local o gato disse ao jovem:__ De hoje em diante seu nome será Marquês de Carabás. Agora, por favor, tire sua roupa e entre na água. O rapaz não estava entendendo nada, mas como confiava no gato atendeu seu pedido. O gato havia levado rapaz no local por onde devia passar a carruagem real. esperto gato ao ver uma carruagem se aproximando começou a gritar:__Socorro! Socorro! Que aconteceu? - perguntou o rei, descendo da sua carruagem. Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás! - disse o gato.__ Meu amo está dentro da água, ficará resfriado. O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando jovem.
O dono do gato vestiu-se e ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e murmurou: __Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço. O rei convidou o falso marquês para subir em sua carruagem. __ Será que a vossa majestade nos dá a honra de visitar o palácio do Marquês de Carabás? – perguntou o gato, diante do olhar aflito do rapazO rei aceitou o convite e o gato saiu na frente, para arrumar uma recepção par ao rei e a princesa. O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores: __O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, o rei mandará cortar-lhes a cabeça. De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe: __Do muito nobre marquês de Carabás. __Que lindas propriedades tens tu!- elogiou o rei ao jovem. O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha: __Eu também era assim, nos meus tempos de moço. Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e lhes fez a mesma ameaça: __Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de vocês. Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam: __Do mui nobre marquês de Carabás. O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço: __ Ó marquês! Tens muitas propriedades! O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual vivia um ogro muito malvado que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu: __Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dizei-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres? __ Certíssimo - respondeu o ogro, e transformou-se num leão. __ Isso não vale nada - disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato? __ É fácil - respondeu o ogro, e transformou-se num rato. O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse: __ Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás. __ Olá! - disse o rei __ Que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem. O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei murmurou-lhe ao ouvido: __ Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço. Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto. Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe: __ Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento? Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes. E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos para matar a fome...

Eu deixei um livro errante...

Pânico, Terror e Aflição
 
     Até que enfim consegui liberar meus errantes.Não sei como foi para vocês, mas até a escolha dos títulos me deixou atarefada. Muito difícil praticar o desapego em relação a tudo que é tão querido, não é mesmo? Libertados: Xangô de Baker Street (Jô Soares), deixado no ônibus 996:O Perfume (Patrick Süskind), deixado no café do cinema Unibanco Artplexe Harry Potter (o 1º da série), deixado na lanchonete ao lado de colégio Pedro II,Sobre o Xangô:Foi o primeiro livro que liberei. Passei três dias andando com ele dentro da bolsa.Eu pensava: não quero deixar no Shopping, as pessoas lá (provavelmente) têm acesso a livros.Banco de ponto de ônibus? E se um desses catadores de lixo jogar meu livro fora? Pior, e se um doido puser no lixo? Paranóia! Eu precisava saber que destino aguardava meu Errante!Por fim, decidi deixar o livro no tal ônibus 996.É um ônibus que liga Rio/Niterói, onde é muito grande o fluxo de estudantes, sobretudo da UFF e PUC.Nesse dia, peguei o do tipo especial, aqueles de turismo. Larguei o livro numa das poltronas e sentei por perto.Umas três pessoas passaram, olharam, mas não sentaram. Quase como se o livro estivesse ali guardando o lugar de alguém.Duas outras pessoas sentaram, olharam para o livro, mas não abriram. Depois como que desconfiadas, mudaram de lugar.O ônibus já estava ficando cheio e um casal buscava duas poltronas juntas.Olharam para o livro, pararam, e acabaram sentando.Qual não foi minha surpresa quando o rapaz simplesmente pegou o livro e jogou lá pra cima, no bagageiro???!!!!Não podia acreditar naquilo! Como alguém não tem nem curiosidade em abrir? Claro que minha vontade foi pegar o livro de volta, mas me contive e deixei lá.SE alguém encontrar, será na hora de limparem o ônibus.Por que essa história toda?Depois disso, resolvi apenas largar os outros dois num canto e partir.Definitivamente, o que os olhos não vêem, o coração não sente!

(Depoimento de Daniela - comunidade Livro Errante )

sexta-feira, 14 de março de 2008

Sexta poética - 1

FurtosFrancisco Oliveira Neto (Frank)

Quem você pensa que é?
Que vem sentir os meus passos
Na calçada
Que fita os meus olhos
E não diz nada
Que cheira o meu perfume
Sorrateiro
E ronda a minha casa
O dia inteiro
Quem você pensa que é?
Que ouve os meus pássaros
Cantando
Que abre a minha janela
Imaginando
Que debruça em minha cerca
Pensativo
E pisa em minha grama
Sem motivo
Afinal
Quem você pensa que é?
Que se esconde em meu jardim
Que rouba a flor do meu jasmim
E entrega a outra mulher

terça-feira, 11 de março de 2008

Livro Errante onde menos se espera







Você esteve no Shopping Aldeota dia 10 de março? Olhou bem para o chão onde pisou no Restaurante Mistura Pauilista? no elevador? e no balcão de uma cafetria? Você que anda apressado, qualquer dia pode encontrar um livro no capô de seu carro estacionado, no toalete de shoping, na cadeira de cinema, banco de praça, assento de ônibus, igreja. Onde menos se espera, tem um Livro Errante em mais de uma capital e grande cidade do país. Gostou da idéia? claro que sim. Simpática não é? Faça o mesmo, deixe aquele livro que você já leu há anos em algum lugar público para que seja lido novamente, deixado, lido etc etc.L.E conta com você. Vamos nessa?

1 ano da comunidade Livro Errante

Ontem, a comunidade Livro Errante comemorou 1 ano. Por isso, deixamos em alguns pontos das cidade de: Fortaleza, Caxias do Sul e Porto Alegre,Salvador, Recife e São Paulo os livros:

13 Histórias Que Até A Mim Assustaram – A. Hitchcock
A Casa Dividida – Alberto Moravia
A Ciociara – Alberto Moravia
A Morte e A Morte de Quincas Berro d´Água – Jorge Amado
As Crônicas Marcianas – Bray Bradburry
Bacamarte, Pólvora e Povo – Olimpio Bonald Neto
Bar Don Juan – Antonio Calado
Budapeste – Chico Buarque
Carga Pesada – Orlando Lemos
Clara dos Anjos – Lima Barreto
Coletânea de Contos Concurso do Estado do Paraná
Coletânea de Contos Sobre a Infância – div. Autores
Contos, Tchecov
Gêmeos Não Se Amam – Robert Ludlum
Iacoca, Uma Autobiografia – Lee Iacoca
Lolita – Vladimir Nabokov
Mas Não Se Mata Cavalo? Horace McCoy
Melhor que a Encomenda – Fred Dantas
Memórias de Um Descasado – Antônio Luis Fontela
Mme. Bovary – Flaubert
Na Sala Com Danusa – Danusa Leão
No Tempo Das Borboletas – Júlia Alvarez
O 8º Passageiro – Alan Dean Foster
O Feijão e o Sonho – Origens Lessa
O Golpe – John Updike
O Livro da Sabedoria, Confúcio
O Pêndulo do Relógio – Charles Kiefer
Que país é Este? Millor Fernandes
Todo Dia Na Estrada – Orlando Lemos
Topázio – Leon Uris

Se você encontrou faça uma boa leitura e a gentileza de nos avisar. Não queremos o livro de volta. Não esqueça: deixe em lugar público novamente quando terminar de ler.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Primeiro aniversário do Livro Errante


Oi!Sou um livro errante.

Não fui esquecido nem perdido.

Estava aqui esperando por você.

Já fui lido e amado.

Agora é sua vez.

Ao final, deixe-me em um novo lugar

para que outras pessoas possam se divertir comigo também.

Boa Leitura!

O texto acima pode ser encontrado em alguns livros que hoje estão sendo deixados em lugares públicos de nossas cidades. Hoje a pequena porém ativa comunidade Livro Errante do Orkut completa 1 ano. Com o espírito de compartilhar tão bem mostrado por Isabel Gheller (Terezina - PI), trocamos, emprestamos e doamos livros de forma intensa desde março de 2007.

Venha você também fazer parte do grupo.

Quarta-feira é dia de: Um Dia Daqueles, Maurício Pons.


UM DIA DAQUELES

Maurício Pons

O sujeito entra no escritório de registros autorais, despeja um calhamaço de papel em cima do balcão e fala ao atendente:
- Bom dia. Quero registrar essa obra literária.
- Foi o senhor mesmo quem a escreveu?
- Não. Foi meu bisavô. Ele deixou pra mim em seu testamento.
O atendente pega o enorme amontoado de folhas e o passa em revista. É um manuscrito, amarelado pelo tempo. Algumas folhas com sinal de que algumas traças andaram se banqueteando por ali.
- Mas isso aqui está cheio de piadas. E piadas muito velhas, conhecidas, em sua maioria.
- Sim, eu sei disso. Meu bisavô morreu há muito tempo. Eu mal o conheci. Ele escreveu essas histórias ainda muito jovem.
- Histórias não, piadas.
- Que seja. Então, vai registrar ou não? Até já paguei a taxa lá no banco.
- Olha, receio não poder fazer isso. Você pode provar que foi teu parente o autor disso tudo?
- Ué!? Ele assinou todos os textos, e a letra é dele. Quer prova maior que essa? E esse Joãozinho que fala aí é filho dele. Tem várias historinhas em sua homenagem. E olha só isso aqui – disse, tirando do bolso uma foto muito velha , em preto e branco.
- Esse é seu bisavô? Que é isso no ombro dele?
- É o papagaio dele, seu companheiro e maior fonte de inspiração. Sabe aquela do papagaio? Pois é, esse é o próprio.
- Como você disse mesmo que esse senhor morreu?
- Eu não disse. Mas foi de repente. Um dia ele foi ao médico e o cara disse pra ele: As notícias não são boas. O senhor tem 5 minutos de vida. Mas doutor, disse meu avô desesperado, O que o senhor Pode fazer por mim? E o médico, consultando o relógio: Só uma Miojo.
- Ta bom. Você está de brincadeira. Essa piada eu já conheço. E se seu tataravô morreu há muito tempo, duvido que já existisse...
- Bisa..
- Quê?
- È bisavô, e não tátara
- Tanto faz . Nessa época nem tinha massa miojo. Agora o senhor me dá licença que eu tenho mais o que fazer. Vá ver se estou lá na esquina.
- O senhor me deve R$ 1,00. Pensando melhor, vou fazer por R$ 2,00. O Lenine anda cantando isso aí em uma música. Vou ver com o agente dele. Ninguém mais diz “vai ver se estou lá na esquina” hoje em dia.
- Como assim? Não te devo nada. Devo por que?
- Copyright. Essa frase também é de autoria do meu avô, digo, bisavô. Pode olhar aí, página 715. Vai ver se to lá na esquina. Bem assim. E quero cobrar todos os retroativos do uso indevido das piadas por artistas como Ari Toledo, Jô Soares, Chico Anysio e outros contadores que usam a genial obra de meu avô para ganhar dinheiro. Onde já se viu? Agora Roberto Carlos vai sair por aí cantando as músicas do Caetano como bem entende, sem autorização do compositor? Não pode. E contar piada dos outros também não. Ah! E por favor, quero em dinheiro. Sabe como é, tem muita gente falsificando assinatura de cheque hoje em dia.

.............

O próximo sujeito entra carregando um violão no ombro. Cabeludo, óculos escuros que lhe cobrem quase todo o rosto e um jaquetão preto de couro, apesar do calor que estava fazendo. O atendente é o mesmo. Pensa “hoje é um dia daqueles”. Está meio desarrumado, o atendente, pelo esforço de jogar um outro maluco porta afora alguns minutos antes.
- Pois não, posso lhe ajudar?
- Pode sim. Eu quero registrar uma composição.
- Uma música? Letra e música são suas?
- Isso. Eu ia trazer uma gravação, mas resolvi fazer ao vivo pra evidenciar a veracidade da obra.
E foi puxando um banco pra apoiar a perna, colocou o violão sobra a coxa, estalou os dedos, limpou a garganta e...
- Peraí, calma. Primeiro vamos fazer sua ficha. Como é mesmo seu nome?
- Públis. Dômini Públis.
- Certo, seu Dômini. Primeiro o senhor tem que pagar uma taxinha no banco, coisa pouca. Depois traga aqui o comprovante de quitação e aí sim, vamos registrar seja lá o que for.
- Ah! Não sabia. Mas já que estou aqui, vou dar só uma palinha pro senhor ver como é que ficou. Quem sabe se gostar eu ganho até um desconto nessa taxa aí.
E começou a pontear as cordas da viola, algo como din din din, don don don.
- Êpa.. pode parar com isso aí. É alguma piada? Quequéisso? Isso aí não é seu. Atirei o Pau no Gato existe desde sempre. È de domínio público.
- Pois é! Dômini Públis. Sou eu.
- Domínio. Domínio Público, ta entendendo!? - disse o funcionário quase quebrando a caneta. - Ninguém tem direitos sobre isso. È de todos. Pode tocar a vontade que ninguém vai reclamas os direitos. Existe desde sempre.
- Então? As terras, bem antigamente, também existiam desde sempre, até que alguém chegou lá, fez uma cerca, botou uma casa e pronto. É dele porque registrou antes. Já que Atirei o Pau no Gato não tem dono eu vou registrar, pois tive a idéia primeiro. E quero receber retroativo. Em dinheiro, sabe como é.

sábado, 8 de março de 2008

Woman - John Lennon - dedicated to all the women across the universe


Woman I can hardly express,
My mixed emotion at my thoughtlessness,
After all I'm forever in your debt,
And woman I will try express,
My inner feelings and thankfullness,
For showing me the meaning of succsess,
oooh well, well, oooh well, well,
Woman I know you understand
The little child inside the man,
Please remember my life is in your hands,
And woman hold me close to your heart,
However, distant don't keep us apart,
After all it is written in the stars,
oooh well, well, oooh well, well,
Woman please let me explain,
I never mean(t) to cause you sorrow or pain,
So let me tell you again and again and again,
I love you, now and forever,
I love you, now and forever.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Quarta-feira em poesia -


Às vezes um ser estranho habita em mim

- serei eu desconhecida de mim? -

aguilhoando-me a razão enlouquecendo-me de ciúme

em gaiola querendo te cercar.

Às vezes um ser entranha-se em mim

- serás tu possuindo-se de mim? -

enlouquecendo-me de desejo

aprisionando-me em fantasias

em dosséis querendo te levitar.

Às vezes um ser estranho habita em mim

- serei eu na descoberta de mim? -

libertando-me de tenebrosas clausuras

voando-me em nuvens de paraíso

em amarras querendo te eternizar.

Às vezes um ser entranha-se em mim

- será tua alma gêmea de mim? -

navegando-me em ondas de paixão

erguendo-me além do frívolo chão

em amor querendo ad infinitum te amar.



Ednice Peixoto



quinta-feira, 6 de março de 2008

Melhores Livros Infantis - Folha de São Paulo

A Folha de São Paulo ( caderno Folhinha) pediu a 17 especialistas e eles escolheram os livros que nenhuma criança podia deixar de ler. Eis a lista em ordem alfabética

Alice no País das Maravilhas -Lewis Carroll, trad. de Ana Maria Machado Ed. Ática
Bisa Bia, Bisa Bel - Ana Maria Machado, com ilustração de Regina Yolanda Ed. Salamandra
O Bichinho da Maçã - Ziraldo Ed. Melhoramentos
A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga, com ilustrações de Marie Louise Nery Casa Lygia Bojunga
Chapeuzinho Amarelo - Chico Buarque, com ilustrações de Ziraldo Ed. José Olympio
O Gênio do Crime - João Carlos Marinho, com ilustrações de Maurício Negro Ed. Global
Histórias Maravilhosas de Andersen - Hans Christian Andersen, com tradução de Heloisa Jahn Companhia das Letrinhas
História Meio ao Contrário - Ana Maria Machado, com ilustração de Renato Alarcão Ed. Ática
Menina Bonita do Laço de Fita - Ana Maria Machado, com ilustrações de Claudius Ed. Ática
Ou Isto ou Aquilo - Cecília Meireles, com ilustrações de Thais Linhares,Ed. Nova Fronteira
O Mágico de Oz - Lyman Frank Baum Ed. Ática
Reinações de Narizinho -Monteiro Lobato, com ilustrações de Manoel Victor Filho Ed.Brasiliense
Fábulas - Monteiro Lobato, com ilustrações de Manoel Victor Filho Ed. Brasiliense
Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias -De Ruth Rocha, com ilustrações de Adalberto Cornavaca Ed. Salamandra
Sua Alteza, a Divinha - Um Conto do Nosso Folclore - Angela-Lago,Ed. RHJ
O Menino Maluquinho - Ziraldo, Ed. Melhoramentos
As Aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain, com tradução de Carlos Heitor ConyEditora Ediouro
A Arca de Noé - Vinícius de Moraes, com ilustrações de Nelson Cruz,Companhia das Letrinhas
A Fada que Tinha Idéias - Fernanda Lopes de Almeida, com ilustrações de Edu, Ed. Ática
Exercícios de Ser Criança - Manoel de Barros, com bordados de Antônia Zulma Diniz, Ângela, Marilu, Martha e Sávia Dumont sobre desenhos de Demóstenes,Ed. Salamandra
A Bruxinha Atrapalhada - Eva Furnari,Ed. Global
Contos de Grimm - Wilhelm e Jacob Grimm, com tradução de Heloisa Jahn,Companhia das Letrinhas
Contos de Perrault - Perrault, com trad. de Regina Regis Junqueira e ilustrações de Gustave Doré,Ed.Villa Rica
Corda Bamba - Lygia Bojunga, com ilustrações de Regina YolandaCasa Lygia Bojunga
De Não em Não - Bartolomeu Campos de Queiróz, com ilustrações de Gloria Campos e Paulo Bernardo Vaz,Ed. Ibep Nacional
Dengos e Carrancas de um Pasto - Jorge Miguel Marinho
Diário de um Gato Assassino - Anne Fine, com tradução de Mariana Rodrigues e ilustrações de Sofía Balzola,Ed. SM
Doze Reis e a Menina no Labirinto do Vento - Marina Colasanti,Ed. Global
Os Doze Trabalhos de Hércules - Monteiro Lobato, com ilustrações de Manoel Victor Filho,Ed. Brasiliense
É Isso Ali - José Paulo Paes, com ilustrações Walter VasconcelosEd. Salamandra
Faca Afiada - Bartolomeu Campos de Queiróz, com ilustrações de Odilon Moraes,Ed.Moderna
A Flor do Lado de Lá - De Roger Mello Ed.Global
Histórias de Bobos, Bocós, Burraldos e Trapalhões - Ricardo Azevedo Projeto Editora
Um Homem no Sótão - Ricardo AzevedoEd. Ática Indez
Indo Não Sei Aonde Buscar Não Sei O Quê - Angela-Lago,Ed. RHJ
Lin e o Outro Lado do Bambuzal - Lúcia Hiratsuka Ed. SM
A Maior Flor do Mundo -José Saramago, com ilustrações de João Caetano,Cia das Letrinhas
Mania de Explicação - Adriana Falcão, com ilustrações de Mariana Massarani,Ed. Moderna
Memórias da Emília - Monteiro Lobato, com ilustrações de Manoel Victor Filho, Ed. Brasiliense
O Menino que Espiava pra Dentro - Ana Maria Machado, com ilustrações de Flávia Savary,Ed.Nova Fronteira
O Menino Quadradinho - Ziraldo,Ed. Melhoramentos
Meninos do Mangue - Roger Mello,Companhia das Letrinhas
Meu Livro de Folclore - Ricardo Azevedo,Ed. Ática
As Mil e Uma Noites - Volumes 1 e 2"Versão de Antoine Galland, com tradução de Alberto Diniz Ed. Ediouro
Os Miseráveis -Victor Hugo, com tradução de Walcyr Carrasco Ed. FTD
A Moça Tecelã - Marina Colasanti, com ilustrações de Demóstenes Vargas Ed. Global
Não Olhe Atrás da Porta - Lia Neiva - Ed. Livro Técnico
As Narrativas Preferidas de um Contador de Histórias - Ilan Brenman, com ilustrações de Fernando Vilela, Ed. Landy
No Olho da Rua -Georgina Martins, com ilustrações de Nelson Cruz,Ed. Ática
Nossa Rua Tem um Problema - Ricardo Azevedo - Ed. Ática
O Olho de Vidro do Meu Avô - Bartolomeu Campos de Queirós, com ilustrações de Pimenta Design,Ed. Moderna
Onde Tem Bruxa Tem Fada - Bartolomeu Campos Queirós, com ilustrações de Suppa,Ed. Moderna
Palavras, Palavrinhas e Palvrões - Ana Maria Machado, com ilustrações de Fê,Ed. FTD
Um Passarinho Me Contou - José Paulo PaesEditora Ática
Pé de Pilão - Mário Quintana Ed.Ática
O Pequeno Nicolau - René Goscinny, com tradução de Luís Lorenzo Rivera e ilustrações de Jean-Jacques Sempé,Ed. Martins Fontes
Pererêêê Pororóóó - Lenice Gomes, com ilustrações de André Neves Editora DCL
Peter Pan - James Barrie, com tradução de Ana Maria Machado,Ed. Salamandra
O Picapau Amarelo - Monteiro Lobato, com ilustrações de Manoel Victor Filho,Ed. Brasiliense
Poemas para Brincar - José Paulo Paes,Ed. Ática
Poesia Fora da Estante (volumes 1 e 2)De Vera Aguiar, Sissa Jacoby e Simone Assumpção (org.), com ilustrações de Laura Castilho (vol. 1) e Tatiana Sperhacke (vol.2)Projeto Editora
(O) que os Olhos Não Vêem - Ruth Rocha, com ilustrações de Carlos Brito,Ed. Salamandra
Raul da Ferrugem Azul - Ana Maria Machado, com ilustrações de Rosane Faria,Ed. Salamandra
Restos de Arco-Íris - Sérgio Capparelli Ed. L&PM
Os Rios Morrem de Sede - Wander Piroli, com ilustrações de Rogério Borges,Ed. Moderna
Sabedoria das Águas - Daniel Munduruku, com ilustrações de Fernando Vilela,Ed. Global
Seis Vezes Lucas - Lygia Bojunga,Casa Lygia Bojunga
O Sofá Estampado - Lygia Bojunga Nunes, com ilustrações de Peter,Casa Lygia Bojunga
A Televisão da Bicharada -Sidônio Muralha, com ilustrações de Cláudia Scatamacchia,Ed. Global
Todo Cuidado é Pouco! - Roger MelloCompanhia das Letrinhas
Viagem ao Céu - Monteiro Lobato, com ilustrações de Manoel Victor FilhoEditora Brasiliense
A Vida Íntima de Laura - Clarice Lispector, com ilustrações de Mariana Massarani,Ed. Rocco
A Vida e Outra Vida de Roberto do Diabo - Ricardo Azevedo(fora de catálogo)

terça-feira, 4 de março de 2008

Letrinhas Paraibanas


Movidos pelo prazer de ajudar professores em sua difícil tarefa de incentivar as crianças à leitura, o Livro Errante, assim como está fazendo na cidade de Poços de Caldas-MG com o Chá de Letrinhas, passa a colaborar também com a professora Maria Eliene da Silva. A Escola Municipal Flávio Ribeiro Coutinho na cidade de Umbuzeiro na Paraiba, está recebendo livrinhos enviados de São Paulo, Minas Gerais,Rio Grande do Sul, Itália, Rio Grande do Norte, Pernambuco..

E o leitor deste blog também pode colaborar doando diretamente à escola ou por nosso intermédio. Neste caso deixe aqui seu recado. Nós faremos contato. Livro errante é atitude.