domingo, 23 de março de 2008

Eu recebi um livro errante


A idéia de um livro para ser achado e passado à frente depois de lido, foi levada à uma escola particular da Região Metropolitana do Recife, quando a assessora de literatura - Maria Amélia - da Escola Polichinelo viu o Livro Errante na VI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco de 2007. Desde então, funcionários, professores e crianças encontram livros “perdidos” que levam para casa e devolvem perdendo novamente...
O Senhor Samuel Gomes da Silva, é funcionário e fala a esse respeito:


S.G:Trabalho aqui na Escola Polichinelo. A leitura aqui é muito estimulada pela Assessoria Literária, entre alunos e professores. Mas posso dizer que li muito pouco em minha vida até ser implantado aqui na Escola, o Movimento Livro Errante. Daí por diante, não tenho parado de ler. Quando não levo um livro para casa, a mão fica “coçando”
L.E: Onde encontrou aí na Escola Polichinelo, o primeiro livro que o senhor leu?
S.G:
Numa casinha do Parque "Entre Amigos" (na própria escola onde trabalho - Polichinelo).
L.E: A essa altura, lembra quantos livro já leu? De qual gostou mais?
S.G: Li 9 livros. Gostei mais de "Asas, Pra Que Te Quero?"e da "Da Cor da Pele" - ambos de Paulo Caldas.

L.E: O senhor sabia que ia receber algum livro pelo correio?
S.G Não. Foi uma grande surpresa.
L.E: Depois que o senhor começou a ler mais alguém na sua casa também está lendo?
S.E:
Ainda não. Mas, eu conto o resumo dos livros que leio à minha esposa.
L.E: O que vai fazer com o livro "O Cortiço" depois que terminar de ler?
S.E:
Vou passar para outro funcionário que gosta muito de ler.
O Sr. Samuel, acrescentou: " A leitura faz a gente viajar e deixa a pessoa mais ligada no mundo e nas emoções"